<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713</id><updated>2011-12-03T22:38:48.173Z</updated><title type='text'>peço a palavra</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-5715639044188864745</id><published>2009-05-28T00:04:00.002+01:00</published><updated>2009-05-28T00:13:28.933+01:00</updated><title type='text'>DE NOVO A EUROPA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Sh3HqiOmfDI/AAAAAAAAAXI/TrnkMM4Pnn0/s1600-h/EUROPA.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340644266687757362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Sh3HqiOmfDI/AAAAAAAAAXI/TrnkMM4Pnn0/s320/EUROPA.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Incentivos à abstenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal mergulha no festival das eleições.&lt;br /&gt;É um mal necessário, dizem os menos pessimistas. Sim, porque chamar às eleições um  mal não parece optimismo.&lt;br /&gt;Ah, diz o meu companheiro de lado, mal por se multiplicarem assim os actos eleitorais: diríamos que isso a que dás o nome de festival é que é o tal mal... necessário, porque nas presentes circunstâncias...&lt;br /&gt;As presentes circunstâncias... sempre as circunstâncias a pagar o preço.&lt;br /&gt;Mas seja. O que hoje me traz aqui, não é tanto o facto de se multiplicarem, em tão curto espaço de tempo, os actos eleitorais.&lt;br /&gt;Se peço a palavra é apenas para gritar, com a força de que sou capaz – como não é muita, talvez ninguém me ouça – contra a burla em que a classe política nos lança, emoldurando discuros que nada têm ver com o objectivo das eleições.&lt;br /&gt;Eleições para o parlamento europeu, dizem eles.&lt;br /&gt;E que parlamento é esse?&lt;br /&gt;Que têm feito lá os deputados eleitos pelos partidos que agora se lançam nos caminhos de Portugal, a pedir o voto dos cidadãos? E qual a identidade europeia de cada um desses partidos? No que se refere a essa Europa, o que é que os distingue uns dos outros?&lt;br /&gt;Como querem que vamos votar no próximo dia sete, se não nos oferecem critérios claros de escolha?&lt;br /&gt;Num pensamento meio caricatural, reconheço, dá-me a impressão de que estamos perante mais uma competição clubística: todos os clubes querem ter um lugar no estádio de Estrasburgo... a ver quem consegue ocupar mais espaço, para berrar com mais força, não se sabe bem o quê.&lt;br /&gt;Só me pergunto se isto não será um enorme incentivo à abstenção.&lt;br /&gt;Abstenção pura e simples, que todos se apressam a classificar de anticivismo, mas que é fortemente incentivada precisamente por quem devia ajudar a evitá-la..&lt;br /&gt;Porque a mim não me satisfaz o anonimato do voto nulo, que acaba sempre por favorecer quem ganha.&lt;br /&gt;Senhores candidatos a deputados, se querem que votemos no próximo dia sete, digam-nos claramente por  que Europa vão lutar.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-5715639044188864745?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/5715639044188864745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=5715639044188864745' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5715639044188864745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5715639044188864745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2009/05/de-novo-europa.html' title='DE NOVO A EUROPA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Sh3HqiOmfDI/AAAAAAAAAXI/TrnkMM4Pnn0/s72-c/EUROPA.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-5679205481427779753</id><published>2009-04-12T02:07:00.000+01:00</published><updated>2009-04-12T02:08:41.531+01:00</updated><title type='text'>UM CONTINENTE SEM VERGONHA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dos tiros aos preservativos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A vergonha que senti, como europeu, ao verificar a profundidade e extensão do jogo sujo levado a cabo pelos meios de comunicação social deste continente, por ocasião da visita pastoral de Bento XVI à África, quase me impôs o silêncio.&lt;br /&gt;Agora chega-me a notícia de que um governo desta velha Europa decidiu responder ao Papa com o envio de um contentor de preservativos.&lt;br /&gt;Vendo bem as coisas, nem é muito de estranhar, já que os guardas fronteiriços têm ordem de disparar sobre os africanos que tentem escapar clandestinamente à pobreza de que, no fundo, o grande responsável é precisamente o continente europeu.&lt;br /&gt;É, de facto, uma  vergonha colossal: vivemos numa sociedade de bem-estar que busca tranquilizar a consciência com tiros e preservativos.&lt;br /&gt;Assim, é perfeitamente natural que não só não entenda, mas que manipule de forma torpe o ensino da Igreja, que, no dizer do Concílio, é especialista em humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ainda há poucos dias alguém se me mostrava chocado com as supostas declarações do Papa, deixo aqui, para os visitantes que não tenham tido acesso a ele, o texto completo da resposta de Bento XVI a um jornalista que falara do pouco realismo do ensino da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu diria o contrário. Estou convencido de que a presença mais efectiva na frente de batalha contra o HIV/SIDA são, precisamente, a Igreja Católica e as suas instituições. Penso, por exemplo, na Comunidade de Santo Egídio, que tanto faz e tão visivelmente na luta contra a sida; ou nas Camilianas, só para mencionar algumas das freiras que estão ao serviço dos doentes. Penso que este problema, a sida, não pode ser resolvido com slogans de propaganda. Se falta a alma, se os Africanos não se entreajudarem, o flagelo não pode ser resolvido com a distribuição do preservativo; pelo contrário, arriscamo-nos a piorar a situação. A solução só pode advir dum compromisso duplo: primeiro na humanização da sexualidade ou, por outras palavras, num renovamento espiritual e humano que traga consigo uma nova forma de proceder de uns para com os outros. E em segundo lugar, num amor autêntico para com os que sofrem, numa prontidão – mesmo à custa de sacrifício pessoal – para estar junto dos que padecem.&lt;br /&gt;São estes os factores que podem trazer o progresso, real e visível. Assim, eu diria que o nosso esforço deve ser o de renovar a pessoa humana por dentro, o de lhe dar força espiritual e humana para uma forma de comportamento justa para com o seu corpo e o do outro; e ainda de ajudá-la a ser capaz de sofrer com os que sofrem e de estar presente nas situações difíceis. Acredito que é esta a primeira resposta ao problema da sida, que é esta a resposta da Igreja e que, deste modo, a sua contribuição é uma grande contribuição. E estamos gratos a todos os que assim contribuem.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-5679205481427779753?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/5679205481427779753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=5679205481427779753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5679205481427779753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5679205481427779753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2009/04/um-continente-sem-vergonha.html' title='UM CONTINENTE SEM VERGONHA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6954414400838479889</id><published>2009-04-07T22:23:00.001+01:00</published><updated>2009-04-07T22:28:38.292+01:00</updated><title type='text'>BASTA DE HIPOCRISIA</title><content type='html'>A América de sempre e a hipocrisia dos políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal em que é que ficamos?&lt;br /&gt;O Senhor Obama, cuja inteligência ninguém pode negar, aproveitando como bom político as circunstâncias criadas pelos erros da administração Bush e a novidade, importante para um mundo mais dependente do racismo do que quer admitir, da presença na Casa Branca de um inquilino que não é propriamente branco, veio à Europa tentar convenecer-nos de que a América tinha mudado. E muita gente acreditou: mérito do tribuno e incapacidade de raciocínio dos ouvintes.&lt;br /&gt;Quanto ao Presidente dos Estados Unidos, ninguém lhe pode levar a mal que monte o seu negócio como lhe sugere o mercado nacional e internacional.&lt;br /&gt;Mas nós, se queremos manter um  mínimo de dignidade, não podemos calar-nos com tudo, admitir todas as interferências, inspiradas num paternalismo que nem sequer é sincero: porque o que fica mais claro é que a única coisa que conta para a grande potência americana é o interesse estratégico dos países e das regiões.&lt;br /&gt;Foi por isso que me revoltou, além de outras coisas, ouvi-lo dizer que a entrada ad Turquia na União Europeia facilitaria o diálogo dos países cristãos com as nações islâmicas.&lt;br /&gt;Afinal, a entrada da garnde nação asiática para a comunidade europeia é ou não é uma questão religiosa?&lt;br /&gt;Vai a Europa aceitar que a América a pressione com argumentos deste tipo? A Europa que nem sequer quis que no mal fadado tratado, agora chamado de Lisboa, se fizesse menção das suas raízes cristãs... o que não tinha senão um significado cultural, vai agora alargar a União com motivações de ordem religiosa?&lt;br /&gt;Afinal em que é que ficamos?&lt;br /&gt;Basta de hipocrisia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6954414400838479889?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6954414400838479889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6954414400838479889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6954414400838479889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6954414400838479889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2009/04/basta-de-hipocrisia.html' title='BASTA DE HIPOCRISIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-5037585726270904138</id><published>2009-03-24T23:59:00.002Z</published><updated>2009-03-25T00:03:58.365Z</updated><title type='text'>IR ALÉM DA CHINELA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Scl0iIja6xI/AAAAAAAAAWo/sjR5cQ79VfY/s1600-h/APELES.2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316908964848003858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Scl0iIja6xI/AAAAAAAAAWo/sjR5cQ79VfY/s320/APELES.2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Calúnia de Apeles  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Do grande pintor grego não nos ficaram senão referências aos seus quadros, que terão maravilhado a Grécia do século IV.&lt;br /&gt;Os pintores da Renascença, como fizeram com outras figuras da Antiguidade, serviram-se dessas referências para alimentarem a imaginação e obterem matéria para as suas criações artísticas.&lt;br /&gt;Foi o caso de Botticelli, que nos deixou esta “Calúnia de Apeles”.&lt;br /&gt;Não é, no entanto, a calúnia propriamente dita que nos interessa neste momento, ainda que se fale de Bento XVI, que, vendo bem as coisas, tem sido, nos últimos meses, vítima de manipulações tais, que dificilmente se isentam da acusação de autênticas calúnias.&lt;br /&gt;O que nos interessa de momento é o nome de Apeles, que está ligado a um acontecimento, real ou imaginário, que acbou por se tornar proverbial: o grande pintor, que costumava pedir a diferentes categorias de pessoas, a apreciação dos seus quadros, teve um dia de cortar o comentário do seu sapateiro, muito interessado em apontar defeitos no físico de algum dos seus retratados: Não vá o sapateiro além da chinela!&lt;br /&gt;Ainda hoje se diz isto a quem perde os limites das suas competências e se mete em comentários arriscados sobre matérias que estão fora do âmbito dessas competências.&lt;br /&gt;Apeles, com o atrevimento do seu sapateiro, veio-me ao pensamento há dias, quando ouvi um conhecido comentador da nossa televisão, que, aliás, aprecio quando se ocupa de assuntos políticos, dizer que o Papa se tinha esquecido de que a Igreja Católica aceita o princípio do mal menor.&lt;br /&gt;É realmente demasiado: afirmar assim, com toda a segurança, que o Papa anda tão distraído que nem sequer tem em conta a doutria de cuja justeza é o último garante!&lt;br /&gt;Foi muito mais prudente o Primeiro Ministro francês, quando a respeito do mesmo assunto, ainda que erradamente reduzindo a questão do preservativo a um problema meramente técnico, diz que o Papa é um teólogo e como tal não tem por que se pronunciar sobre o assunto.&lt;br /&gt;Erra, mas não pretende dar lições de teologia moral ao Papa.&lt;br /&gt;O sapateiro, ainda que alargando indevidamente o alcance da chinela, não a ultrapassou. Foi muito mais atrevido o nosso comentador. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-5037585726270904138?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/5037585726270904138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=5037585726270904138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5037585726270904138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5037585726270904138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2009/03/ir-alem-da-chinela.html' title='IR ALÉM DA CHINELA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Scl0iIja6xI/AAAAAAAAAWo/sjR5cQ79VfY/s72-c/APELES.2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-1267383188971993839</id><published>2009-02-17T23:57:00.001Z</published><updated>2009-02-17T23:59:37.363Z</updated><title type='text'>EFEMÉRIDE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SZtPQKjfNAI/AAAAAAAAAVs/VVrCqysqQLI/s1600-h/MARCOS+PORTUGAL.1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303920125288592386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SZtPQKjfNAI/AAAAAAAAAVs/VVrCqysqQLI/s320/MARCOS+PORTUGAL.1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cultura e Ideologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que isso não seja exclusivo de sociedaes pequenas e pouco evoluídas, de facto, o caso português é verdadeiramente especial: apesar de alguns esforços meritórios, mas que continuam a ser excepções, a nossa historiografia, de um modo geral, não se ocupa de factos e de ideias, mas de pessoas, que são mais ou menos importantes, consoante os preconceitos de quem investiga ou escreve.&lt;br /&gt;Por isso há figuras da nossa história que são sistematicamente postas de lado, quando não se vão repetindo a seu respeito anedotas que não condizem minimamente com a verdade das respectivas vidas.&lt;br /&gt;Talvez voltemos ao assunto; mas hoje não queria deixar passar o aniversário da morte de uma das maiores figuras da nossa arte musical, cujos amigos ainda não mereceram dos poderes públicos –neste caso de Portugal e do Brasil – o apoio de que têm necessidade para arrncá-lo do purgatório dos proscritos por motivos políticos e fazer sair da poeira das bibliotecas os seus manuscritos.&lt;br /&gt;Refiro-me a Marcos António da Fonseca Portugal, falecido no Rio de Janeiro, a 17 de Fevereiro de 1830: uma data que algumas obras historiográficas ainda não aprenderam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-1267383188971993839?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/1267383188971993839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=1267383188971993839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1267383188971993839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1267383188971993839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2009/02/efemeride.html' title='EFEMÉRIDE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SZtPQKjfNAI/AAAAAAAAAVs/VVrCqysqQLI/s72-c/MARCOS+PORTUGAL.1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7496056178596801716</id><published>2008-12-24T18:47:00.002Z</published><updated>2008-12-24T18:53:52.881Z</updated><title type='text'>CRÍTICA E CRIATIVIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SVKETLYUhXI/AAAAAAAAAUs/GCjxHuDK7Oo/s1600-h/ASSEMBLEIA+DA+REP%C3%9ABLICA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283430777866192242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SVKETLYUhXI/AAAAAAAAAUs/GCjxHuDK7Oo/s320/ASSEMBLEIA+DA+REP%C3%9ABLICA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é criticável, dizia aquele comentador político, referindo-se à habitual passividade dos deputados, que, a maior parte das vezes, por preguiça ou falta de cultura, se limitam a fazer número nas votações que apoiam os respectivos partidos.&lt;br /&gt;Capacidade de criticar e de ouvir críticas.&lt;br /&gt;É disso que vive a democracia.&lt;br /&gt;Falta apenas que não nos esqueçamos de que, do mesmo modo que democracia não é anarquia, também não há crítica que subsista sem pontos de referência indiscutíveis. Talvez aquilo que se designa genericamente por VALORES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queremos voltar aos conceitos de uma certa apologética, que fez a sua história, nem sempre muuito brilhante, e que utilizava o paradigma da sociedade perfeita para desenvolver a análise das estruturas visíveis da Igreja.&lt;br /&gt;Mas não podemos deixar de estabelecer determiandos paralelos, como o da necessidade de nos entendermos sobre o que é indiscutível, para não perdermos a liberdade de discutir o que é, de facto, discutível.&lt;br /&gt;É por isso que o amor à clarificação da doutrina cresce na exacta medida em que se preza a liberdade de ter opiniões sobre o opinável.&lt;br /&gt;Esta liberdade, sempre ameaçada por dogmatismos ilegítimos, torna-se muito difícil, para não dizer impossível, em momentos de grave confusão doutrinal.&lt;br /&gt;Por outro lado, no apostolado e na pastoral, quando não se aprendeu a discutir, como e quando se devem discutir, as discutíveis iniciativas dos outros, ou se mergulha na anarquia que divide, ou se cai na subserviência que paralisa, já que não deixa terreno para a criatividade, a iniciativa privada, que é ainda mais legítima, digamos obrigatória, no seio da comunidade crente, do que na sociedade civil.&lt;br /&gt;Isso.&lt;br /&gt;E convém não sequecer que a tentação dos monopólios é também mais subtil e insinuante naquela do que nesta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7496056178596801716?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7496056178596801716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7496056178596801716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7496056178596801716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7496056178596801716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/12/crtica-e-criatividade.html' title='CRÍTICA E CRIATIVIDADE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SVKETLYUhXI/AAAAAAAAAUs/GCjxHuDK7Oo/s72-c/ASSEMBLEIA+DA+REP%C3%9ABLICA.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-1031471538153994817</id><published>2008-11-26T14:41:00.002Z</published><updated>2008-11-26T14:47:31.038Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SS1hD3IKTJI/AAAAAAAAATw/dJ5msrttmks/s1600-h/BABIL%C3%93NIA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272977457686400146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SS1hD3IKTJI/AAAAAAAAATw/dJ5msrttmks/s320/BABIL%C3%93NIA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SS1g0cuPPLI/AAAAAAAAATo/60Zj6EvEMK8/s1600-h/BABIL%C3%93NIA.3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272977192900312242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SS1g0cuPPLI/AAAAAAAAATo/60Zj6EvEMK8/s320/BABIL%C3%93NIA.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Rebates de vidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Depois disto, vi outro anjo que descia do céu com grande autoridade. A terra foi iluminada pelo seu esplendor; e gritou com voz forte:&lt;br /&gt;«Caiu, caiu Babilónia, a grande.&lt;br /&gt;Tornou-se antro de demónios,&lt;br /&gt;guarida de todos os espíritos imundos,&lt;br /&gt;guarida de todas as aves imundas&lt;br /&gt;guarida de todos os animais imundos e repelentes;&lt;br /&gt;porque, do vinho da sua luxúria,&lt;br /&gt;se embriagaram todas as nações;&lt;br /&gt;prostituíram-se com ela os reis da terra,&lt;br /&gt;e, com o seu luxo despudorado,&lt;br /&gt;enriqueceram os comerciantes do mundo.»&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Apocalipse:&lt;/em&gt; 18, 1-3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei nem quero fazer exegese bíblica; e também não posso ceder à tentação das transposições que, por serem demasiado fáceis, correm o risco de não passarem de puras fantasias literárias, mais ou menos conseguidas.&lt;br /&gt;Mas este e outros textos do Vidente de Patmos têm-me andado na mente e soam, por vezes, como rebates de cosnciência, sobretudo quando ouço falar da crise em que o capitalismo selvagem acaba de mergulhar este pobre mundo.&lt;br /&gt;Uma crise que, para mal de todos nós, continua a ser objecto de análises tão redutoras, que será muito difícil, se não impossível, esperar soluções sérias a partir delas.&lt;br /&gt;Foi por isso que as palavras do Senhor Brown, afirmando que numa situação extraordinária precisávamos de medidas absolutamente extraordinárias, me soaram a falso, para não dizer pior.&lt;br /&gt;Porque até agora, tudo quanto tem sido anunciado em ordem a debelar a crise, na minha opinião, não serve senão para salvar as raízes da mesma crise: os homens e as nações procuram apenas evitar as consequências dos erros alheios; não se vê quem queira emendar os seus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-1031471538153994817?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/1031471538153994817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=1031471538153994817' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1031471538153994817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1031471538153994817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/11/rebates-de-vidente-depois-disto-vi.html' title=''/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SS1hD3IKTJI/AAAAAAAAATw/dJ5msrttmks/s72-c/BABIL%C3%93NIA.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7756105728291918404</id><published>2008-10-29T15:57:00.002Z</published><updated>2008-10-29T16:04:46.389Z</updated><title type='text'>UMA FALSA QUESTÃO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SQiIjfudJdI/AAAAAAAAAS4/dsGRfcYp3dI/s1600-h/ESCOLA.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262606307975570898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SQiIjfudJdI/AAAAAAAAAS4/dsGRfcYp3dI/s320/ESCOLA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qual a melhor opçã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns anos para cá que se publicam os resultados da avaliação nacional das escolas, feita por um júri idependente, cujos critérios de análise, que eu saiba, não foram ainda contestados por ninguém.&lt;br /&gt;Acontece que o ensino privado aparece sempre no topo do que é moda designar por &lt;em&gt;ranking nacional das escolas portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Escusado será dizer que, como defensor que sempre fui da liberdade de aprender, que não existe sem a liberdade de ensinar, me congratulo com os bons resultados da escola  privada. Tanto mais que vivemos num país em que, apesar do regime democrático, o domínio do Estado se torna cada vez mais asfixiante.&lt;br /&gt;Bons resultados por parte da escola privada? Óptimo.&lt;br /&gt;Mas, como cidadão responsável, não posso limitar-me ao regozijo dos que optam pelo ensino  não estatal: sinto que devo solidarizar-me com os que, tendo optado pela escola do Estado, se dão conta de que, afinal, não fizeram a melhor opção.&lt;br /&gt;Claro, todos sabemos que o Estado não é, e nunca foi, bom educador. Não vale a pena perder tempo a discutir isso.&lt;br /&gt;A questão aqui não é saber qual a melhor escola: o que devemos perguntar-nos é o que faltará às ecsolas do Estado, nas quais os cidadãos, quer tenham lá os filhos quer não, investem grande parte dos seus impostos, para que atinjam o nível das melhores escolas privadas, sujeitas quase sempre a uma administração draconiana, para não pesarem demasiado no orçamento dos pais, que pagam também o ensino público.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7756105728291918404?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7756105728291918404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7756105728291918404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7756105728291918404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7756105728291918404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/10/uma-falsa-questo.html' title='UMA FALSA QUESTÃO?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SQiIjfudJdI/AAAAAAAAAS4/dsGRfcYp3dI/s72-c/ESCOLA.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2590321706137769428</id><published>2008-10-25T21:41:00.001+01:00</published><updated>2008-10-25T21:42:58.341+01:00</updated><title type='text'>NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA III</title><content type='html'>III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ecumenismo e fé na misericórdia divina&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por estranho que pareça, sobretudo se tivermos em conta uma certa imagem criada nos últimos séculos relativamente ao humanismo da Reforma, nem Lutero nem os seus discípulos imediatos favoreceram muito o discurso sobre a misericórdia divina.&lt;br /&gt;De facto, ao querer realçar o carácter absolutamente gratuito da salvação, no que estava perfeitamente de acordo com a tradição teológica mais genuína, não soube evitar o escolho em que o próprio Santo Agostinho esteve à beira de soçobrar, quando polemizava com os pelagianos, demasiado confiantes nas capacidades da natureza humana.&lt;br /&gt;Pode dizer-se que todas as controvérsias do século XVI sobre a justificação e a graça, após o Concílio de Trento, principalmente dentro da Igreja Católica, onde nunca cessaram as tentativas de estabelecer pontes que permitissem o diálogo com os teólogos da Reforma, se balanceiam entre estes dois extremos: o que leva muitas vezes ao esquecimento do essencial, definido na sessão sexta daquele Concílio, mas que corresponde aos aspectos mais importantes de tudo quanto, depois de São Paulo, se ensinou sobre a radical novidade de Jesus Cristo, que veio revelar os extremos do amor do Pai.&lt;br /&gt;Da sua poesia de Aquiles Estaço, tomamos apenas um exemplo:&lt;br /&gt;O poema “Cuius querellas gentis ante et flebile”, inspirado na história do Povo Hebreu, que Deus, mediante maravilhas de vária ordem, liberta da escravatura do Egipto e depois conduz através do deserto, até à sua chegada à Terra Prometida, ou seja ao vale do Jordão.&lt;br /&gt;Deus escuta as queixas do Seu Povo (Ex 3, 7 sgs.), o mesmo que manifesta a sua alegria depois da libertação e da extraordinária travessia do Mar Vermelho (Ex 14.), as dificuldades da travessia do deserto e as obras maravilhosas – isto é, dignas de serem vistas e cantadas – com que Deus acode aos Seus eleitos ( Ex 16-17.) .&lt;br /&gt;Destas, o poeta menciona expressamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A travessia do mar a pé enxuto (Ex 14, 15-30, vv 5-8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no deserto, o alimento vindo do céu – o maná e as codornizes (Ex 16, vv 9-13).&lt;br /&gt;Depois, ainda no deserto, a água que jorra da rocha, após as pancadas ordenadas por Deus e executadas, aliás, numa atitude de pouca fé, por Moisés (Ex 17, 1-7, vv 13-16),&lt;br /&gt;Não se publica o texto latino para abreviar, ainda que formalmente seja um bom exemplo de poesia neo-latina.&lt;br /&gt;Além disso, tem interesse notar a riqueza emotiva que Aquiles Estaço consegue incutir no seu poema pelo estilo pessoal que utiliza, pondo--se no lugar do povo escravizado, até aos versos finais, onde com uma linguagem que nos faz pensar em Virgílio (Aen. 1,94; 12, 155), felicita esse povo, por ser regido, defendido e guiado por um Deus que compara o cuidado com que protege o Seu povo à ternura da galinha protegendo os pintainhos sob as suas asas; uma imagem de profundas ressonâncias bíblicas, que não encontramos no Antigo Testamento, mas que nos leva até lá, a partir de Jerusalém, sobre a qual Lucas constrói essa outra imagem da misericórdia divina, que é Jesus chorando sobre o destino trágico da Sua Pátria (Cf Mt 23, 37; Lc 13, 34-35; 19, 41-44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, desta revelação, em termos de linguagem verbal, o discurso mais belo, até do ponto de vista literário, encontra-se em Lucas, capítulo XV, versículos 11 - 31.&lt;br /&gt;É a chamada parábola do Filho Pródigo, que Jesus contou, como é fácil de ver, com o apoio de todo o contexto deste capítulo, não para falar do filho, mas para revelar os abismos de misericórdia do Pai.&lt;br /&gt;Aquiles Estaço deixou muitas apostilas no Evangelho de Lucas; porém, quanto ao capítulo quinze, que contém as três parábolas da misericórdia divina, debruçou-se de modo especial sobre a parte referente à terceira, a única que apostilou.&lt;br /&gt;No seu trabalho, manifesta-se a cada passo o filólogo, preocupado com a autenticidade do texto, que procura comentar com a ajuda dos Padres da Igreja e outros testemunhos da Tradição.&lt;br /&gt;E esta é primeira nota de modernidade, importante, não por ser original, mas por denunciar uma linha de “contra-reforma” que não costuma referir-se, até porque não corresponde ao conteúdo semântico actual da palavra.&lt;br /&gt;Mas nas notas a esta parábola encontramos também algumas reflexões pessoais sobre o pecado, a conversão e a misericórdia divina, que servem para documentar, mais uma vez, a posição de Estaço, entre os fogos cruzados dos controversistas do seu tempo.&lt;br /&gt;São notas de grande importância teológica às quais se pode dar uma ordenação sistemática, seguindo muito de perto a estrutura narrativa do texto de Lucas, 15, 11-32.&lt;br /&gt;De forma muito sumária, essa estrutura pode desenhar-se assim:&lt;br /&gt;O filho mais novo, uma vez recebida do pai a parte que lhe cabia na herança, parte para «uma região longínqua» (11-13).&lt;br /&gt;Consequências do afastamento da casa paterna (14-16).&lt;br /&gt;O filho tresmalhado, recorda-se da casa do pai, mede o estado em que se encontra e decide regressar (17-19).&lt;br /&gt;A festa do reencontro (20-24).&lt;br /&gt;O pai justifica-se perante o filho mais velho (25-32).&lt;br /&gt;Como é fácil de ver, a cada troço narrativo corresponde um momento importante daquilo que poderíamos designar por dinâmica do pecado e da conversão, vista, tanto do lado do pecador, que ofende, como do lado de Deus, que perdoa.&lt;br /&gt;Como para o nosso intento interessa sobretudo o comentário de Estaço ao último troço narrativo, passamos a ele imediatamente:&lt;br /&gt;O clímax atinge-se no versículo 20, quando o pai, ao ver o filho ainda longe, se lhe lança ao pescoço, cobrindo-o de beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta de Lucas como o evangelista da misericórdia divina, mais preocupado em captar os gestos e as palavras que revelam essa misericórdia do que em descrever o percurso da conversão por parte do pecador – ou não fosse ele discípulo de São Paulo – esta descoberta é relativamente recente, na exegese católica.&lt;br /&gt;Isso explicará o facto de o nosso humanista não ter deixado qualquer nota a este versículo, que, segundo tudo leva a crer, foi objecto de um cuidado especial por parte do redactor do texto evangélico.&lt;br /&gt;Aliás, ainda hoje, como o documenta o nome que se dá a esta parábola, o texto é lido mais na perspectiva dos actos do pecador do que pensando no amor misericordioso de Deus.&lt;br /&gt;Aquiles Estaço escrevia na segunda metade do século XVI, após a polémica com os reformadores, que negavam ao pecador toda a possibilidade de cooperar com Deus na sua conversão.&lt;br /&gt;Contra eles se dirigiam de modo especial os cânones do Concílio de Trento, que, sem negarem o facto de ser Deus a tomar a iniciativa, afirmavam igualmente a capacidade de o homem colaborar com Ele.&lt;br /&gt;Num ambiente de controvérsia, como era, a este respeito, o século XVI, qualquer tendência a acentuar um dos aspectos poria de sobreaviso os defensores dos outros, que não hesitavam em classificar de hereges os que não estavam claramente do seu lado.&lt;br /&gt;Além disso, é normal que um humanista do século XVI, desejoso de contribuir para a formação prática dos crentes, no sentido de realizarem correctamente os actos correspondentes à doutrina fixada pelo Concílio, fale da conversão, mais na perspectiva do pecador do que na de Deus.&lt;br /&gt;E este era o caso do nosso humanista.&lt;br /&gt;Assim, põe em realce a sinceridade do filho e a corajosa humildade com que reconhece ter ofendido Deus e o pai.&lt;br /&gt;Estaço lê a expressão “pequei contra o Céu”, enquadrando-a na situação concreta do guardador de porcos, conseguindo assim tirar dela um partido especial: “Pequei contra o Céu, para o qual não levantei os olhos, à imitação dos porcos que pastoreei”.&lt;br /&gt;Que se confessa indigno de ser considerado filho de tal pai, mas trata-o como tal, na esperança de alcançar o perdão.&lt;br /&gt;E quanto ao “quando ainda vinha longe”, parecem interessar-lhe mais os aspectos canónicos da conversão e os seus efeitos imediatos do que a iniciativa de Deus e a generosidade do Seu perdão: assim, fala dos frutos da contrição, sem deixar de referir a necessidade da confissão auricular, “se for possível”.&lt;br /&gt;É a doutrina confirmada pelo Concílio de Trento, ainda hoje presente na pastoral do sacramento da Reconciliação.&lt;br /&gt;No entanto, além das referências indirectas, contidas nas alusões à conversão do pecador, Aquiles Estaço termina o seu comentário com um epifonema semelhante a tantos outros que, a despeito da sua reserva, quanto a exprimir emoções pessoais, lhe escapavam em determinados contextos:&lt;br /&gt;“Como é grande a bondade de Deus!&lt;br /&gt;Recebe como filho aquele que queria ser assalariado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Havia, porém, o filho mais velho) O pecado torna-se não raro frutuoso, quando os pecadores arrependidos entram em si e abraçam a prática da virtude com mais afinco do que os que sempre viveram em graça.&lt;br /&gt;Para os que amam a Deus tudo contribui para o bem, «até o pecado», acrescenta Agostinho.&lt;br /&gt;Tu estás sempre comigo) Louva-se a perseverança no bem. Vós que permanecestes a meu lado, nos meus trabalhos.&lt;br /&gt;Tu, diz, estás sempre comigo, porque quem não está com Deus morre. Pois acrescenta: Este teu irmão estava morto; no entanto, com ele estivera o pai”.&lt;br /&gt;Dir-se-ia que, neste comentário, com a preocupação de aproveitar o tema da perseverança, que ele vê desenhada no filho mais velho, Aquiles Estaço perde a direcção tomada no comentário à expressão havia, porém, o filho mais velho, naquela referência ao facto de o pecado, uma vez assumido como tal, servir melhor, por vezes, o progresso espiritual do que a simples permanência na graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, para a exegese contemporânea, como, aliás, para os autores espirituais, o filho mais velho, que na intenção de Lucas simbolizava os Escribas e Fariseus, é o protótipo da auto-satisfação do crente sem aspirações, que, a certa altura, vê em Deus, quando olha para Ele, mais um devedor do que um amigo.&lt;br /&gt;Não era, até há pouco, um aspecto muito considerado, já que esta parábola, incorrectamente chamada de «Parábola do Filho Pródigo», era, em geral, lida como exemplo da dinâmica da conversão, quase sempre a partir do pecador.&lt;br /&gt;O nosso humanista parece ter intuído a profundidade da revelação contida no discurso de Jesus, que fala essencialmente da misericórdia divina; mas não tira disso todas as consequências, em parte porque essa temática andava demasiado envolvida em questões especulativas sobre a justificação, a graça e a liberdade... quase como se tudo se passasse no coração do homem, num relacionamento pouco mais que jurídico com Deus.&lt;br /&gt;Em jeito de síntese, pode dizer-se que Aquiles Estaço, nos seus comentários à parábola do Filho Pródigo, não esconde uma certa emoção, que se revela de modo especial quando procura tirar conclusões teológicas e ascéticas do texto evangélico.&lt;br /&gt;Isto é tanto mais digno de nota quanto é certo que a frieza caracteriza grande parte das suas notas, sempre marcadas pela preocupação científica que as carrega de observações de ordem filológica e citações de textos paralelos.&lt;br /&gt;Por outro lado, é necessário não esquecer que Estaço faz o seu comentário já na segunda metade do século XVI, quando as tentativas de reconciliação entre católicos e protestantes pareciam fazer renascer as polémicas dos séculos III e IV sobre o modo de acolher os cristãos relapsos.&lt;br /&gt;Pode dizer-se que a emoção do humanista português nasce também da intuição que o leva a ver na fala do pai com o filho mais velho pistas para um verdadeiro diálogo ecuménico.&lt;br /&gt;Relativamente à teologia do pecado, que, apesar de não ser o tema directo da parábola, é o que desenvolve mais, aliás seguindo na esteira dos comentadores que o precederam, pode dizer-se o seguinte:&lt;br /&gt;Na segunda metade do século XVI, a reflexão teológica sobre as relações da natureza humana com o pecado e a graça move-se entre dois extremos:&lt;br /&gt;De um lado, o pessimismo dos predestinacionistas da linha de Calvino: Deus predestina para a salvação ou para condenação, independentemente dos méritos da pessoa. A estes podiam juntar-se alguns discípulos de Lutero, que, embora não fosse tão radical, ensinava que a natureza humana estava irremediavelmente corrompida e que o pecado era a sua condição normal.&lt;br /&gt;Do outro lado, o optimismo naturalista de certos humanistas, consciente ou inconscientemente dependentes de Pelágio, que, esquecendo os efeitos do pecado sobre a natureza humana, concluíam quase negando a Redenção e a necessidade da Graça.&lt;br /&gt;Aquiles Estaço evita os dois extremos, além do mais, pela sua preocupação de ortodoxia; o conteúdo das suas notas tem como fundo a doutrina dos decretos tridentinos, onde, contra ambos os extremos, se consagra a doutrina tradicional da Igreja, ao afirmar-se a capacidade da natureza humana para colaborar com a Graça.&lt;br /&gt;Mas a Graça é absolutamente necessária, inclusivamente para o início da fé justificante, porque o homem já de si limitado, como criatura que é, leva consigo a peso da «raça» pecadora a que pertence pela natureza, e dos seus próprios pecados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2590321706137769428?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2590321706137769428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2590321706137769428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2590321706137769428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2590321706137769428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/10/nas-razes-da-tolerncia-iii.html' title='NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA III'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4030350075332489362</id><published>2008-10-25T20:26:00.001+01:00</published><updated>2008-10-25T20:29:54.379+01:00</updated><title type='text'>NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA II</title><content type='html'>II&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquiles Estaço, que projecto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vestígio de um projecto grandioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos que tipo de poesia terá Aquiles Estaço cultivado no período que antecede a sua partida para Paris e Lovaina, onde se dedica à Teologia e aperfeiçoa os conhecimentos alcançados no convívio com os melhores humanistas portugueses do tempo, entre os quais se contam André de Resende e os intelectuais do seu círculo.&lt;br /&gt;Do que foi publicado a partir de 1547, ano da edição de Syluulae duae, podemos concluir com segurança que tentou a poesia em todas as áreas da inspiração poética. &lt;br /&gt;Merece especial referência a sua poesia religiosa:&lt;br /&gt;Ainda que, para a esperança de vida do tempo, Aquiles Estaço não tenha morrido especialmente jovem, podemos considerar o que nos deixou, neste domínio, o esboço de um projecto que podemos considerar grandioso:&lt;br /&gt;De facto, escrever em verso latino tudo o que na Sagrada Escritura é considerado texto poético – e não nos esqueçamos de que Aquiles Estaço tinha um conhecimento suficiente do hebraico, para se dar conta da vastidão da tarefa que se impunha – seria uma empresa realmente extraordinária.&lt;br /&gt;A pensar nela, o nosso humanista realizou um trabalho insano, compulsando manuscritos antigos, corrigindo textos, tirando notas...&lt;br /&gt;Os resultados desse trabalho tiveram aplicações múltiplas, devido ao carácter multifacetado da actividade desenvolvida em Roma por Aquiles Estaço.&lt;br /&gt;Mas o projecto da sua juventude ficaria por realizar; não sabemos se por demasiado ambicioso, se por falta de tempo. Provavelmente por ambas as razões, que acabam fundindo-se na vida que Aquiles Estaço é obrigado a viver em Roma: a vastidão do projecto exigiria uma disponibilidade total que, na segunda metade do século XVI, já nenhum humanista podia ter, sobretudo se empenhado, como era o caso do nosso compatriota, num verdadeiro trabalho de renovação interna da Igreja.&lt;br /&gt;Podemos assim afirmar que lhe faltou o tempo – na linha da sincronia (tempo disponível) e na linha da diacronia (tempo vivido) – também pelo carácter, digamos, excessivo do seu projecto.&lt;br /&gt;No ano de 1549, saía em Paris, dos prelos de Thomas Richard, o seu segundo livro impresso.&lt;br /&gt;Na dedicatória desta obra ao Infante D. Luís, filho de D. Manuel, portanto, irmão do rei D. João III, há, entre outras coisas de interesse, o passo que, traduzido, diz o seguinte:&lt;br /&gt;“O que estás a receber, príncipe ilustre, são apenas os frutos do meu ócio; pois não escrevo tais coisas senão quando estou livre e um pouco aliviado dos meus trabalhos de Teologia. E faço-o, para que eu, que tão intensamente cultivei as musas, enquanto era jovem, também as conserve comigo agora, que sou mais velho e, ainda por cima, Teólogo”.&lt;br /&gt;As palavras do nosso humanista inspiram as seguintes observações:&lt;br /&gt;1. Os trabalhos que integram este opúsculo são o fruto da ocupação dos tempos que a sua actividade normal lhe deixava livres – frutos do meu ócio.&lt;br /&gt;Tendo presente o significado clássico do termo ócio, e o que escreve no período seguinte, é legítimo pensar que, na mente do seu autor, o conteúdo deste opúsculo correspondia a algo que tinha grande importância, inclusive para o que estava no centro das suas preocupações, ou seja, a teologia.&lt;br /&gt;2. Aquiles Estaço era um estudante de Teologia aplicado; o que pode explicar, tanto a segurança com que aborda muitos dos temas controvertidos, na sua época, como a riqueza de conteúdo das notas que escreveu nas margens de alguns dos livros da sua biblioteca.&lt;br /&gt;3. Cultivou a poesia quando era jovem&lt;br /&gt;4. Considera-se a si próprio teólogo. Este facto permite-nos, pelo menos, suspeitar de que a Teologia foi uma preocupação de sempre na mente do nosso humanista. E a partir dele podemos também duvidar da justeza da afirmação que desloca para Roma o nascer do seu interesse pela Teologia.&lt;br /&gt;É, portanto, claro que Aquiles Estaço cultivou a poesia enquanto era jovem e quer continuar a cultivá-la: porque gosta de poesia, mas também porque, como fica dito, ela entra nos seus projectos de estudante de Teologia.&lt;br /&gt;Quais sejam esses projectos, não o diz aqui, senão indirectamente, na medida em que afirma querer continuar a cultivar a poesia enquanto teólogo.&lt;br /&gt;Mas di-lo-á mais tarde, quando, decorridos dezassete anos, dedicar a outro amigo – agora da Cúria Romana – os resultados de outros ócios, que eram, afinal, se virmos bem as coisas e como o termo insinua, trabalhos relacionados com o grande projecto da sua vida, aqui referido de forma indirecta.&lt;br /&gt;Entretanto, não será extrapolar demasiado se, tendo em vista aquele “ainda por cima, Teólogo”, concluirmos que Aquiles Estaço pressentia, pelo menos, a existência de uma especial relação entre a poesia e a Teologia: o que certamente, além de se dever à intuição dos humanistas em geral, para quem o estudo da retórica estava longe de corresponder a um intuito meramente estético, se descobria no contacto com as fontes da Teologia, sobretudo a Bíblia e uma parte dos Padres.&lt;br /&gt;De facto, não será por acaso que uma grande parte dos escritos bíblicos são, literariamente falando, obras poéticas e, mesmo os que pertencem a outros géneros, contêm inúmeros textos poéticos.&lt;br /&gt;Bem vistas as coisas, se guardamos um conceito suficientemente amplo de poesia, temos de admitir que, como, aliás acontecia já com os filósofos da Antiguidade, o casamento, digamos assim, da Teologia com a poesia se torna patente nos textos bíblicos, sobretudo do Antigo Testamento, na proporção directa da sublimidade da mensagem que transmitem.&lt;br /&gt;É o que acontece com os escritos dos profetas e os Livros Sapienciais, nos quais se inclui o Saltério.&lt;br /&gt;No Novo Testamento, se deixamos de lado os hinos que São Paulo incluiu nas suas cartas e alguns discursos de Jesus, nomeadamente as parábolas, pode dizer-se que o texto mais poético é o quarto evangelho, cuja sublimidade fez com que a primitiva comunidade cristã desse a João o título de «Teólogo».&lt;br /&gt;Os Padres, principalmente de expressão grega, e são quase todos, nos dois primeiros séculos da era cristã, não precisam sequer de inventar a técnica, que lhes vinha dos grandes filósofos da Antiguidade e se mantinha presente nas escolas, sobretudo devido à permanência do prestígio de Platão e dos seus grandes mitos.&lt;br /&gt;Será por isso que, pelo menos até ao século XII, no Ocidente, os temas da fé mais abordados pela poesia são os que se relacionam com os grandes mitos cosmológicos, como é o caso da criação e do significado teológico do mundo: aqui há uma influência profunda do Timeu, talvez a obra de Platão mais lida no Ocidente, ao longo de toda a Idade Média.&lt;br /&gt;A partir do século XII, por influência de São Bernardo, primeiro, e de São Francisco, depois, a poesia invade todos os temas da vida cristã, mas com um pendor mais místico, que se reflectirá na criação poética de Aquiles Estaço, embora não possamos considerar a sua poesia como poesia mística .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquiles Estaço, poeta crente&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em face disto, já não será necessário insistir que os escritos espirituais de Aquiles Estaço, nomeadamente os que se relacionam com novas versões dos textos sagrados, não pertencem a um projecto da velhice, de um humanista que, como diria o Camões das redondilhas «Sôbolos rios que vão» cantasse a sua palinódia:&lt;br /&gt;É claro que Aquiles Estaço não tem a envergadura poética de Camões, nem a profundidade filosófica e a força mística de Pascal.&lt;br /&gt;Mas as razões por que aqui se mencionam essas duas figuras cimeiras da história cultural europeia são outras.&lt;br /&gt;A primeira está no facto de, tanto Camões como Pascal, documentarem diferentes sortes do inacabado. Pois, enquanto para o pensador francês, ele se transforma numa das fontes de engrandecimento da sua imagem, pelo que, no esboço da Apologie de la Réligion Chrétienne, fica da riqueza do seu pensamento, para o poeta lusíada, a dispersão dos seus poemas líricos constitui uma deficiência fatal, que ameaça fechar para sempre aos seus leitores a grandeza da alma que quis falar através dos seus poemas.&lt;br /&gt;A segunda razão parte do facto de Camões ser perfeitamente contemporâneo de Aquiles Estaço, quer pelos anos em que viveu – quase lado a lado, se não no espaço, seguramente no tempo, um com o outro, embora talvez desconhecendo-se mutuamente – quer pelas ideias que, modeladas no que de melhor produziu o Renascimento português, guiaram a sua criatividade e perpassam os textos mais significativos de ambos.&lt;br /&gt;E não seria de todo descabido estudá-los na perspectiva do moderno pensamento europeu, naquilo que tem de melhor e mais específico.&lt;br /&gt;Claro há entre eles uma diferença abissal, se reparamos no génio poético de cada um, partindo do que nos resta da obra respectiva.&lt;br /&gt;O autor de Os Lusíadas não sofre comparação com nenhum artista do seu tempo, nem talvez com nenhum daqueles que, no mundo ocidental, se seguiram ao seu mestre e modelo: ou seja, Virgílio Nasão.&lt;br /&gt;Aquiles Estaco, enquanto criador artístico, é sem dúvida, inferior a Camões: se fosse preciso, bastaria, para nos convencermos disso, comparar a paráfrase que ambos fazem do Salmo 136, ou 137, segundo a numeração da bíblia hebraica, que é a que, neste caso, segue o nosso humanista.&lt;br /&gt;Claro que, independentemente da maior ou menor genialidade, no que se refere à inspiração poética, não podemos esquecer a diferença de posições, perante o texto sagrado. Este, como sabem os especialistas dos géneros literários da Bíblia, sem deixar de ser um texto humano, com todas as características do género a que pertence, reflecte uma fé à qual procura ser fiel, e, segundo a doutrina da inspiração sobrenatural, desenvolve-se dentro de fronteiras especiais, que não existem para a criação puramente humana.&lt;br /&gt;Ora, é evidente que, enquanto Camões podia pegar no salmo como simples fonte de inspiração, Aquiles Estaço, quer pela sua formação teológica, quer pelo contexto em que insere a sua versão, sentir-se-ia necessariamente mais limitado pelas fronteiras provenientes do carácter sagrado do texto.&lt;br /&gt;Por outro lado, mesmo sem entrarmos na já referida polémica Sérgio-Sena, pode dizer-se que o texto do nosso épico pertence, com todo o direito, à poesia mística portuguesa do século XVI, enquanto o de Aquiles Estaço não pode senão incluir-se na poesia de tema religioso.&lt;br /&gt;Se, no campo da poesia religiosa, distinguirmos aquela que apenas se inspira na religião e a que se ocupa das verdades da fé, podemos então falar de poesia religiosa, no primeiro caso, e teológica, no segundo.&lt;br /&gt;Estaço cultiva as duas.&lt;br /&gt;(A continuar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4030350075332489362?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4030350075332489362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4030350075332489362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4030350075332489362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4030350075332489362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/10/nas-razes-da-tolerncia-ii.html' title='NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA II'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2537550030083313825</id><published>2008-10-24T16:53:00.001+01:00</published><updated>2008-10-24T16:55:19.812+01:00</updated><title type='text'>NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA</title><content type='html'>Tenho andado às voltas com os ecos da visita do Papa à França, que se encantou de modo especial com o seu discurso sobre a Laicidade positiva.&lt;br /&gt;Influenciado por esses ecos, lembrei-me de abrir o baú de lembranças e encontrei lá este trabalho sobre a tolerância no percurso intelectual de um humanista português, que só lamento ter conhecido tão tarde.&lt;br /&gt;Começa assim, para quem quiser lê-lo:&lt;br /&gt; I&lt;br /&gt;Nos finais do século IX, o Papa João VIII, perante a ameaça dos sarracenos, que infestavam as costas do Mediterrâneo, convidava os príncipes cristãos a uma aliança que fosse mais do que ocasional: que dessem coesão política e defensiva à unidade cultural que constituíam já e à qual se dava pela primeira vez o nome de Europa.&lt;br /&gt;Convém notar que nesta altura grande parte do continente, sobretudo a Leste, ainda não tinha abraçado o cristianismo: é precisamente João VIII que dá um impulso decisivo à evangelização dos eslavos, apoiando o trabalho dos irmãos Cirilo e Metódio.&lt;br /&gt;Está, no entanto, claro que a matriz dessa unidade, constituída por povos de raças e culturas diferentes e que o Papa designa por Europa, tem a ver com uma visão peculiar do homem e dos valores que integram a sua existência histórica, que se não era ainda comum, estava a beira de o ser.&lt;br /&gt; Não vamos entrar agora na polémica sobre as raízes cristãs da Europa, ainda que seja nossa convicção de que mais tarde ou mais cedo, ela terá de ser retomada, se não quisermos perder definitivamente algumas das pistas fundamentais para a definição do que será de facto um verdadeiro espírito europeu.&lt;br /&gt;Porque não é de religião, mas de cultura que se trata.&lt;br /&gt;Uma dessas pistas será a capacidade de síntese e integração, no campo dos valores, que lhe vem do fundo cristão do seu pensamento: precisamente o ecumenismo que se quis salvar omitindo no, Prólogo do Tratado Constitucional da União, a referência às raízes cristãs da Europa.&lt;br /&gt;Apesar de todos os acidentes de percurso, avanços e recuos, dos desvios, alguns dos quais pareciam anunciar a perda do rumo inicial, o que se passa no velho continente, de finais do século IX a meados do século XVII – com o tratado de Vestefália a consumar a obra que quis evitar – é a gestação de um espaço cultural que resiste aos nacionalismos mais exacerbados e que tem como fio condutor, mesmo nos momentos de maior esquecimento da transcendência, três frases do escrito mais antigo do Novo Testamento: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias: Examinai tudo, guardai o que é bom”( 1Tessalonicenses, 5, 18-21) .&lt;br /&gt;É este examinar tudo e conservar o que é bom que permite às culturas antigas – não apenas a greco-romana, mas também as que lhe servem de substrato – entrar em fusão com uma visão radicalmente nova do destino humano e dar corpo a um espaço cultural que não foi possível com nenhuma outra antropologia.&lt;br /&gt;Momentos altos desta gestação, que se tornam evidentes até pelas crises que provocam, são as aparentes redescobertas da Antiguidade a que se deu impropriamente o nome de renascimentos: afinal, o que se passa é a exaltação de alguns aspectos dessa Antiguidade que, quando reencontram o seu lugar no espaço já criado, por uma osmose que chamaríamos vital, provocam o surgir de formas de arte e estilos de vida que, sem deixarem de ser novos, guardam, no entanto, as características essenciais da sua matriz.&lt;br /&gt;Para nos não alongarmos demasiado e ficarmos dentro da língua e do modo de ser português, poderíamos perguntar-nos se não seria oportuno analisar nesta perspectiva, por exemplo, aquilo que, sem grande rigor de critérios, se chamou de “estilo manuelino”.&lt;br /&gt;E que diríamos d’Os Lusíadas, que Jorge de Sena, muito justamente aponta como um repositório de dezasseis séculos de cultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Vem tudo isto a propósito de Aquiles Estaço, contemporâneo de Camões, nascido, como ele, em plena florescência do manuelino, que também se chama Renascença Portuguesa.&lt;br /&gt;A crítica histórica terá de percorrer ainda um largo caminho para que a historiografia se liberte de muitos lugares comuns e ideias preconcebidas, que, sobretudo no que diz respeito ao que se escreve em Portugal, continuam a condicionar, não apenas a linguagem, mas o próprio trabalho de pesquisa.&lt;br /&gt;Teriam de se multiplicar os estudiosos que partissem para a investigação conduzidos pelo desejo de encontrar a verdade, mais do que pela ânsia de confirmar uma verdade.&lt;br /&gt;Por exemplo, em Portugal, apesar das excepções que já aparecem no nosso panorama científico, a historiografia continua dependente da imagem da Idade Média criada pelos humanistas do século XIV, e quase se não conhece outro conceito de Reforma senão o que foi divulgado pelos historiadores protestantes, que criaram também o conceito de Contra-Reforma, ainda que já na segunda metade do século XVIII e com um significado diferente do que se lhe dá hoje.&lt;br /&gt;Toda a gente sabe que Lutero e os seus primeiros discípulos, pegando na palavra Reformatione (al. die Reformation), retirada dos esquemas conciliares do século XV – “De reformatione Ecclesiae in capite et in membris” – quiseram apenas dizer que procuravam levar por diante a reforma da Igreja que todos pareciam desejar, mas que ninguém conseguia tornar efectiva.&lt;br /&gt;Ainda que contra a sua vontade inicial, o que o monge agostinho fez foi uma autêntica revolução, não propriamente uma reforma da Igreja.&lt;br /&gt;De facto, com Lutero, põem-se em questão aspectos essenciais do cristianismo e altera-se por completo o mapa religioso da Europa.&lt;br /&gt;No mais aceso da polémica, com interesses políticos a meterem–se por todos os lados, extremam-se os campos, e a tão desejada reforma da Igreja, só não se adia mais uma vez, porque reformar-se pertence à sua própria dinâmica :&lt;br /&gt;Movimentos de renovação cristã, na perspectiva do crente, surgem em todas as épocas, como fruto da acção do Espírito Santo no coração dos fiéis.&lt;br /&gt;São desse tipo movimentos, por exemplo, como as fundações levadas a cabo por grandes carismáticos, como Bento de Núrcia (e todos os reformadores da sua linha), Bernardo de Claraval, Francisco de Assis, Domingos de Gusmão, etc., para falarmos apenas dos principais do ocidente europeu, entre os séculos V e XIII.&lt;br /&gt;Mas no contexto das presentes reflexões, estão a referir-se os movimentos de renovação cristã surgidos num ambiente peculiar da Igreja ocidental, nos finais da Idade Média, quando o continente se transformava em todos os sentidos, e as consciências mais esclarecidas se davam conta da necessidade de um regresso às exigências do Evangelho; o que reclamava também uma alteração das estruturas eclesiásticas, demasiado dependentes da função política, então desempenhada por grande parte dos membros da Hierarquia, sobretudo nas regiões do norte da Europa.&lt;br /&gt;Ao apoderarem-se do termo Reformatio, que trazia já um significado teológico-canónico muito específico, os discípulos de Lutero, querendo afirmar simultaneamente a novidade do seu movimento e o radicalismo da resposta que, segundo eles, dava aos anseios da Cristandade, talvez sem pensarem nisso, provocaram o corte com os movimentos de renovação que vinham surgindo na Igreja, desde finais do século XIV&lt;br /&gt;Isso vem criar um problema de dupla dimensão: do ponto de vista sincrónico, os que mais haviam lutado, não apenas por uma reforma das estruturas eclesiásticas, mas por uma autêntica renovação da vida cristã, cujas exigências iam muito para além daquela reforma, viram-se subitamente entre fogos cruzados, com os meios intelectuais divididos em duas posições cada vez mais radicalizadas e, consequentemente, cada vez menos conciliáveis.&lt;br /&gt;O pior é que a agitação provocada pelo envolvimento político de Lutero faz com que se esqueçam os reformadores moderados - que os havia de ambos os lados da barricada -, e a história deste período começa a ser marcada de uma forma verdadeiramente maniqueia, com os historiadores a ver o bem totalmente separado do mal e colocando-os frente a frente, segundo as próprias simpatias.&lt;br /&gt;De facto, o maniqueísmo político está subjacente a todas as ideologias que servem de fundamento à intolerância e à ditadura, um abuso do poder possível em qualquer campo da vida humana; e que se insinua também na análise dos fenómenos do passado, sempre que nos esquecemos de que ninguém, do lado de cá da história, tem o monopólio da verdade.&lt;br /&gt;É por isso que termos como Reforma e Contra-Reforma, sobretudo quando com aquela se identificam as auto - designadas igrejas evangélicas, e com esta a acção da Igreja Católica, em ordem à sua renovação interna, estão na base de muitos erros de simplificação que, além do mais, levam a graves injustiças contra pessoas e instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o exemplo de Aquiles Estaço, que poderíamos comparar com Damião de Góis, já que são quase contemporâneos:&lt;br /&gt;Sabemos que, a nível do pensamento europeu, sobretudo como filólogo, Estaço, cuja autoridade é invocada ainda no século XVII, foi mais conhecido e apreciado do que Góis. E, quanto a abertura de espírito, não parece que os contactos internacionais deste, que não foram mais vastos nem mais variados que os daquele, documentem uma modernidade superior à que se pode divisar em muitos aspectos da vida e dos escritos do autor do “De Reditibus ecclesiasticis et De Pensionibus” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Na perspectiva deste trabalho, e quando falamos de grandes sínteses culturais que definem de certo modo o que designámos por “espírito europeu”, importa referir, antes de mais, o que terá sido o grande projecto literário e teológico de Aquiles Estaço, que chega a Roma provavelmente nos últimos anos da década de cinquenta, do século XVI, e aí morre em 1581. Isto é, passa na Cidade Eterna acima de vinte anos, que correspondem ao terço mais produtivo da sua vida.&lt;br /&gt; Para uma referência, necessariamente muito superficial ao contributo de Aquiles Estaco para a formação de um espírito europeu, podemos tomar, entre outras, duas pistas, ou, se quisermos, dois pontos de referência, ou seja: a criação poética, como projecto e como realização, por um lado, e os comentários bíblicos, por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um de Março de 1566, Aquiles Estaço dedicava a Jerónimo Rusticucci, secretário particular do Papa Pio V, uma edição comentada dos poemas eróticos de Catulo, com palavras a partir das quais ficamos a saber duas coisas muito importantes:&lt;br /&gt;A primeira é que ele, desde a sua juventude, concebera o projecto de traduzir em verso latino os textos poéticos da Bíblia; projecto que em 1566, quinze anos antes da sua morte, continuava vivo, ainda que adiado, pelos muitos afazeres que pesavam sobre os ombros do humanista.&lt;br /&gt;A segunda coisa que ficamos a saber é que ele, pelas exigências desse mesmo projecto e enquanto não podia concretizá-lo de outro modo, ia aperfeiçoando os dotes que queria pôr ao seu serviço, estudando a poesia clássica latina.&lt;br /&gt;Desse estudo intercalar e dos exercícios que implicava, temos frutos preciosos, para além da referida edição dos poemas eróticos de Catulo.&lt;br /&gt;Também como reflexão intercalar, talvez possamos tirar algumas ilações do facto de Aquiles Estaço fazer esta edição em pleno pontificado de Pio V, que fora o responsável máximo da Inquisição Romana, no tempo de Paulo IV, e os historiadores apresentam como uma das figuras mais típicas daquilo que se convencionou chamar Contra-Reforma.&lt;br /&gt;Mais, Aquiles Estaço dedica esta edição dos poemas de Catulo, profusamente anotada, com explicações de todo o tipo, incluindo os termos mais escabrosos, relativos à vida íntima do protagonista ou dos protagonistas desses poemas, a Jerónimo Rusticucci, secretário particular do Papa; um homem da Cúria, que o conhecia muito bem e ao qual o humanista português devia especiais favores.&lt;br /&gt;É bom notar que Estaço, prevendo o aparecimento de objecções ao cuidado que pôs na edição de Catulo, se defende com um raciocínio muito parecido com o que usa Bartolomeu Ferreira, no seu parecer para a edição d’Os Lusíadas: Que a poesia deve ser apreciada como arte e não como edificação (CONTINUA).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2537550030083313825?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2537550030083313825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2537550030083313825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2537550030083313825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2537550030083313825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/10/nas-razes-da-tolerncia.html' title='NAS RAÍZES DA TOLERÂNCIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2259518123476075660</id><published>2008-10-08T10:08:00.002+01:00</published><updated>2008-10-08T10:17:35.084+01:00</updated><title type='text'>IRRADICAÇÃO OU ERRADICAÇÃO?</title><content type='html'>Afinal, em que ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartaz chamou-me a atenção pelo seu colorido. Aproximei-me, fui vendo e lendo: pareceu-me bem concebido, com um texto razoavelmente adequado. Até que reparo no destino que se pretende dar às receitas eventualmente conseguidas: “... a irradicação da pobreza”.&lt;br /&gt;Claro que fiquei desolado. Menos mal que tal palavra não existe no português actual, porque se existisse significaria exactamente o contrário do que pretendem dizer os organizadores do evento anunciado nesse cartaz, ou seja, contribuir para o desaparecimento da pobreza, a que o discurso demagógico das ideologias dominates prefere chamar exclusão social. Mas isso é &lt;em&gt;erradicação &lt;/em&gt;(do latim, Ex-radicatione [ex-radicare, arrancar pela raiz]), não &lt;em&gt;irradicação&lt;/em&gt;, que significaria enraizamento ou difusão, como &lt;em&gt;iluminação&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;irradiação&lt;/em&gt;[ do latim, in-luminatione, in-radiatione ]).&lt;br /&gt;Ou, se quisermos ter um exemplo de vocábulos realmente existentes, com significados opostos: &lt;em&gt;emigração&lt;/em&gt; (do latim, ex-migratione) e i&lt;em&gt;migração&lt;/em&gt; ( do latim, in-migratione).&lt;br /&gt;Afinal, é ou não é importante saber distinguir na escrita o que na pronúncia nem sempre se distingue?&lt;br /&gt;E saber distinguir, conhecendo as razões, para não se cometerem erros mais graves ainda, como é o de confundir &lt;em&gt;Cruz de Areia&lt;/em&gt; ( na pronúncia tadiocional correcta, com a elisão do &lt;em&gt;e &lt;/em&gt;da preposição, Cruz d’Areia, ou seja, uma cruz feita de areia), e &lt;em&gt;Cruz da Areia&lt;/em&gt; ( correctamente pronunciado, fazendo a crase dos dois &lt;em&gt;aa&lt;/em&gt;, num a aberto, Cruz dàreia), que se refere a uma cruz implantada num areal. Como aconteceria, se em vez de areia tivéssemos, por exemplo, pedra: Cruz de Pedra e Cruz da Pedra.&lt;br /&gt;É espantoso que, precisamente quando se fala em diálogo intercultural, se descaracterize deste modo a língua, sem a qual nenhuma cultura subsiste! E se não subsiste, como pode dialogar com as outras?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2259518123476075660?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2259518123476075660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2259518123476075660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2259518123476075660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2259518123476075660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/10/irradicao-ou-erradicao.html' title='IRRADICAÇÃO OU ERRADICAÇÃO?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-5303485745066805235</id><published>2008-09-08T22:55:00.001+01:00</published><updated>2008-09-08T23:00:29.340+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SMWgQai5nrI/AAAAAAAAAR4/Kc3KVYcSQtI/s1600-h/FAMÃLIA..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243773545006866098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SMWgQai5nrI/AAAAAAAAAR4/Kc3KVYcSQtI/s320/FAM%C3%8DLIA..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SMWf9shnVPI/AAAAAAAAARw/aqmMkoy1iZ0/s1600-h/FAMÃLIA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243773223415796978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SMWf9shnVPI/AAAAAAAAARw/aqmMkoy1iZ0/s320/FAM%C3%8DLIA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hipocrisias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer antropólogo sabe que a maior riqueza de um país é a sua população; e os economistas sabem também que a melhor maneira de dominar uma região do mundo, seja ela uma pequena ilha, seja um continente, é impedir o enriquecimento cultural das pessoas, cobrindo as técnicas da eliminação sistemática de novas vidas, com o discurso enganador da saúde reprodutiva.&lt;br /&gt;Porque, afinal, o que organizações tão agressivas como a OMS, agora apoiada expressamente por recomendações do Parlamente Europeu, pretendem com a generalização dos contraceptivos e do aborto, não é promover a saúde reprodutiva, mas reduzir drasticamente, violando assim um dos mais sagrados direitos do género humano, a capacidade reprodutiva.&lt;br /&gt;E o mais revoltante é que isto surge no contexto da ajuda aos países “menos desenvolvidos”; ou seja, precisamente aqueles que, vai para século e meio, o mundo dito desenvolvido, tem explorado ignobilmente.&lt;br /&gt;Reduzir os casos de morte materno-infantil, impedindo as mulheres de serem mães e as crianças de nascerem? Que progresso será este?&lt;br /&gt;É assim tão pobre a imaginação dos ricos do Ocidente, que tantos povos identificam com o  mundo cristão?&lt;br /&gt;Perante isto, que dizer aos radicais do Islamismo que nos acusam de impiedade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-5303485745066805235?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/5303485745066805235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=5303485745066805235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5303485745066805235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5303485745066805235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/09/hipocrisias-qualquer-antroplogo-sabe.html' title=''/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SMWgQai5nrI/AAAAAAAAAR4/Kc3KVYcSQtI/s72-c/FAM%C3%8DLIA..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-9010131978082617223</id><published>2008-08-20T10:52:00.002+01:00</published><updated>2008-08-20T10:56:52.237+01:00</updated><title type='text'>O CHOQUE DOS IMPERIALISMOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvp5ji4kbI/AAAAAAAAAMw/82Ejs3QY8ts/s1600-h/georgia_map.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236536166751703474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvp5ji4kbI/AAAAAAAAAMw/82Ejs3QY8ts/s320/georgia_map.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvpn9rimgI/AAAAAAAAAMo/sVczbGobgAw/s1600-h/georgia.europa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236535864529689090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvpn9rimgI/AAAAAAAAAMo/sVczbGobgAw/s320/georgia.europa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;AS IMAGENS QUE FALTARAM EM "QUARENTA ANOS DEPOIS"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-9010131978082617223?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/9010131978082617223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=9010131978082617223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/9010131978082617223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/9010131978082617223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/08/o-choque-dos-imperialismos_20.html' title='O CHOQUE DOS IMPERIALISMOS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvp5ji4kbI/AAAAAAAAAMw/82Ejs3QY8ts/s72-c/georgia_map.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6960218166035186715</id><published>2008-08-20T10:41:00.004+01:00</published><updated>2008-08-20T10:50:42.495+01:00</updated><title type='text'>O CHOQUE DOS IMPERIALISMOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvopsH8bdI/AAAAAAAAAMg/wczgupzFPB8/s1600-h/BUDAPESTE.4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236534794665094610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvopsH8bdI/AAAAAAAAAMg/wczgupzFPB8/s320/BUDAPESTE.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta anos depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrid, 20 de Agosto de 1968&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram os tempos, não sei se bons se maus – afinal tudo depende do ponto de vista – em que o câmbio das moedas e a difernça do custo de vida permitiam aos Portugueses viajar pela Espanha sem grandes rombos no seu orçamento. Mesmo quando, como era o meu caso e o dos meus companheiros, tal orçamento tinha necessariamente de incluir uma permanente austeridade.&lt;br /&gt;Preparávamo-nos para regressar a Portugal, após uns dias de digressão pelo país vizinho, quando, de repente, nos sentimos envolvidos no alvoroço geral, provocado pelas notícias que encabeçavam todos os serviços informativos: as tropas do Pacto de Varsóvia haviam entrado em Praga, impondo ao governo daquele país – nesse tempo República Checa e Eslováquia formavam um único país, a Checoslováquia – que tentava, dizia-se, regressar a um regime democrático, negociações no sentido de respeitar os interesses defendidos por aquele Pacto.&lt;br /&gt;Dubceck, era o nome do Chefe do Governo, certamente recordando o que se passara na Hungria doze anos antes, foi cedendo, até deixar que o seu projecto de liberdade, já então designado por “Primavera de Praga”, ficasse completamente enredado nas malhas que o exército invasor trazia como a mais feroz das armas.&lt;br /&gt;Acontecera o mesmo na Hungria, doze anos antes, ainda que, neste caso, de forma mais sangrenta, talvez pela falta de pragmatismo que caracterizava a genorosidade dos jovens que haviam protagonizado o levantamento de Budapeste.&lt;br /&gt;Já na altura me pareceu que se cometia um grave erro em identificar estas intervenções de um exército estrangeiro em países soberanos com a tirania de certas ideologias: pensou-se apenas no confronto entre dois blocos, nos quais o maniqueismo político dividia o mundo, tratando cada qual de pôr todo o bem do seu lado e consequentemente, todo o mal do outro.&lt;br /&gt;Hoje é mais claro que não era disso que se tratava:&lt;br /&gt;Afinal, se procuramos analisar sem preconceitos, na medida em que tal for possível, o que se tem passado na Europa Central, sobretudo após o desmantelamento do chamado bloco soviético, damo-nos conta de que não estamos perante o choque de qualquer ideologia, mas diante do enfrentamento dos imperialismos, que, ignorando o sofrimento das populações, atacam sempre dizendo, como Roma, desde a queda dos Tarqínios, que o fazem para se defender.&lt;br /&gt;Assim vão os grandes engolindo so pequenos, que só podem sobreviver vendendo-se ao mais forte.&lt;br /&gt;E não estou a pensar só no discurso com que as autoridades russas explicaram a intervenção do seu exército na Geórgia, preciasmente quando se copletavam quarenta anos sobre a sua intervenção na Checoslováquia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6960218166035186715?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6960218166035186715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6960218166035186715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6960218166035186715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6960218166035186715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/08/o-choque-dos-imperialismos.html' title='O CHOQUE DOS IMPERIALISMOS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SKvopsH8bdI/AAAAAAAAAMg/wczgupzFPB8/s72-c/BUDAPESTE.4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2482962628129050291</id><published>2008-08-08T11:47:00.002+01:00</published><updated>2008-08-08T11:50:00.604+01:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA E IDEOLOGIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SJwkrSRWJJI/AAAAAAAAAMQ/Pzvr3gx6sCY/s1600-h/GUIMARÃES.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232097193155241106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SJwkrSRWJJI/AAAAAAAAAMQ/Pzvr3gx6sCY/s320/GUIMAR%C3%83ES.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que a ideologia, como sitema fechado de ideias, não consente qualquer desenvolvimento da verdade, que a existir, sempre fica prisioneira das malhas que à sua volta ergue a tirania do sitema.&lt;br /&gt;Não precisamos de recuar muito no tempo para verificar como os interesses ideológicos condicioonam os gestos culturais mais significativos, fazendo até com que muitos deles digam precisamente o contrário do que com eles quis significar quem os realizou.&lt;br /&gt;É por isso que não basta falarem-nos de transparência democática, ou mesmo de puirficação da memória, para nos convencerem a abrir as portas da nossa intimidade, ou da intimidade das instituições, sobretudo quando elas estão precisamente na mira das ideologias.&lt;br /&gt;Também este estar de pé atrás pode ser uma cedência a alguma espécie de ideologia.&lt;br /&gt;Não se nega isso, já que num mundo de escravos a afirmação de que se é livre pode estar completamente esvaziada de conteúdo.&lt;br /&gt;Estamos perante um tema importante, porque o é em si mesmo, mas também pelas efemérides que se aproximam a passos largos, na preparação das quais não se viu ainda qualquer sintoma de fuga a certos olhares vesgos da historiografia nacional.&lt;br /&gt;Este post, porém, não se destina a discutir tal temática:&lt;br /&gt;Gostaria de aproveitar o meu regresso ao “peço a palavra” para manifestar o meu espanto perante as dezenas, senão centenas, de reconstituições da nossa história que se fazem por essas cidades e vilas fora.&lt;br /&gt;Não me tem sobrado o tempo para ver e analisar o rigor científico de tais reconstituições: admito que o tenham, pois em todas elas estão mais ou menos empenhados professores das matérias, às vezes até aldeias.&lt;br /&gt;Mas não dexa de me chamar a atenção o facto de uma grande parte delas se fixarem na Idade Média... quase como se Portugal tivesse adormecido definitivamente no século XIV.&lt;br /&gt;E já não falo das actividades que se situam indevidamente nesse período da nossa históra:&lt;br /&gt;Imaginem que há dias, numa das nossas vilas, se fez a reconstituição de  uma feira da Idade Média, com um “parque infantil medieval”.&lt;br /&gt;Isso exigiria pelo menos uma clarificação de conceitos, que não vi  nem ouvi em qualquer lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2482962628129050291?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2482962628129050291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2482962628129050291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2482962628129050291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2482962628129050291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/08/memria-e-ideologia.html' title='MEMÓRIA E IDEOLOGIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SJwkrSRWJJI/AAAAAAAAAMQ/Pzvr3gx6sCY/s72-c/GUIMAR%C3%83ES.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-296292950275948560</id><published>2008-06-17T18:24:00.002+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:05.177Z</updated><title type='text'>ECOS DE UM REFERENDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SFf0RG8C6JI/AAAAAAAAALo/n_Pd6TpY-l8/s1600-h/EUROPA.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212903668462053522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SFf0RG8C6JI/AAAAAAAAALo/n_Pd6TpY-l8/s320/EUROPA.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Europa contra os europeus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Irlandeses disseram NÃO ao chamado Tratado de Lisboa. Isso mesmo! Não foi à Europa que eles disseram NÃO; foi a um tratado que, se é essencial à Europa como a quiseram os seus fundadores, ninguém os convenceu disso. Como ninguém me convenceu a mim... e serei eu uma excepção?&lt;br /&gt;Quando foi do chamado Tratado Constitucional – outra designação hipócrita, para não chocar sensibilidades -, rejeitado em referendo pela maioria dos países que utilizaram essa via de ratificação, eu e muitos amigos meus, europeistas como eu – não falo dos outros, porque esses dizem não a tudo – preparávamo-nos para dizer NÃO, logo que ele fosse referendado em Portugal.&lt;br /&gt;De facto, nem esse nem este, apesar das promessas eleitorais do partido do governo, foi sujeito a referendo: seguiu-se a táctica comum, de uma Europa que se diz democrática, mas em que os eleitos do povo não se coibem de aprovar leis que temem venham a ser rejeitadas por esse mesmo povo.&lt;br /&gt;Foi a cobardia geral.&lt;br /&gt;Muitos chamram-lhe prudência.&lt;br /&gt;Talvez tenham razão; mas ninguém me tira da cabeça que isso prestou um péssimo serviço à democracia; até pela generalização da desconfinaça com que a maioria dos europeus encara esta construção da nova Europa; a qual, de facto, pouco ou nada tem a ver com a ideia dos signatários do Tratado de Roma.&lt;br /&gt;Gostaria de terminar recomendando, mais uma vez em nome da democracia, à D.ra Ana Gomes que, quando quiser tirar significado a uma votação, seja mais objectiva, atendo-se aos factos e não se deixando conduzir pela supeição ideológica.&lt;br /&gt;Depois, não é sério acusar os cidadãos de um país, a quem foi dada a oportunidade de se pronunciarem livremente, de estarem contra o resto da Europa, que de facto não se pode pronunciar do mesmo modo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-296292950275948560?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/296292950275948560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=296292950275948560' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/296292950275948560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/296292950275948560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/06/ecos-de-um-referendo.html' title='ECOS DE UM REFERENDO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SFf0RG8C6JI/AAAAAAAAALo/n_Pd6TpY-l8/s72-c/EUROPA.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6014195717291832966</id><published>2008-06-10T22:45:00.002+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:05.338Z</updated><title type='text'>FUTURO SEM RAÍZES?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SE72fX6hWRI/AAAAAAAAALg/ccpy_wUWQvc/s1600-h/CAMÃES.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210372837770090770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SE72fX6hWRI/AAAAAAAAALg/ccpy_wUWQvc/s320/CAM%C3%95ES.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;COM CAMÕES, A DEZ DE JUNHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enfim, não houve forte capitão&lt;br /&gt;Que não fosse também douto e ciente,&lt;br /&gt;Da Lácia, Grega ou Bárbara nação,&lt;br /&gt;Senão da Portuguesa tão somente.&lt;br /&gt;Sem vergonha o não digo, que a razão&lt;br /&gt;De algum não ser por versos excelente&lt;br /&gt;É não se ver prezado o verso e rima,&lt;br /&gt;Porque quem não sabe arte não na estima.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por isso, e não por falta de natura,&lt;br /&gt;Não há também Virgílios nem Homeros;&lt;br /&gt;Nem haverá, se este costume dura,&lt;br /&gt;Pios Eneias nem Aquiles feros.&lt;br /&gt;Mas o pior de tudo é que a ventura&lt;br /&gt;Tão ásperos os fez e tão austeros,&lt;br /&gt;Tão rudes e de engenho tão remisso,&lt;br /&gt;Que a muitos lhes dá pouco ou nada disso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;: V, 97-98)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre estes versos do nosso épico, escreveu, passa de 44 anos, Jorge de Sena, que aqui, Camões, cedendo aos impulsos da sua lúcida consciência de cidadão, põe o dedo numa “das feridas mais profundas da civilização portuguesa: a cisão anti-humanista entre Cultura e Acção”.&lt;br /&gt;Estes versos e este comentário vieram-me à mente, ainda que por motivos diferentes, quando as circunstâncias me obrigaram – porque tinha feito o propósito de não escutá-los – a ouvir partes de alguns discursos proferidos nas celebrações oficiais do “Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades”.&lt;br /&gt;Quanto a mim, a João Benard da Costa faltou apenas coragem para dizer com mais clareza o que disse veladamente sobre os perigos que encerra para o futuro da Nação a ausência de humansimo na formação das gerações novas.&lt;br /&gt;O Presidente da República, salvo o devido respeito, insiste no erro da tecnologia, que pode existir longe da ciência em que se fundamenta, transformado-se assim na arma mais perigosa ao serviço de qualquer manipulação.&lt;br /&gt;Não, não foi aquele lapso do “Dia da Raça” – expressão que uma grande falta de memória levou certas ideologias a identificar com um passado que, afinal, nunca a apadrinhou, pelo menos no sentido que agora lhe querem dar – não foi esse lapso, apesar de também o achar lamentável, que me impressionou:&lt;br /&gt;Fiquei preocupado com coisas mais sérias.&lt;br /&gt;De acordo, Senhor Presidente: não adianta um povo orgulhar-se do seu passado, se não sabe construir o futuro.&lt;br /&gt;O pior é que sem passado não há futuro.&lt;br /&gt;E se tirarmos ao desabafo de Camões, na parte final do canto V de “Os Lusíadas”, aquilo que é apenas a gramática obrigatória de um discurso político do século XVI, não será difícil decobrir nele precisamente as consequências da política educacional que neste momento se propõe à Escola. E que prolongará neecssariamente, essa tal ferida da cuvilização portuguesa: “a cisão anti-humanista entre Cultura e Acção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6014195717291832966?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6014195717291832966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6014195717291832966' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6014195717291832966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6014195717291832966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/06/futuro-sem-razes.html' title='FUTURO SEM RAÍZES?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SE72fX6hWRI/AAAAAAAAALg/ccpy_wUWQvc/s72-c/CAM%C3%95ES.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-3260874920807834428</id><published>2008-05-17T19:10:00.000+01:00</published><updated>2008-05-17T19:11:16.407+01:00</updated><title type='text'>INÚTIL E ESTÚPIDO</title><content type='html'>TRISTEZA E MÁGOA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe muito bem que não posso concordar com grande parte das posições assumidas por Vasco Pulido Valente, que, em meu entender tem da história uma visão diferente da minha.&lt;br /&gt;É por isso que me dá particular prazer citá-lo a propósito do triste acordo ortográfico que acaba de ser aprovado pela Assembleia da República:&lt;br /&gt;Tirando alguns pormenores das explicações que dá a respeito das escritas (porque não há uma só escrita) do inglês, gostei da clareza com que falou das tais “virtudes” do malfadado acordo: inútil (porque ineficaz) e estúpido.&lt;br /&gt;Totalmente de acordo.&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de exprimir a profunda mágoa que me assaltou perante o espectáculo de um parlamento que, mais uma vez, mostra estar a milhas do que verdadeiramente interessa para salvar a identidade de um povo.&lt;br /&gt;Assim não se vai a lado nenhum.&lt;br /&gt;Há dias, uns meus amigos brasileiros, que gostam de Portugal e do Brasil (digo que gostam, porque tenho certo pudor de empregar a palavra amam), dizim-me, com certa tristeza: mas para que foram eles mexer nisso? Estava tudo tão bem assim...&lt;br /&gt;E estava.&lt;br /&gt;Confesso que não percebo um parlamento que, com problemas tão sérios para resolver, se ocupa de um assunto que não inquietou ainda nenhum outro parlamento desta Europa, com países muito mais cultos do que o nosso.&lt;br /&gt;Nos últimos anos  do fascismo, a então chamada Assembleia Nacional passou algumas sessões a discutir a ironicamente designada por “lei do isqueiro”.&lt;br /&gt;Para que a sessão onde se discutiu e aprovou o acordo ortográfico não venha a revelar-se um ridículo prejudicial à Nação, é necessário que se cumpra a profecia de Vasco Pulido Valente: que será inútil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-3260874920807834428?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/3260874920807834428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=3260874920807834428' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/3260874920807834428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/3260874920807834428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/05/intil-e-estpido.html' title='INÚTIL E ESTÚPIDO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7143759005546581026</id><published>2008-05-04T19:51:00.003+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:05.563Z</updated><title type='text'>VOLTANDO À CARGA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SB4GqMkm-bI/AAAAAAAAALI/1562S59jnIY/s1600-h/SAFO.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196598342031178162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SB4GqMkm-bI/AAAAAAAAALI/1562S59jnIY/s320/SAFO.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SB4GWMkm-aI/AAAAAAAAALA/o1OU2kw_zmI/s1600-h/LESBOS.2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196597998433794466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SB4GWMkm-aI/AAAAAAAAALA/o1OU2kw_zmI/s320/LESBOS.2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Homossexualidade, homofobia e o veneno agressivo das palavras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Volto ao assunto, não por causa dele, mas para fazer coro com um protesto há pouco lançado ao mundo culto e menos culto (finalmente!), mas que me anda na mente desde os meus tempos de estudante, quando lia emocionado a grande lírica grega, no seio da qual se destaca uma mulher cujo génio merecia destino mais lisongeiro na nossa cultura.&lt;br /&gt;Os habitantes da lindíssima ilha de Lesbos – naquele mar Egeu onde se situam tantas reminiscências do nosso passado cultural – levantam finalmente a voz contra o hábito, mais preconceituoso do que científico, de chamar lésbicas às homossexuais: como se a homossexualidade feminina fosse uma característica das naturais daquela ilha.&lt;br /&gt;Claro. Embora a maior parte das pessoas que usa este termo o não saiba, essa designação nasceu do facto de certos estudiosos considerarem homossexual Safo, que viveu na capital daquela ilha – Mitilene – onde tinha uma escola de dança, e dedicou grande parte dos seus poemas a cantar a beleza fascinante das alunas.&lt;br /&gt;Esta classificação da primeira grande figura feminina da poesia lírica ocidental não se fundamenta noutra documentação, para além do que nos resta dos seus belíssimos poemas.&lt;br /&gt;Como leitor de poesia, não me interessa muito saber qual a orietação sexual do poeta; mas acho tão errado – para não dizer injusto – adoptar o nome da pátria de Safo como designativo da homossexualidade feminina, como acharia totalmente disparatado ir, por exemplo, buscar um termo à Academia – a escola onde Platão, pela boca de Sócrates, fala da beleza física dos jovens que o rodeiam – para designar a homossexualidade masculina.&lt;br /&gt;E, já agora, aproveito para pedir aos homessexuais – eles e elas (dingos do meu respeito como qualquer outro ser humano) – que sejam coerentes, também na linguagem: não procurem eufemismos, onde eles próprios afirmam não haver lugar para eles.&lt;br /&gt;E  deixem de agredir os que não seguem a sua orientação sexual: de facto vai-se tornando comum o termo de homófobo, para designar os/as heterossexuais. Como se a heterossexualidade fosse uma doença. Esse é, pelo menos, o signifiacdo do termo fobia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7143759005546581026?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7143759005546581026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7143759005546581026' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7143759005546581026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7143759005546581026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/05/voltando-carga.html' title='VOLTANDO À CARGA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SB4GqMkm-bI/AAAAAAAAALI/1562S59jnIY/s72-c/SAFO.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4511079355025969047</id><published>2008-05-02T11:21:00.002+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:05.776Z</updated><title type='text'>Balada das Ruas Desertas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SBrrzckm-YI/AAAAAAAAAKw/FEQC40jcJSM/s1600-h/LEIRIA.3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195724389200886146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SBrrzckm-YI/AAAAAAAAAKw/FEQC40jcJSM/s320/LEIRIA.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda muito combalido pelas mazelas do  físico, gasto pelos anos e cada vez mais refractário aos vôos do espírito, quebro o silêncio para oferecer aos visitantes deste blogue uma página do meu diário, agora do primeiro ed Maio&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Pela encosta do castelo, no sentido oposto ao que seguem os magotes de jovens subindo para as aulas da manhã, conduzo o carro esutando a Fantástica de Berlioz: tem para mim especial encanto este poema musical, que, segundo alguns historiadores, seria uma composição-desabafo, um lamento do próprio artista, ferido pela perda da amada.&lt;br /&gt;Não costumo distrair-me com os aspectos autobiográficos das obras de arte: porque se elas, por si próprias, não despertam em mim uma real emoção estética, perdem o interesse com que desde muito jovem, aprendi a abordá-las... e na homenagem a quem me iniciou nesse caminho, ergue-se a lembrança da cidade que conheci nos últimos anos da década de quarenta. Já lá vão quase sessenta!&lt;br /&gt;Era uma cidade muito mais pequena, pouco maior que a minha aldeia; mas tinha um encanto que não consigo encontrar-lhe hoje; algumas ruas continuam tão tortas como então, mas estão mais desumanizadas: desertas em dias de festa e intransitáveis em dias de trabalho.&lt;br /&gt;Creio que isto acontece com todas as cidades deste velho mundo, que teima em arruinar-se, pulando para trás, com a ilusão de que progride, que avança cortando amarras inibidoras, quando, de facto, o que está a fazer é cortar as raízes por onde subiu o sumo que fez a sua grandeza e dá sentido aos poucos valores de que ainda pode considerar-se paladino.&lt;br /&gt;Acontece certamente com todas as cidades – estranguladas pela tirania da competição, em tempo de trabalho, e moribundas pelo horror à vida, em tempo de festa – mas torna-se mais agressivo numa cidade como Leiria, pelo menos para quem a conheceu ainda pequenina, namorada das águas do Lis, que nessa altura não eram vítimas da poluição que se lhes conhece hoje.&lt;br /&gt;Por isso e apesar das vantagens que lhe encontro ao volante do carro, me atormenta esta desertificação festiva da minha cidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4511079355025969047?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4511079355025969047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4511079355025969047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4511079355025969047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4511079355025969047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/05/balada-das-ruas-desertas.html' title='Balada das Ruas Desertas'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/SBrrzckm-YI/AAAAAAAAAKw/FEQC40jcJSM/s72-c/LEIRIA.3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2396612924230189956</id><published>2008-04-13T14:45:00.000+01:00</published><updated>2008-04-13T14:47:02.004+01:00</updated><title type='text'>IRRACIONAL E INÚTIL</title><content type='html'>Obrigado, Senhor Embaixador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ouvi tudo, nem sequer na parte referente ao acordo ortográfico, celebrado entre Portugal e o Brasil e já ratificado pela Assembleia da República.&lt;br /&gt;Não ouvi tudo, mas o que ouvi foi suficiente para perceber o que me recusava a aceitar, e que foi, de facto, o que se pasasou:&lt;br /&gt;Nunca aceitei o catastrofismo dos que consideravam um acordo ortográfico com o Brasil como algo de desastroso para a língua portuguesa, precisamente porque sempre achei ridícula a afirmação dos que defenderam esse acordo como instrumento necessário para unificação dessa língua.&lt;br /&gt;Para mim era evidente que se de qualquer dos lados havia pessoas entendidas em linguística, essas pessoas estavam muito distraídas dos fenómenos que estão por detrás da variação dos falares; falares que só dividem uma língua quando ela deixou de ter capacidade de inclusão desses falares; o que só acontece quando o povo que a fala se descaracteriza do ponto de vista cultural; nunca por razões de ordem ortográfica.&lt;br /&gt;Agora vem o Embaixador de Portugal no Brasil dizer-nos que temos de ver o acordo ortográfico como uma jogada estratégica: será, segundo ele, o único meio de evitar que, para o umdo contemporâneo, o português seja cada vez mais a língua do Brasil.&lt;br /&gt;Quem ouve isto percebe claramente que a urgência do acordo afogou a língua nas perspectivas dos políticos e dos diplomatas.&lt;br /&gt;Assim entendo.&lt;br /&gt;Mas gostaria de deixar algumas perguntsa para o Senhro Embaiador e para os que pensam coimo:&lt;br /&gt;Que mal haveria em que o mundo visse cada vez mais o português como a língua do Brasil? Porventura isso não é verdade? Já sei que não é toda a verdade. Mas em que é que a unificação da ortografia, que não produz, e ainda bem, a unificação da língua – até porque ela está unificada – vem pôr em evidência o resto da verdade?&lt;br /&gt;Já agora, porque é que os actuais governantes, que se gabam de ter conseguido para a União Europeia um Tratado de Lisboa, não se esforçam por convencer a Espanha, a França e a Inglaterra a levarem por diante também um acordo ortográfico com os povos que falam as respectivas línguas?&lt;br /&gt;Porque tal acordo seria uma pura inutilidade.&lt;br /&gt;Obrigado, Senhor Embaixador!&lt;br /&gt;As suas declarações trouxeram-me muita luz: assim percebo melhor como foi possível, no início do terceiro milénio, os políticos portugueses assinarem um acordo que, além de irracional, é, para Portugal, completamente inútil, se tivermos em vista os tais objectivos estratégicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2396612924230189956?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2396612924230189956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2396612924230189956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2396612924230189956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2396612924230189956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/04/irracional-e-intil.html' title='IRRACIONAL E INÚTIL'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-3339698726229897342</id><published>2008-04-08T16:43:00.001+01:00</published><updated>2008-04-08T16:49:00.286+01:00</updated><title type='text'>O VENENO DA LINGUAGEMO</title><content type='html'>O Veneno da Linguagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acompanhei de perto os acontecimentos que levaram a julgamento aqueles trinta e seis cidadãos portugueses, não me dei ao desporto de ouvir a litura do libelo de pronúncia – peço desculpa aos especialistas se não é assim que se diz – nem quero tomar partido sobre qual a ideologia que comanda as suas intervenções na sociedade..&lt;br /&gt;Peço a palavra neste momento apenas para fazer duas perguntas aos jornalistas:&lt;br /&gt;A primeira é: num regime democrático, verdadeiramente democrático, pode alguém ser judicialmente processado pelas ideias que defende?&lt;br /&gt;A segunda é: classificar alguém de esquerda ou de direita, diz respeito a modos de pensar, ou refere-se a matéria delictuosa, que deve ser sancionada pela lei?&lt;br /&gt;Não estou de modo nenhum a insinuar que cidadãos que praticam acções como as de Manuel Machado e seus companheiros devam ficar impunes em nome da democracia. O que eu defendo, em nome da democracia, é, primeiro, que sejam pronunciados por crimes objectivos; segundo, que não se diga sistematicamente, como tem feito a comunicação social ao longo de todos estes dias, que começou o julgamento de trinta e seis homens da extrema-direita.&lt;br /&gt;Imagino como reagiriam, por exemplo, os dirigentes do Partido Socialista, se um dos seus militantes tivesse de responder por crimes comuns, e os jornais, em vez de se referirerm a esses crimes, se limitassem a dizer que era um miltante do PS.&lt;br /&gt;O assunto é mais importante do que parece: basta pensar na gravíssima injustiça que se comete em relação aos muçulmanos, quando, para designar o radicalismo de uma enorme variedade de seitas, se usa a expressão, infelizmente quase comum em todo o Ocidente, de terrorismo islâmico.&lt;br /&gt;A democracia, o pluralismo e a tolerância, também se ensinam com o cuidado da linguagem..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-3339698726229897342?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/3339698726229897342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=3339698726229897342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/3339698726229897342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/3339698726229897342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/04/o-veneno-da-linguagemo.html' title='O VENENO DA LINGUAGEMO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4058266413915252470</id><published>2008-03-18T00:08:00.003Z</published><updated>2008-12-12T06:02:06.019Z</updated><title type='text'>SÓ UM DESABAFO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R98I3Z5udkI/AAAAAAAAAKY/nQvObZnOKls/s1600-h/OS+LUSÃADAS.4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178867844438193730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R98I3Z5udkI/AAAAAAAAAKY/nQvObZnOKls/s320/OS+LUS%C3%8DADAS.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Unidade ou uniformidade descaracterizadora?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sustentava contra ele Vénus bela,&lt;br /&gt;Afeiçoada à gente Lusitana,&lt;br /&gt;Por quantas qualidades via nela&lt;br /&gt;Da antiga, tão amada sua, Romana;&lt;br /&gt;Nos fortes corações, na grande estrela&lt;br /&gt;Que mostraram na terra Tingitana,&lt;br /&gt;E na língua, na qual, quando imagina,&lt;br /&gt;Com pouca corrupção crê que é a Latina.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;, I, 33)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha feito o propósito de nunca escrever nada sobre o assunto, sobretudo porque me cansaram as discussões que andavam à volta do secundário: uns contra, por razões que não me pareciam tais; outros a favor, insistindo em coisas que se podiam e deviam conseguir por vias diferentes, escondendo ao mesmo tempo as suas gravíssimas consequências, tanto do ponto de vista linguístico, como do ponto de vista cultural e económico.&lt;br /&gt;Como é fácil de perecber, refiro-me ao malfadado acordo ortográfico luso-brasileiro:&lt;br /&gt;Não queria escrever sobre ele também porque, quando as coisas se acalmaram, convenci-me de que não se faria o tal acordo, mesmo que houvesse interesses políticos, tanto de um lado como do outro, a mexer no assunto de vez em quando.&lt;br /&gt;Infelizmente as coisas tomaram um rumo mais trágico. Escolho a palavra conscientemente, porque na minha visão pessoal, o que está a acontecer neste momento, não é apenas uma cedência vergonhosa a interesses que pouco ou nada têm a ver com os valores em jogo; mas é toda uma nação que renuncia à sua identidade, hipotecando irremediavelmente o que quer salvar.&lt;br /&gt;Não discuto o assunto, até porque gente muito mais competente do que eu está calada: também isto pertence aos aspectos trágicos do nosso destino histórico.&lt;br /&gt;Queria deixar aqui apenas um desabafo, que talvez desperte mais algum espírito distraido... que, por acaso, apenas por acaso, se distraísse com este blogue.&lt;br /&gt;È falso que para se manter a unidade de uma língua seja preciso que todos a escrevam da mesma maneira.&lt;br /&gt;Muito ao contrário, se a unificação da ortografia se faz ignorando que certas diferenças não são puramente ortográficas, pode uniformizar-se a língua, não unificá-la: porque a unidade é feita da integração das diferenças.&lt;br /&gt;E os critérios adoptados neste acordo, além de não poderem, e ainda bem, uniformizar a sintaxe, que é, de facto, o que dá estrutura linguítica a falares diferentes, vai fazer com que o português de Portugal perca progressivamente algumas das suas características essenciais.&lt;br /&gt;Deixo a exemplificação aos especialistas; mas sempre digo que se trata de algo mais grave ainda, se tivermos em conta que actualmente, não só não se ensina a ler e escrever nas nossas escolas, como se lê mal em todos os meios de comunicação visual e auditiva.&lt;br /&gt;É de arrepiar o modo como sistematicamente se destrói o que fazia a musicalidade tão característica do português falado do lado de cá do Atlântico, do qual devia aproximar-se tanto quanto possível a leitura do texto escrito.&lt;br /&gt;E se pensamos na poesia, torna-se cada vez menos claro o que signfica o ritmo poético.&lt;br /&gt;Resultados de uma má aprendizagem da leitura, que, valha-nos ao menos isso, não se verifica ainda no Brasil.&lt;br /&gt;Peço desculpa aos meus vistantes!&lt;br /&gt;Era só para desabafar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4058266413915252470?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4058266413915252470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4058266413915252470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4058266413915252470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4058266413915252470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/03/s-um-desabafo.html' title='SÓ UM DESABAFO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R98I3Z5udkI/AAAAAAAAAKY/nQvObZnOKls/s72-c/OS+LUS%C3%8DADAS.4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2333072165308322028</id><published>2008-03-16T01:35:00.003Z</published><updated>2008-12-12T06:02:06.356Z</updated><title type='text'>AINDA A PEREGRINAÇÃO DIOCESANA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9x6OZ5udjI/AAAAAAAAAKQ/20StFII8cvs/s1600-h/FÃTIMA.5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178148059458991666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9x6OZ5udjI/AAAAAAAAAKQ/20StFII8cvs/s320/F%C3%81TIMA.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9x57J5udiI/AAAAAAAAAKI/VBYF3ALYMT8/s1600-h/FÃTIMA.4..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178147728746509858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9x57J5udiI/AAAAAAAAAKI/VBYF3ALYMT8/s320/F%C3%81TIMA.4..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas um pormenor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do editorial do último número de O Mensageiro, cuja leitura aconselho vivamente a quem ainda não reparou nele, transcrevo, com a devida vénia, o seguinte passo:&lt;br /&gt;«A peregrinação diocesana tem como sentimento primordial a comunhão eclesial. A ideia de pertença a uma igreja particular que caminha numa mesma direcção e que celebra a alegria da comunhão. Por isso ela é, antes de mais, uma resposta a uma convocatória. O bispo diocesano é aquele que convoca, e os inúmeros peregrinos, como ele mesmo, respondem a essa convocação. Para lá da convocatória, a elaboração de um programa que privilegie momentos de celebração, convívio e reflexão comunitários é de capital importância. Ir a Fátima inserido na peregrinação diocesana nâo é de forma alguma o mesmo que ir a Fàtima por decisão e motivação própria. Há todo o aspecto comunitário que a Peregrinação Diocesana assume e deve ser prioritário. Por outro lado, a criação de um tema que sirva de pano de fundo para a Peregrinação é de capital importância e ajuda para que se gere essa comunhão de sentimentos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está muito bem, caro Rui. Estou de acordo contigo.&lt;br /&gt;De acordo em quase tudo. De facto, apenas quase, porque aquilo que tu dizes ser específico da Peregrinação Diocesana a Fátima, aplica-se a qualquer outra peregrinação diocesana, não importa a que santuário.&lt;br /&gt;Para mim não fica claro o que é que, na tua caracterização, distingue uma perigrinação dioessana a Fátima – falando de Leiria, claro – de uma peregrinação diocesana, por exemplo, à Nazaré, ou, mais perto de nós, a Nossa Senhora do Fetal, da Ortigaa, etc.&lt;br /&gt;Desculpa, mas acho que para que a Peregrinação Diocsana a Fátima não se confunda com uma romaria qualquer, ainda que enriquecida com os elementos que lhe juntas, é necssário que haja nela algo mais específico, de Fátima e de Leiria.&lt;br /&gt;E esse algo existiu no início: falava-e dele muito, quando eu era jovem:&lt;br /&gt;D. José Alves Correia da Silva, após a publicação do documento que reconhecia a credibilidade das aparições, propôs ao seu presbitério, que logo aceitou a ideia,  uma peregrinação diocesana a Fátima, todos os anos, em Agosto, para desagravar a Deus e à Virgem Santíssima do abuso de poder por parte da autarquia, sobre as três crianças, no dia 13 de Agosto de 1917.&lt;br /&gt;Esta motivação inicial, cujo esquecimento se agravou com a mudança da data da Peregrinação, parece um pormenor sem importância.&lt;br /&gt;Na minha perspectiva, é o que ditingue a Peregrinação da Diocese a Fátima de qualquer outra. E o seu esquecimento será mais um sintoma de que a Diocese perdeu a noção das suas responsabilidades como depositária dos recados de Maria em Fátima.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2333072165308322028?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2333072165308322028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2333072165308322028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2333072165308322028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2333072165308322028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/03/ainda-peregrinao-diocesana.html' title='AINDA A PEREGRINAÇÃO DIOCESANA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9x6OZ5udjI/AAAAAAAAAKQ/20StFII8cvs/s72-c/F%C3%81TIMA.5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4649323370907661925</id><published>2008-03-15T22:37:00.003Z</published><updated>2008-12-12T06:02:06.541Z</updated><title type='text'>DISTRACÇÕES DE UM PEREGRTINO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9xP-Z5udhI/AAAAAAAAAKA/vwopgJfaP1s/s1600-h/FÃTIMA.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178101605092718098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9xP-Z5udhI/AAAAAAAAAKA/vwopgJfaP1s/s320/F%C3%81TIMA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;Procurando inserir o meu relacionamento pessoal com Fátima no quadro da minha docilidade ao bispo da diocese, como fiel e membro do presbitério, peregrinei também até à Cova da Iria... e cheguei-me ali, ao pé da capelinha, com um especial desejo de concentração no essencial.&lt;br /&gt;Por isso resisto, mais uma vez, à tentação de um novo discurso contra esta troca da palavra &lt;em&gt;terço&lt;/em&gt; pela palavra &lt;em&gt;rosário&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;E fixo-me nos conteúdos do que se vai dizendo, rezando ou cantando.&lt;br /&gt;Mas no mesmo momento em que me concentro, o objecto dessa concentração torna-se fonte de novas distracções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra é o resultado de um esforço gigantesco do espírito humano para vencer as barreiras que os condicionalimos da matéria põem à sua natural ânsia de comunicar.&lt;br /&gt;Um instrumento onde o físico e o fisiológico se casam de forma única com objectivos e conteúdos espirituais, apesar da sua funcionalidade, teria de ser necessáraimente inadequado: e é no seio desta inadequação que nascem e se desenvolvem os grandes equívocos da história das ideias; mas é também essa inadequação que produz a poesia e tantas outras maravilhas da arte de comunicar. E se é verdade que nunca conseguiremos dizer uns aos outros tudo o que temos o desejo de dizer, também é verdade que ao fazer-nos à Sua imagem e semelhança, Deus nos concedeu um número quase infinito de possibilidades... e, pasme-se, para que entre essas possibilidades estivesse a de falarmos com Ele, ao Seu nível, a Sua Palavra fez-Se nossa Palavra:&lt;br /&gt;« E o Verbo fez-se homem&lt;br /&gt;e veio habitar connosco.&lt;br /&gt;E nós contemplámos a sua glória,&lt;br /&gt;a glória que possui como Filho Unigénito do Pai,&lt;br /&gt;cheio de graça e de verdade.» (João: 1, 14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, ninguém duvida de que a mentira – uso da palavra, não para comunicar, mas para enganar -  antes de ser um pecado que onera a consciência de quem o pratica, constitui uma grave desordem ética, pelo desrespeito do modo humano de estar no mundo que implica.&lt;br /&gt;O problema está em que geralmente não se pensa nisso.&lt;br /&gt;Todos mentem, e ninguém gosta que lhe mintam. Nem mesmo com as tais mentiras que dizem não dar prejuízo.&lt;br /&gt;Porque, ainda que se pense o contrário, isso de dar ou não dar prejuízo não tem que ver com a mentira, mas com a injustiça, a falta de respeito pela propriedade alheia.&lt;br /&gt;Distraio-me com estas ideias ao reparar na repetição quase obsessiva da palavra &lt;em&gt;ternura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;É verdade que ela está no centro do tema fornecido pelo bispo diocesano para esta peregrinação. Mas as palavras não se gastam só pelo uso ao longo das gerações: o seu emprego excessivo em determinado momento banaliza-as, transforma-as em lugares comuns, sem significado.&lt;br /&gt;A não ser que se introduzam numa dinâmica publicitária: porque então, o repeti-las obsessivamente tem como objectivo tirar aos ouvintes a capacidade de opção livre, em ordem ao consumo que se quer impor.&lt;br /&gt;É o mundo específico da mentira dos mercados.&lt;br /&gt;Não sendo esta a circunstância em que nos enocontramos, é de temer que com tanto falar na ternura de Deus, insistindo em dar a Maria o título de Mãe da Ternura, acabemos por ocultar ao comum das pessoas a grande verdade que se lhes quer comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4649323370907661925?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4649323370907661925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4649323370907661925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4649323370907661925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4649323370907661925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/03/distraces-de-um-peregrtino.html' title='DISTRACÇÕES DE UM PEREGRTINO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9xP-Z5udhI/AAAAAAAAAKA/vwopgJfaP1s/s72-c/F%C3%81TIMA.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4641870457619597487</id><published>2008-03-07T12:14:00.004Z</published><updated>2008-12-12T06:02:06.870Z</updated><title type='text'>APENAS UMA DÚVIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9EyNZ5udfI/AAAAAAAAAJw/f1SKan1351g/s1600-h/ENCARNAÃÃO.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174972652698105330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9EyNZ5udfI/AAAAAAAAAJw/f1SKan1351g/s320/ENCARNA%C3%87%C3%83O.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9Ex2p5udeI/AAAAAAAAAJo/qJ5YGH-dtrM/s1600-h/A+CRIAÃÃO.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174972261856081378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9Ex2p5udeI/AAAAAAAAAJo/qJ5YGH-dtrM/s320/A+CRIA%C3%87%C3%83O.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;Traduzo livremente da versão inglesa, porque me não foi possível ter à mão o original alemão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Apenas quem sabe pela fé que houve um homem que é Deus possui a bitola necessária para determinar a verdadeira natureza do homem.&lt;br /&gt;Unicamente alguém como ele sabe exactamente porque é que não podemos descobrir o verdadeiro homem e o que lhe é  próprio, se procuramos apenas o homem.&lt;br /&gt;Só quando tivermos bem firme nas nossas mentes que o próprio Deus se fez homem, a dolorosa experiência da história se torna transparente  no seu significado; só então percebemos que um mero monólogo consigo próprio, por belo e sublime que seja, não faz mais do que lançar o espírito humano no vazio.&lt;br /&gt;Porque o homem é o diálogo encarnado com Deus; o diálogo cujas primeiras palavras são – e aqui está a força original de todo o humanismo -: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.&lt;br /&gt;Neste momento foi dado ao homem o poder de responder a Deus, mas apenas naquele que é as duas coisas – &lt;em&gt;anthropos &lt;/em&gt;e Logos -, pois o homem só pode dirigir-se a Deus do modo como Deus lhe falou a ele próprio. Tudo o resto é apenas monólogo com os deuses, que são meros reflexos de si próprio. Deus ouve apenas a Sua própria Palavra.» (Hugo Rahner).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E trago para aqui este texto, não especialmente para alertar os pensadores europeus para o perigo que encerram propostas legislativas como a daquele grupo de parlamentares de Estrasburgo, que querem que se proiba o ensino do criacionismo nas escolas. O que, no último momento me empurrou para a transcrição deste parágrafo de uma obra de referência do pensamento ocidental contemporâneo foi a estranheza que me casou há dias o presidente de uma organização cívica que admiro desde a minha juventue.&lt;br /&gt;Esta organização acaba de oferecer o seu contributo, com uma análise de grande qualidade, para o que podemos designar por regeneração da sociedade portuguesa. E aí se fala, entre outras coisas, da crise de valores.&lt;br /&gt;Pois o seu presidente, numa entrevista a vários órgãos da comunicação social, fez questão de frisar que estes valores não têm nada a ver com a religião, seja ela qual for.&lt;br /&gt;Fico sem saber de que valores se fala. Ou o que é que ele entende por religião.&lt;br /&gt;Por outro lado, não se me tira da cabeça que este intelectual, por falta da linguagem adequada, não comunicou uma ideia importante, que era talvez a sua, mas que não pode exprmir-se assim, sob pena de nos limitarmos a aumentar o coro dos mestres da esquizofrenia e da incoerência que minam a cultura ocidental.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4641870457619597487?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4641870457619597487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4641870457619597487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4641870457619597487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4641870457619597487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/03/apenas-uma-dvida.html' title='APENAS UMA DÚVIDA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R9EyNZ5udfI/AAAAAAAAAJw/f1SKan1351g/s72-c/ENCARNA%C3%87%C3%83O.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-8590615855453949440</id><published>2008-02-28T23:50:00.002Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.110Z</updated><title type='text'>MENTIR COM A VERDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R8dJSXJ4BBI/AAAAAAAAAJY/i234yeH1L-M/s1600-h/ESCOLA.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172183276860212242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R8dJSXJ4BBI/AAAAAAAAAJY/i234yeH1L-M/s320/ESCOLA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para não adiar mais a minha reentrada na praça pública, pedindo espaço... porque palavra já a tenho. Vai esta, enquanto demora a selecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do interesse que a questão encerra para todo o país, não quero agora entrar na polémica das avaliações, que nos últimos meses tornou ainda mais conflictuosas as relações dos professores com o Ministério da Educação. &lt;br /&gt;Também não quero pronunciar-me sobre as acusações que mutuamente se fazem, ainda que elas tenham criado um ambiente que compromete seriamente um trabalho já de si extremamente difícil e que merecia mais respeito por parte de todos.&lt;br /&gt;Hoje gostaria apenas de dizer como me chocou o cinismo do Primeiro Ministro, que, no momento em que o conflito parece agravar-se cada vez mais, vem elogiar os professores, dando como prova de que estão a fazer um bom trabalho o facto de ter aumentado o número de alunos nas escolas públicas.&lt;br /&gt;Que os professores estejam a fazer bom trabalho, não quero sequer pô-lo em dúvida. Mas que o aumento de alunos no ensino público seja a melhor prova disso, creio que nem sequer os professores o aceitam.&lt;br /&gt;Por outro lado, José Sócrates não diz em que níveis se verifica esse aumento: porque certamente teria de esclarecer se esse aumento se deve ou não às dificuldades criadas pelo seu governo à escola privada, como é timbre das ideologias estatizantes, quer sejam de direita quer sejam de esquerda.&lt;br /&gt;Não será que esse aumento de alunos na escola pública é também uma consequência das medidas que têm forçado a ecsola privada a despedir parte do seu pessoal? Porque quando o Estado faz concorrência aos cidadãos, afunda-se a democracia.&lt;br /&gt;Assim se mente ao país manipulando a verade dos factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-8590615855453949440?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/8590615855453949440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=8590615855453949440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8590615855453949440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8590615855453949440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/02/mentir-com-verdade.html' title='MENTIR COM A VERDADE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R8dJSXJ4BBI/AAAAAAAAAJY/i234yeH1L-M/s72-c/ESCOLA.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6775904555088592075</id><published>2008-01-18T22:09:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.227Z</updated><title type='text'>QUEM TEM MEDO DE QUEM</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R5Ek2Uv9WSI/AAAAAAAAAJI/siY0CUYr9s4/s1600-h/ROMA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156943564017326370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R5Ek2Uv9WSI/AAAAAAAAAJI/siY0CUYr9s4/s320/ROMA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;II&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fim da tolerância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam rapidamente os últimos dias da minha demora em Roma.&lt;br /&gt;Sejam quais forem os fantasmas que esta palavra desperta no coração das pessoas, ninguém pode levar-me a mal que o aproveite para revigorar uma fé tão frágil como o meu ser físico, moral, psíquico e intelectual.&lt;br /&gt;A fé encarna em cada um de nós, à semelhança do que acontece com a cultura e a memória cultural dos povos: e aqui está uma das razões por que gosto de Roma, também como crente.&lt;br /&gt;Não cultivo, penso eu, nenhuma espécie de supersticioso apego às coisas; mas aproveito as sugestões e ajuda que podem dar-me para subir da realidade temporal aos átrios da vida eterna.&lt;br /&gt;Era por isso que queria passar pelo túmulo do Apóstolo Pedro, antes de partir... talvez para não mais voltar.&lt;br /&gt;Mas eu não vim a Roma como turista; e a peregrinação, se quis fazê-la, foi inserindo-a num plano de trabalho demasiado absorvente, para que nele coubessem pausas demoradas.&lt;br /&gt;Assim, ir a São Pedro, desta vez, não vai ser fácil, porque o tempo que exigem as normas de segurança é demasaido para o meu programa. Voltarei a outra hora... mas temo ter de regressar a casa sem dar a meu coração de crente este conforto.&lt;br /&gt;E venho pensando que isto é mesmo o fim da tolerância.&lt;br /&gt;Num mundo dominado pelo medo, é fácil criar barreiras a tudo quanto seja contrário às fontes, reais ou fantasiosas, do terrorismo.&lt;br /&gt;Não interessa se é islâmico ou de qualquer outra estirpe: todo o terror, seja de que tipo for, é inimigo da liberdade. E isto, tanto o terrorismo activo, como o passivo.&lt;br /&gt;Nem sei como podem continuar a considerar-se democráticos países onde a sociedade, com os poderes constituídos à frente, está permanentemente a ceder à chantagem do terrorismo internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6775904555088592075?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6775904555088592075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6775904555088592075' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6775904555088592075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6775904555088592075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/01/quem-tem-medo-de-quem_18.html' title='QUEM TEM MEDO DE QUEM'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R5Ek2Uv9WSI/AAAAAAAAAJI/siY0CUYr9s4/s72-c/ROMA.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2918978260882204854</id><published>2008-01-13T17:16:00.000Z</published><updated>2008-01-13T17:19:42.086Z</updated><title type='text'>QUEM TEM MEDO DE QUEM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;I&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os últimos dias do ano findo que me assalta teimosamente a vontade de escrever sobre o assunto: mas assalta-me igualmente a dúvida, às vezes também o medo. Isso mesmo: o medo de falar dos nossos medos.&lt;br /&gt;Vou tentar abrir a janela com um texto que nasceu aqui, em Roma, quando há mais de dez anos, nesta cidade, preparava o trabalho em que depois foi inserto.&lt;br /&gt;Fala-se do século XVI, mas tomando-o como fundo no qual, segundo a minha opinião, podemos descobrir algumas chaves para as nossas inquietações deste início de milénio.&lt;br /&gt;Aí vai o texto, naturalmente de compreensão um pouco amis difícil, por lhe faltar o contexto:&lt;br /&gt;Na imensa confusão deste período – confusão que, em si mesma considerada, tem muito de positivo – as primeiras vítimas, como já prevenira Cristo na parábola do joio que os criados incompetentes queriam arrancar da seara nascente, foram precisamente os que os extremistas diziam querer salvar .&lt;br /&gt;Todos sabemos que heresia e ortodoxia são palavras que o uso, no campo religioso, como em qualquer outro onde tome importância o debate das ideias, transformou em bandeira de combate que raramente favorece a verdade.&lt;br /&gt;Esta sobreviverá a todos os naufrágios, não pela violência dos que matam em nome dela, mas pela teimosia dos que morrem por ela. Foi assim neste século, será assim em todos os tempos e em todas as latitudes.&lt;br /&gt;É por isso que não entusiasmam muito certas formas de rever o passado, agora com particular impacto perante a opinião pública: porque mais do que pedir perdão pelo erro dos que pensaram servir a verdade matando, o homem do terceiro milénio precisa de analisar a generosidade dos que a salvaram morrendo por ela.&lt;br /&gt;Morrer pela verdade é também dedicar-se às tarefas sem brilho, à abertura dos caboucos, ao transporte dos materiais... a função do servente, que nunca aparecerá na lista dos arquitectos, desses de que se ocupará, por toda a espécie de razões, o discurso histórico, sem nunca dizer o nome dos que tornaram possível a sua fama.&lt;br /&gt;Não vai muito longe o tempo em que o ensino da história pátria se limitava ao elenco das guerras e dos heróis que as ganhavam.&lt;br /&gt;E diz-se ganhavam, porque só eram tomadas em consideração as guerras ganhas: por isso não se falava daqueles que as haviam provocado, a não ser quando se podiam contar entre os heróis da vitória final, mesmo que as vicissitudes da guerra lhes não tivessem permitido ver tal vitória.&lt;br /&gt;Esta mentalidade ficou de tal modo arraigada na nossa cultura, que ainda hoje se tende a procurar, na história do pensamento, quer filosófico quer teológico, mais uma história da heterodoxia do que a fecundidade da inteligência humana, quando reflecte sobre a verdade: verdade que tanto pode estar assente apenas nos postulados da razão – a verdade filosófica – como apoiar-se na luz da Revelação – a verdade teológica.&lt;br /&gt;É evidente que, tanto num caso como no outro, caminhando por tentativas, nem todos os passos são bem sucedidos: muitas vezes o caminho torna-se de tal modo sinuoso que alguns ou têm a coragem de repensar a caminhada, voltando mesmo atrás, para seguirem novos rumos, ou se perdem por completo. Destes, quando filósofos, diz-se que erraram; quando teólogos, diz-se que caíram na heresia.&lt;br /&gt;Claro, falamos de verdades sobre as quais não pode haver duas opiniões; e, mesmo assim, no campo da teologia, nem todo aquele que erra é um verdadeiro herege: porque pode haver muitos erros, em questões que, embora porventura importantes na vida de certos crentes, não pertencem àquele corpo de verdades que fazem e cimentam uma comunhão de fé.&lt;br /&gt;Não se nega que também os desvios, as guerras, os erros e as heresias fazem parte da história das sociedades, dos indivíduos e das nações.&lt;br /&gt;E no campo da teologia, como na história da Igreja, as heresias e os cismas foram sempre ocasião para se aprofundarem verdades – umas vezes esquecidas, outras vividas de forma demasiado imperfeita, quando não errada -, e de se corrigirem modos de estar no mundo já não condizentes com a missão recebida do Fundador.&lt;br /&gt;O que não se aceita é a importância que se lhes tem dado, em detrimento precisamente daquilo que muitas vezes está na sua origem: ou seja, a insatisfação e o inconformismo da pessoa humana; insatisfação e inconformismo dos quais nasce todo o progresso.&lt;br /&gt;Ora esta insatisfação e este inconformismo, que fazem avançar o género humano para a plenitude do seu destino, não se revelam apenas na heterodoxia. A história – concretamente a do século que nos ocupa – está mesmo recheada de acontecimentos, aparentemente revolucionários e que, no entanto, pela impaciência que os faz eclodir, só não acabam matando o progresso, graças, quer à generosidade de alguns dos seus protagonistas, quer à força da verdade que, apesar de tudo, encerram .&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2918978260882204854?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2918978260882204854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2918978260882204854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2918978260882204854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2918978260882204854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/01/quem-tem-medo-de-quem.html' title='QUEM TEM MEDO DE QUEM'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2869813499228018450</id><published>2008-01-05T10:22:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.454Z</updated><title type='text'>O PERIGO DAS ESTATÍSTICAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R39bLkv9WII/AAAAAAAAAH4/nDtuMQaqOtw/s1600-h/ROMA.8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151936753136654466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R39bLkv9WII/AAAAAAAAAH4/nDtuMQaqOtw/s320/ROMA.8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Do Natal ao Ano Novo, aproveitando a companhia de um grupo de amigos que organizaram a sua vida de modo a passarem comigo esta quadra, foi um ver se te avias, visitando os lugares mais emblemáticos da Cidade Eterna... Designação que, ao contrário do que pensa muita gente, veio a Roma antes de a ela chegar o Príncipe dos Apóstolos, que, ao morrer nela como seu bispo, a transformou em “cabeça da Caridade”, segundo a belíssima expressão de Santo Inácio de Antioquia.&lt;br /&gt;Não foi o primeiro Natal que tive a felicidade de passar em Roma; mas foi o primeiro em que cheguei a sentir-me cansado da multidão com que tropeçávamos a cada passo; em toda a parte, como se o mundo se tivesse deslocado para o centro da Cristandade.&lt;br /&gt;Este facto tem muitas leituras possíveis, todas legítimas e nenhuma imune de crítica, porque, em meu entender, trata-se de um fenómeno quase puramente circunstancial, sem qualquer significado transcendente.&lt;br /&gt;Falar de números e fazer estatísticas, neste caso, interessará sobretudo aos que exploram o turismo: às pessoas e instituições, da Igreja ou da sociedade civil, que vivem dos que, por um motivo ou por outro, demandam estas paragens, onde se contemplam marcas de mais de trinta séculos de história.&lt;br /&gt;Isto faz-me pensar num dos principais vícios da pastoral do nosso mundo ocidental: ou seja, a teimosia com que se usa e abusa dos números para classificar trabalho que deve dirigir-se essencialmente às pessoas, sempre refractárias, precisamente na medida em que são pessoas, a enquadramentos formais, de produção em série.&lt;br /&gt;No seu discurso aos bispos portugueses, por ocasião da visita &lt;em&gt;Ad sacra limina Apostolorum&lt;/em&gt;, diz Bento XVI:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes «a eficácia dos percursos de iniciação actuais, para que o cristão seja ajudado, pela acção educativa das nossas comunidades, a amadurecer cada vez mais até chegar a assumir na sua vida uma orientação autenticamente eucarística, de tal modo que seja capaz de dar razão da própria esperança de maneira adequada ao nosso tempo» &lt;/em&gt;(Exort. ap. pós-sinodal &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20070222_sacramentum-caritatis_po.html"&gt;&lt;em&gt;Sacramentum caritatis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, 18).&lt;br /&gt;Torna-se difícil explicar o pensamento do Papa sem que se esclareça devidamente a questão do praticante e do não praticante: certamente que não se trata de procurar encher de novo as igrejas, até porque a chamada prática dominical, ao longo da história do cristianismo europeu, tem passado por variadíssimas fases, de mais e de menos, que nos dizem claramente como foi errado centrar tantas vezes nela uma pastoral que se queria renovadora.&lt;br /&gt;Se a minha análise tem alguma probabilidade de estar correcta, o que o Papa diz, no fundo, é que não nos devemos preocupar tanto com o encher as igrejas, como sobretudo de cuidar a formação das pessoas, procurando renovar, como ele diz, os &lt;em&gt;percursos de iniciação actuais&lt;/em&gt;. O que talvez tenha como resultado imediato, não o aumento, mas a diminuição dos números que enchem as estatísticas, tão do agrado da comunicação social.&lt;br /&gt;Sem querer chocar ninguém e tomando um pensamento que me vem de longe, acho que a diminuição da prática religiosa, pelo menos no modo habitual de entendê-la, não significa, só por si, aumento &lt;em&gt;de cristãos não praticantes&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2869813499228018450?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2869813499228018450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2869813499228018450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2869813499228018450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2869813499228018450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/01/o-perigo-das-estatsticas.html' title='O PERIGO DAS ESTATÍSTICAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R39bLkv9WII/AAAAAAAAAH4/nDtuMQaqOtw/s72-c/ROMA.8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-5714639566494660343</id><published>2008-01-01T22:30:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.641Z</updated><title type='text'>RESPIGANDO I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R3q_nUv9WFI/AAAAAAAAAHg/aTJvH7otFQ8/s1600-h/ROMA.11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150639806157248594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R3q_nUv9WFI/AAAAAAAAAHg/aTJvH7otFQ8/s320/ROMA.11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Laicidade e neutralidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por razões de trabalho – aliás, poderia ser por quaisquer outras, desde que não implicassem contradição interna do meu ser e agir – encontro-me nas margens do Tibre. Procuro de novo contactar em Roma, que acumula vestígios de milénios – insisto, milénios de cultura – com um dos maiores humanistas portugueses que por aqui passaram. Ele, que foi o fundador da primeira biblioteca pública nesta cidade, fora dos muros do Vaticano, não tem sequer uma rua a assinalar a sua presença nestas paragens.&lt;br /&gt;Estou por aqui, com um plano concreto de trabalho que me não permite perder muito tempo com a comunicação social, que pouco se distingue da nossa, se exceptuarmos a moderação dos noticiários – bastante mais breves, mas igualmente deprimentes – e a abundância de produções culturais.&lt;br /&gt;Gosto de passar os olhos pelos artigos de opinião, quando não se ocupam exclusivamente de política.&lt;br /&gt;Num dos mais recentes, PIERGIORGIO ODIFREDDI, em polémica com alguns dos fundadores do novo Partido Democrático, que pretende ser laico de forma inovadora – na Itália, esta questão do laico vrs católico tem o seu quê de folclórico -, procura dar a sua definição de laicidade, com um esforço a meu ver meritório, mas que não resiste a uma análise rigorosa da ingenuidade em que assenta.&lt;br /&gt;Claro. Pessoalmente também não tenho nenhuma espécie de simpatia por ideologias políticas que se valem de uma certa linguagem dita cristã para avalizar posições que podem muito bem ser tomadas por crentes e não crentes: inclusivamente, como será o caso do Pd, para justificar a sua laicidade. Em política, na minha fraca opinião, o clericalismo, seja de direita, seja de esquerda, transforma-se sempre no mais violento dos anti-clericalismos.&lt;br /&gt;O Senhor P. Odifredi acha que, ao contrário dos deputados aderentes ao Pd, descobriu o verdadeiro meio termo entre clericalismo e anti-clericalismo. Como? Vivendo e agindo com total indiferença perante os valores religiosos.&lt;br /&gt;Transcrevo apenas dois passos, em tardução livre do italiano:&lt;br /&gt;Em relação às religiões e à Igreja, “limito-me simplesmente a constatar que têm visões do mundo contrárias à visão científica, e de um modo geral à racionalidade; concluo daí que seria bom que permanecessem confinadas no âmbito privado”.&lt;br /&gt;Segundo ele, a autoridade pública devia “agir como se a religião e a Igreja não estivessem lá, sem naturalmente fazer nada para que não estejam. Esta posição é um compromisso entre os dosi extremos do clericalismo e do anti-clericalismo”.&lt;br /&gt;O Senhor Odifredi não repara que faz uma classificação ideológica das religiões e da Igreja; classificação a partir da qual advoga um comportamento, por parte da autoridade civil, não apenas discriminatório, mas, em definitiva persecutório.&lt;br /&gt;De facto, “agir como se a religião e a Igreja não estivessem lá, sem naturalmente fazer nada para que não estejam”, só é possível nas mentes abstractas, que não fazem caso do concreto da existência das pessoas: Se eu ajo como se os que me rodeiam não existissem, que condições de vida lhes proprociono?&lt;br /&gt;Se um estado pura e simplesmente ignora a dimensão religiosa dos cidadãos, como pode considerar-se livre e democrático?&lt;br /&gt;Em meu entender, um estado democrático que o seja verdadeiramente não pode confundir neutralidade com laicidade: por isso não aceito que um estado seja laico,  porque a profissão do laicismo é já uma tomada de posição anti-religiosa. O estado democrático não deve ser confessional, mas deve ter em conta as confissões religiosas dos cidadãos e, sem favorecer nenhuma delas só porque é uma confissão religiosa, criar-lhes condições de existência, no quadro da democracia, que está ao serviço do cidadão e não o cidadaão ao serviço da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-5714639566494660343?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/5714639566494660343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=5714639566494660343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5714639566494660343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/5714639566494660343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2008/01/respigando-i.html' title='RESPIGANDO I'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R3q_nUv9WFI/AAAAAAAAAHg/aTJvH7otFQ8/s72-c/ROMA.11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-1288548779789007720</id><published>2007-12-08T17:26:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.808Z</updated><title type='text'>O LIXO E AS TAXAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1rUhLr2taI/AAAAAAAAAGU/lQia-h39Gnc/s1600-h/LIXO.4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141655591134344610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1rUhLr2taI/AAAAAAAAAGU/lQia-h39Gnc/s320/LIXO.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mudei de opinião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pincípio da tarde, na conclusão de mais um passeio higiénico, subo a Avenida em sentido oposto ao que seguira cerca de uma hora antes.&lt;br /&gt;Em baixo, do lado direito de quem sobe, a azáfama da desmontagem das últmas tendas de feirantes.&lt;br /&gt;Um olhar rápido, porque me provoca náuseas aquele espectáculo de caixas e caixinhas pelo chão, à mistura com plásticos de todas as cores e feitios, juntmente com outras porcarias... caixotes do lixo esventrados, numa pornografia sem limites.&lt;br /&gt;Lembrei-me da anunciada e logo negada taxa ecológica sobre os sacos de plástico.&lt;br /&gt;Confesso que fui contra, até porque me pareceu tratar-se de mais um sintoma da fome insaciável de taxas, por parte de um governo esquecido da mais antiga e mais eficaz via de redução de um défice: cortar nas despesas.&lt;br /&gt;Afinal não era! Talvez tenha sido por isso que o governo desistiu da ideia.&lt;br /&gt;Também não sei se essa taxa iria acabar com espectáculos deste género.&lt;br /&gt;Mas é urgente fazer-se qualquer coisa: porque nos países civilizados, que ainda há alguns nesta Europa velha e doente, as feiras, ou mercados de rua, deixam limpos os espaços que ocuparam, onde, poucas horas depois de terminarem, não se vê o menor sinal do que ali se passou.&lt;br /&gt;Que faltará aos Portugueses para perceberem que a casa de todos exige redobrados cuidados de cada um?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-1288548779789007720?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/1288548779789007720/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=1288548779789007720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1288548779789007720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1288548779789007720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/12/o-lixo-e-as-taxas.html' title='O LIXO E AS TAXAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1rUhLr2taI/AAAAAAAAAGU/lQia-h39Gnc/s72-c/LIXO.4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4817210722791846921</id><published>2007-12-06T21:38:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:07.982Z</updated><title type='text'>CAÇA ÀS BRUXAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1hsIrr2tZI/AAAAAAAAAGM/d6UWKQgnhjM/s1600-h/D.+LEONOR.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140977871064839570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1hsIrr2tZI/AAAAAAAAAGM/d6UWKQgnhjM/s320/D.+LEONOR.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os inimigos do Papa e da Igreja não desarmam, como sempre. Com outros métodos, mas como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro do discurso de Bento XVI aos participantes no “Forum” das Organizações Não Governamentais de inspiração católica, o seguinte passo, que traduzo livremente, procurando, no entanto, ser o mais possível fiel ao pensamento do Papa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... com frequência o debate internacional surge marcado por uma lógica relativista que parece reter como única garantia de uma convivência pacífica entre os povos a negação da cidadania à verdade sobre o homem e a sua dignidade, assim como à possibilidade de um agir ético fundado no reconhecimento da lei moral natural. Chega assim, de facto, a impor-se uma concepção do direito e da política, onde o consenso entre os Estados, obtido por vezes em função de interesses limitados, ou manipulado por pressões ideológicas, se transfomaria na única e última fonte do direito internacional. Os frutos amargos de tal lógica relativista são infelizmente evidentes: pense-se, por exemplo, na tentativa de considerar direitos do homem as exigências de certos estilos de vida egoista, ou então o desinteresse pelas necessidades económicas e sociais dos povos mais débeis, ou o desprezo do direito humanitário e uma defesa selectiva dos direitos humanos. Auguro que o estudo e o confronto destes dias permitam identificar modos eficazes e concretos para fazer aceitar a nível internacional os ensinamentos da doutrina social da Igreja. Em tal sentido, encorajo-vos a opôr ao relativismo a grande criatividade da verdade acerca da dignidade inata do homem e dos direitos que daí derivam. Essa criatividade permitirá dar uma resposta mais adequada aos múltiplos desafios do actual debate internacional; sobretudo permitirá a promoção de iniciativas concretas, que serão vividas em espírito de comunhão e liberdade.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhares vesgos de ecrtos jornalistas viram nestas palavras de Bento XVI um ataque à ONU e instituições que a integram. E desse imaginário ataque se fizeram de tal modo eco, que o próprio Secretário Geral da referida Organização achou necessário vir a terreiro defendê-la; o que, por sua vez, provocou um esclarecimento por parte do porta-voz da Santa Sé.&lt;br /&gt;Se quisermos ler sem paixão o discurso do Papa, tendo presente a quem se dirige primariamente, damo-nos bem conta de que ele não só não ataca nenhuma organização, como, ao contrário, repetindo os ensinamentos da sua primeira encíclica, recorda aos católicos o dever de trabalharem com toda a gente de boa vontade, sem, no entanto, renunciarem ao que lhes é específico, nomeadamente, o serviço ao homem na sua integridade. Por isso denuncia, como não podia deixar de fazer, as graves distorsões de que tal integridade é vítima, por razões ideológicas.&lt;br /&gt;Mas quem, ou o que é que permite aos jornalistas dizerem que isto constitui um ataque à ONU? A não ser que eles próprios estejam convencidos de que tais distorsões são da sua responsabilidade.&lt;br /&gt;Por este andar, acabaremos todos num regime de suspeição em que nunca mais será possível exprimir senão as verdades parciais que servem a quem mercadeja ideias, coisas e pessoas, na praça da volúvel opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que nos vale é que a Igreja não se calará nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4817210722791846921?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4817210722791846921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4817210722791846921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4817210722791846921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4817210722791846921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/12/caa-s-bruxas.html' title='CAÇA ÀS BRUXAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R1hsIrr2tZI/AAAAAAAAAGM/d6UWKQgnhjM/s72-c/D.+LEONOR.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4833581674664580546</id><published>2007-11-24T11:32:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:08.147Z</updated><title type='text'>MAIS DESINFORMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R0gM8X6dR6I/AAAAAAAAAF8/vETADhAmi-k/s1600-h/CONSISTÃRIO.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136369606366939042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R0gM8X6dR6I/AAAAAAAAAF8/vETADhAmi-k/s320/CONSIST%C3%93RIO.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;À porta fechada?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, não querem saber que o Papa agora faz consistórios à porta fechada?&lt;br /&gt;À porta fechada? Mas, à porta fechada, como?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi assim que há dias uma estação de rádio, que faz questão de se afirmar como “emissora católica portuguesa”,  definiu o consistório convocado pelo Papa para a nomeação de novos cardeais; consistório que, segundo a actual terminologia do Código de Direito Canónico, tem a designação de Consistório Ordinário (Código de 1917, “Consistório Secreto”, ou seja, não público, mas que poderia, a partir de certo momento, se o Papa o determinasse, tornar-se público).&lt;br /&gt;Certamente algumas agências de informação cruzaram a linguagem do Código de 1917 com a do Código de 1983. Que isso aconteça a quem não está habituado à terminologia do direito canónico, é compreensível e, digamos, mesmo desculpável.&lt;br /&gt;O que já não é compreensível e muito menos desculpável é que os jornalistas substituam essa linguagem por outra cujo conteúdo engana  necessariamente a grande maioria dos seus leitorse e ouvintes.&lt;br /&gt;Se queriam dar a notícia desta reunião magna do Colégio Cardinalício, sem induzirem as pessoas em erro, deviam ter lido o Cânone 353 (CIC 1983), com os respectivos comentários – seria questão de poucos  minutos – para saberem do que estavam a falar e assim fazerem opções correctas, no domínio da linguagem.&lt;br /&gt;Francamente, esta teimosia em querer informar o público ignorando por completo a matéria da informação, começa a tornar-se revoltante, porque é uma das formas de servir a promoção da ignorância colectiva.&lt;br /&gt;Doença que mina inexoravelmente qualquer identidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4833581674664580546?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4833581674664580546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4833581674664580546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4833581674664580546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4833581674664580546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/11/mais-desinformao.html' title='MAIS DESINFORMAÇÃO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/R0gM8X6dR6I/AAAAAAAAAF8/vETADhAmi-k/s72-c/CONSIST%C3%93RIO.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4964864610653073535</id><published>2007-11-22T22:44:00.000Z</published><updated>2007-11-22T22:47:13.402Z</updated><title type='text'>IGNORÂNCIA E GROSSERIA</title><content type='html'>Ignorância e grosseria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspira-me estas notas a tristeza que me fica quando leio textos como o que Migeul de Sousa Tavares publica no último número de Expresso, a propósito da “Visita ad Limina Apostolorum” por parte dos bispos portugueses.&lt;br /&gt;Começo por confessar sinceramente que, apesar de ter vindo progressivamente a perder a consideração que tinha pelo autor, comentador geralmente mais sobranceiro do que competente, nunca esperei que chegasse tão baixo: Neste caso fico com a impressão de que procurou preencher o vazio que lhe deixa a ignorância total do assunto que aborda, com a grosseria da linguagem, que só se explica pelo orgulho de quem sabe que não corre o risco de, aí onde se move, encontrar alguém que não seja pelo menos tão ignorante como ele.&lt;br /&gt;Que o Dr Tavares não saiba o significado desta ida dos bispos a Roma, passe. Até alguns jornalistas católicos, dos quais esperávamos um maior sentido de responsabilidade, ignoram que esta “Visita”, de que encontramos o primeiro exemplo em São Paulo (cf vg Gálatas: 2,1-2), foi regulamentada por Sisto V (20.12.1585), Bento XIV (23.11.1740), funcionando actualmente segundo normas estabelecidas nos pontificados de Pio X (31.12.1909) e Paulo VI (29.06.1975).&lt;br /&gt;Não espanta tal ignorância.&lt;br /&gt;Mas o que deviam saber todos os que se põem a falar do assunto, incluindo Miguel de Sousa Tavares, era que esta visita quinquenal é sempre precedida de um relatório, também quinquenal, no qual os bispos fazem o ponto da situação relativamente ao estado das respectivas dioceses, e que é a partir do conteúdo desses relatórios que o Papa faz as suas recomendações. Recomendações que se destinam, note-se bem, não apenas aos bispos, mas a toda a Igreja por eles representada.&lt;br /&gt;Comparando o conteúdo real do discurso do Papa com o que dele se disse na chamada grande comunicação, o menos que podemos sentir é espanto: como é possível que alguém com um mínimo de seriedade se ponha a comentar, com tão grande à vontade, assuntos para cuja interpretação não tem nem procura ter a chave necessária?&lt;br /&gt;Quanto ao texto do Dr Sousa Tavares, mais do que espanto, sentimos nojo e revolta: nojo, porque é evidente escreve dominado por uma paixão indigna de quem ama a verdade; revolta, porque é evidente que não leu o discurso do Papa... ou se o leu, faz de todos nós estúpidos, porque o texto de que fala pura e simplesmente não existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4964864610653073535?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4964864610653073535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4964864610653073535' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4964864610653073535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4964864610653073535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/11/ignorncia-e-grosseria.html' title='IGNORÂNCIA E GROSSERIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-1880926271242572070</id><published>2007-11-09T20:54:00.000Z</published><updated>2008-12-12T06:02:09.198Z</updated><title type='text'>FALTA DE VERGONHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RzTJqnBrMsI/AAAAAAAAAFw/tNvrneW3uZI/s1600-h/Kurdmap.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130947609349534402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RzTJqnBrMsI/AAAAAAAAAFw/tNvrneW3uZI/s320/Kurdmap.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu ponto de vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desmantelamento do império turco, após a primeira guerra mundial, como aconteceu com outros desmantelamentos, noutras áreas do globo, e já tinha acontecido na célebre conferência de Berlim, que dividira a África entre os colonizadores europeus, sem a menor consideração pelos povos, este desmantelamento, pelo modo como se fez e pelas suas consequências, é um bom exemplo de como não há nenhuma paz que resista à hipocrisia dos negociadores, sejam eles quais forem.&lt;br /&gt;E o pior é que os detentores do poder parecem não ter aprendido nada com os acontecimentos, que só não forçam a opinião pública internacional porque esses acontecimentos são permanentemente distorcidos por quem manipula as agências de informação.&lt;br /&gt;E, no entanto, há gestos de uma hipocrisia tão evidente, que só uma cegueira colectiva explica que todos fiquemos calados perante elas.&lt;br /&gt;A sorte do povo curdo tem uma dimensão tão trágica, que, no mundo moderno, só a do povo palestiano se lhe pode comparar... isto, se deixarmos de lado os arménios massacrados por ordem expressa do “santo” fundador da Turquia moderna, essa que quer agora fazer parte da União Europeia.&lt;br /&gt;Mas fixemo-nos, por agora, no povo curdo: unido por uma língua aparentada com a nossa e uma cultura com mais de 3.000 anos, foi resistindo, ao longo dos séculos, às pressões dos grandes impérios vizinhos, apesar da sitemática islamização a que foi sujeito no século VII da nssa era.&lt;br /&gt;No entanto, pode dizer-se que o seu calvário começa em 1639, ano em que o Curdistão é dividido entre os impérios Persa e Otomano.&lt;br /&gt;A partir daqui, nem a sua especificidade étnica e cultural, nem a bravura com que se bateu por uma autonomai a todos os títulos legítima, conseguiram reduzir o drama deste povo, que, graças aos jogos oportunistas dos vencedores da primeira Grande Guerra, ficou dividido, não já por dois impérios, mas por quatro países: Turquia, Irão, Iraque e Síria.&lt;br /&gt;Como seria de esperar, os Curdos não se resignam a esta situação: por isso se consideram em estado permanente de guerra e, logo que vislumbram uma oportunidade para conseguir aliviar um pouco a tirania que os esmaga, levantam a cabeça, pegam em armas.&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu agora, no norte do Iraque e sul da Turquia.&lt;br /&gt;É evidente que a guerra não será o melhor caminho, até porque na guerra vence quem tem mais força, não quem tem razão.&lt;br /&gt;Mas será que se quer de facto a paz, quando esta se negoceia sem a parte verdadeiramente interessada e recusando-lhe todos os direitos?&lt;br /&gt;Turquia, Irão e Iraque, com o apoio dos EUA e da UE, discutem a paz no Curdistão, ignorando pura e simplesmente povo curdo?&lt;br /&gt;Pelo amor de Deus, tenhamos um pouco de vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-1880926271242572070?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/1880926271242572070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=1880926271242572070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1880926271242572070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1880926271242572070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/11/falta-de-vergonha.html' title='FALTA DE VERGONHA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RzTJqnBrMsI/AAAAAAAAAFw/tNvrneW3uZI/s72-c/Kurdmap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-4665033747003461986</id><published>2007-10-23T01:04:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T01:06:31.649+01:00</updated><title type='text'>PARA RECOMEÇAR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cosmética e democracia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma corrida desenfreada de todos: uns para ver se conseguiam o que os grandes, com muito mais experiência não haviam conseguido, outros procuarando conciliar dois medos – o de não chegar a tempo e o de serem devorados pelos companheiros que ofereciam apoio, e estes medindo os passos para não perderem a oportuniadde de comer o mais possível.&lt;br /&gt;E o povo?&lt;br /&gt;Ah, o povo ficou a ver. Depois pediram-lhe que ouvise os discursos, os auto-elogios, que só não provocam vómitos porque já estamos habtuados.&lt;br /&gt;Portugal, de cócoras diante dos grandes, fica contente porque aquela colossal cosmética ficará a chamar-se Tratado de Lisboa!&lt;br /&gt;E mudaram-lhe o nome para se não sentirem obrigados a pedir a ratificação pela via do referendo.&lt;br /&gt;Muito inteligente, sim, senhor.&lt;br /&gt;Mas não me venham falar de democracia. Se nem sequer nos explicaram em que é que realmente o Tratado  de Lisboa fica melhor do que o tristemente célebre Tratado Constitucional, rejeitado pelos povos políticamente mais cultos da Europa...&lt;br /&gt;Decididamente, esta não é de modo nenhum a Europa de Schumann, Adenauer, De gasperi, etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-4665033747003461986?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/4665033747003461986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=4665033747003461986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4665033747003461986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/4665033747003461986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/10/para-recomear.html' title='PARA RECOMEÇAR'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-888957413479746454</id><published>2007-10-06T18:56:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T19:07:07.596+01:00</updated><title type='text'>IGNORÂNCIA E MÁ FÉ</title><content type='html'>Os equívocos de Fernada Câncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Falando ainda um pouco da minha experiência pessoal, faço questão de informar que nunca fui capelão nem docente em nenhuma estrutura do Estado, pelo que não posso avaliar a justeza de certas acusações, umas expressas, outras insinuadas, nem quanto a salários, nem quanto a abusos de poder.&lt;br /&gt;O que não posso é deixar de afirmar o que sistematicamente esquecem os defensores do estado laico: a assistência religiosa “nas estruturas ditas de segregação”, para empregarmos a linguagem da nossa articulista, não é um privilégio da Igreja, mas um direito dos cidadãos. Direito ao qual a Igreja estará atenta, mesmo que o Estado não cumpra o seu dever. Aliás, recordo-me muito bem de sacerdotes e leigos que, durante décadas, se dedicaram a esse serviço, mesmo depois da concordata de 1940, sem a menor retribuição por parte do Estado.&lt;br /&gt;Depois, corrigindo uma situação injusta – porque correspondia a uma discriminação em relação aos crentes, que pagavam os impostos como os outros e eram privados de algo essencial à sua existência histórica – veio a regulamentação legal desse serviço.&lt;br /&gt;Se há irregularidades nesse campo, compete ao Estado, não castigar os cidadãos ao serviço dos qais estão esses capelães e docentes, mas repondo a legaliadde onde porventura ela é ofendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Fernanda Câncio acena também com a bandeira do monopólio da Igreja Católica e esmera-se em descrever a abnegação dos ministros dos outros grupos religiosos, “que funcionam em regime de voluntariado e mediante autorização caso a caso, não existindo qualquer regulamentação que lhes garanta o acesso ou as condições em que é facultado.Estão dependentes dos humores dos porteiros, das direcções e até dos capelães, e não raro são impedidos de entrar.&lt;br /&gt;Há nestas palavras da jornalista todo um mundo de acusações abstractas e insinuações típicas de um discurso delatório que não se assume como tal. Em qualquer dos casos, que eu saiba, a Igreja nunca pediu nenhum monopólio, nem neste nem noutro campo; e as deficiências apontadas são da inteira responsabilidade do Governo, que, mais uma vez, ignora por completo as regras de funcionamento da democracia num estado pluralista, não confessional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Digo não confessional, ainda que toda agente fale de estado laico: assim se fixou na Constituição, e o termo é usado mesmo pelos que seria injusto classificar de jacobinos.&lt;br /&gt;Mas acontece que um estado laico é tudo menos um estado democrático: já que não existe democracia onde se ignora por completo aquilo que, quer se queira quer não, está na raiz dos comportamentos e tem uma importância capital na vida de larguíssima maioria dos cidadãos.&lt;br /&gt;O estado laico é o mais confessional dos estados, pois, mesmo quando aparentemente não persegue a religião, é dominado pela ideologia anti-religiosa e, em nome da laicidade, comete muitas vezes os maiores crimes contra a humanidade.&lt;br /&gt;Não cito exemplos dos dois últimos séculos para me não alongar. É como as teocracias: as piores que conheceu a história foram as dos regimes ateus.&lt;br /&gt;Mas, pessoalmente, gostaria de fazer justiça aos deputados e á maioria das pessoas responsáveis pela consagração da palavra laico no nosso texto fundamental, admitindo que o que estava na sua mente era afirmar que Portugal era um estado não confessional; isto é, que não privilegiava nenhuma confissão religiosa, como confissão religiosa.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa vê a diferença; direi apenas que o não privilegiar está muito longe do não apoiar e ainda mais do dificultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Só mais uma palavrinha sobre monopólios: Fernado Câncio parece estar muito preocupada com os da Igreja Católica. Teria razão se de facto existissem: eu também não concordo com eles.&lt;br /&gt;Mas é uma pena que quem luta tanto por um estado democrático, moderno e pluralista, não se dê conta dos monopólios do Estado, em todos os sectores da vida portuguesa. Que não tenha uma palavra para os seus amigos do Governo, para que acabem com a política sistemática de estrangulamento da iniciativa privada, atropelando sem nenhuma espécie de pudor, os direitos dos cidadãos a escolherem livremente a sua escola, o seu médico, o seu hospital e, pasme-se... ultimamente, até a forma do seu casamento!&lt;br /&gt;É uma pena que os talentos dos nossos jornalistas estejam a ser tão mal aproveitados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-888957413479746454?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/888957413479746454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=888957413479746454' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/888957413479746454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/888957413479746454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/10/ignorncia-e-m-f_06.html' title='IGNORÂNCIA E MÁ FÉ'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-536860093367416946</id><published>2007-10-05T20:19:00.000+01:00</published><updated>2007-10-05T20:33:29.980+01:00</updated><title type='text'>IGNORÂNCIA E MÁ FÉ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;SÃO EXACTAMENTE 193 CAPELÃES A MAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 123 capelães católicos integrados nos quadros do Ministério da Saúde, com salários que variam entre 986 e 1474 e pelo menos mais 70 sacerdotes da mesma confissão com vínculo contratual com o Estado,no Ministério da Defesa (onde existe até um bispo das Forças Armadas, com patente de major-general, nomeado pelo papa e só por ele podendo ser exonerado),da Justiça(nas prisões) e da Administração Interna(a celebrar missa na PSP e na GNR).&lt;br /&gt;A existência destas ditas capelanias é ancorada legalmente em diplomas governamentais dos anos oitenta.Estes diplomas-que vários juristas consideram ferir o princípio da separação entre Estado e confissões religiosas consagrado na Constituição de 1976-invocam a Concordata de 1940 celebrada entre Salazar e o Vaticano, entretanto revogada por um novo acordo, assinado em 2004.Este estabelece apenas a necessidade de o Estado prover à assistência religiosa nas estruturas ditas de segregação, enquanto a lei da liberdade religiosa, de 2001, consagra a igualdade para todas as confissões em termos de assistência religiosa neste tipo de estruturas.Ainda assim a situação das capelanias permanece,em 2007, exactamente como era há vinte anos(e antes). Só os crentes católicos têm direito a assistência religiosa permanente e só os sacerdotes católicos gozam de acesso directo e universal-ou seja,a todos os internados, a qualquer hora, seja qual for o clube espiritual-e são pagos por esse serviço.Os religiosos de outros cultos(apetece dizer “não oficiais”)funcionam em regime de voluntariado e mediante autorização caso a caso, não existindo qualquer regulamentação que lhes garanta o acesso ou as condições em que é facultado.Estão dependentes dos humores dos porteiros, das direcções e até dos capelães, e não raro são impedidos de entrar.&lt;br /&gt;Há dois anos,o actual Governo anunciou a sua intenção de rever a situação e a constituição de um grupo interministerial, do qual nunca mais houve notícia.Sabe-se há meses que o Ministério da Saúde anda a preparar um diploma próprio, do qual não existirá ainda versão definitiva.Do que dele transpirou, exige que os pacientes à entrada do internamento registem a sua vontade de ter ou não assistência religiosa,restringindo o contacto dos ministros das várias confissões aos que o solicitaram.Uma regra que,parece,não agrada à Igreja Católica,que chama “ridícula”, “inaceitável” e “inconcebível” a proposta.É compreensível.É aliás bom sinal.Quem tem monopólio detesta perdê-lo.O que de certo não se poderá compreender é que,em 2007,um governo socialista de um Estado constitucionalmente laico não faça o que tem a fazer-e que há muito já devia ter sido feito.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Este texto chegou-me às mãos três dias depois de ter sido publicado. De facto, há muito que deixei de ler os jornais, e o artigo da ilustre jornalista – não faço ironia, porque, trata-se de alguém laureado por trabalhos jornalísticos seus e que profissionalmente tem a categoria de grande repórter – o seu artigo é um bom exemplo daquilo que me afasta cada vez mais da grande comunicação social.&lt;br /&gt;A primeira decisão foi de nem sequer o ler, influenciado pelo título e as palavras em caixa.&lt;br /&gt;Acabei depois transcrevendo o escrito de Fernanda Câncio. Claro, também por uma questão de ética, que infelizmente não abunda nos nossos jornais: é que assim, os meus visitantes podem confrontar o meu comentário com o seu objecto.&lt;br /&gt;Para que o meu post não fique demasiado extenso, por hoje limitar-me-ei a uma  introdução que me parece oportuno antepor ao comentário propriamente dito, que virá a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Gostaria de informar Fernada Câncio e os que pensam como ela, se porventura me lerem, que sou padre católico vai para quarenta e sete anos e até hoje não senti qualquer apoio, nem social, nem económico, nem financeiro, no exercíco do meu ministério, que não fosse o normal num Estado respeitador dos valores religiosos dos cidadãos. Posso até dizer que, na minha juventude, pude verificar que em Portugal era vítima de discriminações que não existiam noutros países da Europa.&lt;br /&gt;Quanto a esse fantasma da Concordata Salazar/Vaticano, ao contrário do que diz Fernanda Câncio, não foi revogada, senão na mente de alguns funcionários que, desrespeitando uma das determinações mais importantes do último acordo, se puseram a interpretar e a aplicar um texto que só terá força de lei quando devidamente regulamentado.&lt;br /&gt;Mas deixemo-nos de concordatas, que, pelo menos no que diz respeito a Portugal, de D. Dinis a Sampaio (nomeio os chefes de Estado ao tempo da assinatura da mais antiga e da mais recente, porque pelo meio houve outras, sempre denunciadas unilateralmente, se exceptuarmos a de 1940, pelo Estado), foram todas da iniciativa do poder político, naturalmente na esperança de obter vantagens relativamenet à influência da Igreja sob as populações.&lt;br /&gt;É por isso que sou contra as concordatas, que me parecem inúteis num regime verdadeiramente democrático.&lt;br /&gt;Já que falamos de capelanias, todos os países da Europa ocidental, mesmo sem sombra de concordata, as têm, nos hospitais, nas prisões, nas forças armadas e nas escolas (no caso dos países onde não se ministra a disciplina de Religião e Moral). E acrescente-se que, na maior parte dos casos, estas capelanias funcionam a expensas do Estado.&lt;br /&gt;Da concordata de 1940, a única vantagem que tirei, foi a de requisitar todos anos, até à ordenação sacerdotal, o adiamento de incorporação, como, aliás, fazia qualquer estudante.&lt;br /&gt;Depois de ordenado, já com  licenciatura em Teologia, fiz o “juramento de bandeira” , com todas as restrições mentais que me pareceram necessárias e legítimas. Deram-me  depois a “caderneta”, segunda classe de comportamento e 8º ano do Seminário, como habilitações literárias. Ficando obrigado ao pagamento da taxa militar até aos 45 anos, período em que não podia deslocar-me ao estrangeiro sem a licença dos serviços militares competentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Basta de aflar de mim!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até ao próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-536860093367416946?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/536860093367416946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=536860093367416946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/536860093367416946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/536860093367416946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/10/ignorncia-e-m-f.html' title='IGNORÂNCIA E MÁ FÉ'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2451473330752125213</id><published>2007-09-15T21:23:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:09.470Z</updated><title type='text'>OS TRIBUNAIS E O TRIBUNAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RuxAAd41NCI/AAAAAAAAAFY/hzURWuhW0AU/s1600-h/jornal.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110530053925844002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RuxAAd41NCI/AAAAAAAAAFY/hzURWuhW0AU/s320/jornal.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Ruw_n941NBI/AAAAAAAAAFQ/L8KmWRYvek8/s1600-h/JUSTIÃA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110529633019048978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Ruw_n941NBI/AAAAAAAAAFQ/L8KmWRYvek8/s320/JUSTI%C3%87A.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que me deixem entrar por um curto momento, para dizer duas palavras do longo discurso que me baila na mente há meses, cada vez com mais insistência, cada vez com mais fúria, e que tenho grande dificuldade em reter.&lt;br /&gt;Tenho de desabafar: Será apenas um ligeiro escape do que foi passando de desencanto a indignação, a revolta contra a tirania do mercado da notícia, que, em nome do direito de informar, julga, condena, absolve, volta a condenar, absolve outra vez, de novo condena... arrastando pela lama tudo e todos, inventando suspeitas onde os boateiros não são suficientemente imaginativos: porque o que importa é vender.&lt;br /&gt;E não falo apenas da tragédia Mccan.&lt;br /&gt;Esta vem depois de outras, de há meia dúzia de anos para cá.&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que o que caracteriza um regime democrático é o respeito pela separação de poderes: Os deputados fazem as leis (poder legislativo), o governo executa as leis (poder executivo), os tribunais julgam os  crimes (poder judicial).&lt;br /&gt;Os tribunais...&lt;br /&gt;O trágico está em que agora temos, não os tribubais, mas o tribunal... da opinião pública, da comunicação social, da rua.&lt;br /&gt;É o tribunal, que, jogando na irresponsabilidade do anonimato e da ausência de escrúpulos, afoga os tribunais, inutiliza as suas decisões, faz esquecer a justiça.&lt;br /&gt;Não há quem tenha mão nisto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2451473330752125213?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2451473330752125213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2451473330752125213' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2451473330752125213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2451473330752125213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/09/os-tribunais-e-o-tribunal.html' title='OS TRIBUNAIS E O TRIBUNAL'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RuxAAd41NCI/AAAAAAAAAFY/hzURWuhW0AU/s72-c/jornal.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-1131764763716981402</id><published>2007-09-05T10:17:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:09.805Z</updated><title type='text'>MENTIR COM A VERDADE?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rt51K7laWJI/AAAAAAAAAEg/Zjygcay8NuY/s1600-h/MISSAL+DE+1962.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106647858138470546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rt51K7laWJI/AAAAAAAAAEg/Zjygcay8NuY/s320/MISSAL+DE+1962.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rt50xrlaWII/AAAAAAAAAEY/yZhcZqvdOKY/s1600-h/MISSAL+DE+1970.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106647424346773634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rt50xrlaWII/AAAAAAAAAEY/yZhcZqvdOKY/s320/MISSAL+DE+1970.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Peço a palavra para voltar ao assunto, não por se ter falado pouco dele, mas para ajudar – desculpem-me a pretensão -, algum dos visitantes deste blogue que não tenha conseguido abrir caminho no meio da floresta de enganos que a ignorância de muitos e a má fé de uns tantos, plantou por esse mundo de Cristo fora.&lt;br /&gt;E começo por transcrever um texto que me chegou por E-mail, tal como me chegou, conteúdo e forma, para que não se diga que o modifiquei a meu belo prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A partir do próximo dia 14 de setembro qualquer padre poderá celebrar a&lt;br /&gt;missa de sempre. É a data de efetivação do Motu Propio de Bento XVI.&lt;br /&gt;Exatamente no mês que se comemora o centenário da publicação da Encíclica&lt;br /&gt;Pascendi, do Papa Pio X, condenando os erros modernistas dentro da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A este texto, em meu entender um bom exemplo de má fé de pessoas que fazem questão de afirmar o seu catolicismo, junto, antes de mais duas observações pessoais:&lt;br /&gt;Primeiro: dizer que “a partir do próximo dia 14 de setembro qualquer padre poderá celebrar a&lt;br /&gt;missa de sempre” é a afirmação mais absurda em relação à liturgia que até hoje me chegou às mãos ou aos ouvidos.&lt;br /&gt;Missa de sempre?&lt;br /&gt;Mas haverá alguma missa que não seja a de sempre?&lt;br /&gt;Porque, se o missal de 1970 (Paulo VI) não serve para celebrar a missa de sempre, quem me garante que serve para isso o de 1962 (João XXIII), revisão do de Pio X, que, por sua vez era revisão do de Clemente VIII, feita poucos anos após a publicação do de PioV ?  Pio V, o Papa cuja reforma, para responder aos votos do Concílio de Trento, incluía uma drástica redução das formas do rito latino até então em uso em toda e Europa.&lt;br /&gt;Depois, a encíclica Pascendi não condena “os erros modernistas dentro da Igreja”. Porque os “erros modernistas”, se são erros, não o são apenas dentro da Igreja.&lt;br /&gt;A não ser que os autores deste texto tenham um especial conceito de modernismo, que nem sqeuer corresponde ao fundo doutrinal da referida encíclica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para encurtar o discurso, termino esta primeira intervenção sobre o próximo dia 14 de Setembro, dando, em tradução pessoal, que espero seja fiel, um extracto do Art. 1 do “Motu proprio” Summorum Pontificum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Missal Romano promulgado por Paulo VI é a expressão ordinária da “Lex orandi” da Igreja Católica de rito latino. No entanto, o Missal Romano promulgado por S. Pio V e editado de novo pelo B. João XXIII, deve ter-se como expressão extraordinária da mesma “Lex orandi” e dar-se-lhe a honra devida pelo seu venerável e antigo uso. De facto, estas duas expressões da “lex orandi” da Igreja, de modo nenhum produzem divisão nessa “lex orandi”, pois são duas utilizações do único rito romano.&lt;br /&gt;Assim, é permitido celebrar o Sacrifício da Missa, segundo a edição típica do Missal Romano promulgada pelo Beato João XXIII, em 1962 e nunca abrogada, como forma extraordinária da Liturgia da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-1131764763716981402?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/1131764763716981402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=1131764763716981402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1131764763716981402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/1131764763716981402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/09/mentir-com-verdade.html' title='MENTIR COM A VERDADE?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rt51K7laWJI/AAAAAAAAAEg/Zjygcay8NuY/s72-c/MISSAL+DE+1962.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-2499871834779233225</id><published>2007-08-28T20:25:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:10.105Z</updated><title type='text'>CRÓNICA DE HORRORES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtR3RrlaWGI/AAAAAAAAAEI/mRF_MGiwLkU/s1600-h/CRIANÃA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103835423358736482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtR3RrlaWGI/AAAAAAAAAEI/mRF_MGiwLkU/s320/CRIAN%C3%87A.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtR2_blaWFI/AAAAAAAAAEA/pMSrgRKYvzc/s1600-h/DOWN.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103835109826123858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtR2_blaWFI/AAAAAAAAAEA/pMSrgRKYvzc/s320/DOWN.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me bem como, quando era jovem, se falava de um dos crimes mais graves da Alemanha nazi: o eugenismo, ou dito de forma mais simples, a luta pela pureza da raça. E ninguém discutia  a gravidade  desse crime, sistematicamente praticado, nos campos de concentração e fora deles, aparentemente contra os judeus, na prática, porém, em todas as circunstâncias que pudessem sugerir um perigo para a pureza da raça.&lt;br /&gt;Porque a ideologia não é específica do nazismo, como se viu, logo que foi possível separar o racismo da questão judaica, que, afinal, tem servido para dar cobertura a uma infinidade de intolerâncias elegantemente mascaradas.&lt;br /&gt;Depois vieram as sistemáticas lavagens ao cérebro levadas a efeito pelas campanhas abortivas, seguidas de legislações descaradamente eugénicas, ainda que sob a cobertura dos eufemismos em que é particularmente habilidosa a hipocrisia da nossa cultura de morte.&lt;br /&gt;O horror que se conta a seguir é apenas mais um dos que produz esta cultura de morte.&lt;br /&gt;Passou-se há pouco, no hospital de São Paulo, em Milão, uma das cidades mais ricas, se não a mais rica da Itália:&lt;br /&gt;Eram duas meninas gêmeas, três meses de gestação, gravidez perfeitamente normal. Acontecia apenas que uma das meninas sofria do síndrome de Down.  Sem pestanejar, certamente com o consentimento da mãe, os médicos decidem eliminar esta menina, que não era menos mulher do que a irmã.&lt;br /&gt;Mas, quando o homem decide pôr-se no lugar de Deus, podem acontecer horrores impensáveis.&lt;br /&gt;Foi assim que, tendo as meninas entretanto mudado de posição no ventre materno, os médocos mataram a que era considerada sã! Por “uma terrível fatalidade” exlicou o hospital.&lt;br /&gt;Uma terrível fatalidade, a morte da criança considerada sã.&lt;br /&gt;E como se corrigiu esta fatalidade?&lt;br /&gt;Claro, não havia correcção possível, pensaram os médicos; por isso decidiram eliminar também a outra.&lt;br /&gt;E assim se eliminam duas vidas humanas: Por eugenismo?&lt;br /&gt;Sim. Mas isso não teria acontecido se não vivêssemos mergulhados numa cultura de morte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-2499871834779233225?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/2499871834779233225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=2499871834779233225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2499871834779233225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/2499871834779233225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/crnica-de-horrores.html' title='CRÓNICA DE HORRORES'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtR3RrlaWGI/AAAAAAAAAEI/mRF_MGiwLkU/s72-c/CRIAN%C3%87A.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6837205539490409129</id><published>2007-08-25T23:44:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:10.426Z</updated><title type='text'>A MENTIRA DAS OMISSÕES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtCyNrlaWEI/AAAAAAAAAD4/hy8jEJTiC0M/s1600-h/BARROS+GOMES.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102774325918455874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtCyNrlaWEI/AAAAAAAAAD4/hy8jEJTiC0M/s320/BARROS+GOMES.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtCxS7laWDI/AAAAAAAAADw/6Niw6cBEyYg/s1600-h/BARROS+GOMES.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102773316601141298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtCxS7laWDI/AAAAAAAAADw/6Niw6cBEyYg/s320/BARROS+GOMES.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltemos à figura de Barros-Gomes: fala-se da sua morte.&lt;br /&gt;Quando Bernardino Barros Gomes enviuvou, em 1879, fez-se membro da Congregação de S. Vicente de Paulo (Lazaristas). Ordenou-se presbítero em 1888, no Convento de Arroios, em Lisboa. Foi aí, no dia 4 de Outubro de 1910, que uma bala transviada o atingiu mortalmente. "Um santo e um sábio"- foram as palavras da imprensa da capital ao referir-se à sua morte (cf. Rosa Azambuja: CIDADE DA MARINHA GRANDE SUBSÍDIOS PARA A SUA HISTÓRIA )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito assim, até parece que Barros-Gomes morreu por acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos como descreve essa morte quem a investigou de modo sério e científico: “Ao irromperem pela biblioteca dentro depois da morte do Padre Fragues, os assaltantes distinguem na sala deserta, que a sombra da tarde envolve em penumbra, a cbeça alvinitente do venerando septuagenário. “Mais um” – gritam furiosos. Estala um tiro. O Padre Barros-Gomes cai de bruços sem um queixume. Mas não morre logo. Contorce-se em agonia (Bráulio Guimarães: Padre Barros-Gomes, Vítima da República. Aletheia Editores. Lisboa, 2006. Pg 369).&lt;br /&gt;O que se passa na casa de Arroios entre a tarde e a madrugada daqueles dias, 4/5 de Outubro) é de tal modo horroroso, que não faz sentido recordá-lo aqui.&lt;br /&gt;O que se transcreve é suficiente para vermos que a morte dos lazaristas presentes no edifício, foi efeito de muito mais do que “uma vala transviada”.&lt;br /&gt;É evidenteque não será com relatos como o de Rosa Azambuja, que conseguiremos purificar a memória deste século.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6837205539490409129?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6837205539490409129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6837205539490409129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6837205539490409129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6837205539490409129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/mentira-das-omisses.html' title='A MENTIRA DAS OMISSÕES'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtCyNrlaWEI/AAAAAAAAAD4/hy8jEJTiC0M/s72-c/BARROS+GOMES.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-837664860841209883</id><published>2007-08-25T19:20:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:10.686Z</updated><title type='text'>VÍTIMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBzPrlaWAI/AAAAAAAAADY/YzDqrXjmQaw/s1600-h/REPÃBLICA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102705091045644290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBzPrlaWAI/AAAAAAAAADY/YzDqrXjmQaw/s320/REP%C3%9ABLICA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabo de ler a biografia do Padre Barros Gomes (Aletheia Editores, Lisboa 2006), que os contemporâneos classificaram de “sábio e de santo”, e que morreu assassinado por agitadores republicanos, injectados de ódio às ordens religiosas, a 4 de Outubro de 1910.&lt;br /&gt;Por coincidência, termino esta leitura no dia em que se completam cem anos sobre a eleição do primeiro Presidente da República Portuguesa, Dr. Manuel de Arriaga.&lt;br /&gt;As informações que consegui colher sobre os últimos anos de vida desta figura da Primeira República levaram-me a pensar que também o Dr. Arriaga merecia que se escrevesse sobre ele com um pouco mais de objectividade, até para se perceber que afinal, só se pode dizer que o Padre Barros Gomes foi vítima da República segundo um certo sentido. E creio que todos, republicanos ou não, estamos interessados em descobrir esse sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-837664860841209883?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/837664860841209883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=837664860841209883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/837664860841209883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/837664860841209883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/vtimas_25.html' title='VÍTIMAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBzPrlaWAI/AAAAAAAAADY/YzDqrXjmQaw/s72-c/REP%C3%9ABLICA.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7274302503422590623</id><published>2007-08-25T19:04:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:10.887Z</updated><title type='text'>VÍTIMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBxA7laV_I/AAAAAAAAADQ/XCxVgUnqLOs/s1600-h/REPÃBLICA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102702638619318258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBxA7laV_I/AAAAAAAAADQ/XCxVgUnqLOs/s320/REP%C3%9ABLICA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabo de ler a biografia do Padre Barros Gomes (Aletheia Editores, Lisboa 2006), que os contemporâneos classificaram de “sábio e de santo”, e que morreu assassinado por agitadores republicanos, injectados de ódio às ordens religiosas, a 4 de Outubro de 1910.&lt;br /&gt;Por coincidência, termino esta leitura no dia em que se completam cem anos sobre a eleição do primeiro Presidente da República Portuguesa, Dr. Manuel de Arriaga.&lt;br /&gt;As informações que consegui colher sobre os últimos anos de vida desta figura da Primeira República levaram-me a pensar que também o Dr. Arriaga merecia que se escrevesse sobre ele com um pouco mais de objectividade, até para se perceber que, afinal, só se pode dizer que o Padre Barros Gomes foi vítima da República segundo um certo sentido. E creio que todos, republicanos ou não, estamos interessados em descobrir esse sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7274302503422590623?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7274302503422590623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7274302503422590623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7274302503422590623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7274302503422590623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/vtimas.html' title='VÍTIMAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RtBxA7laV_I/AAAAAAAAADQ/XCxVgUnqLOs/s72-c/REP%C3%9ABLICA.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7627915471130791578</id><published>2007-08-22T11:13:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:11.315Z</updated><title type='text'>A BANALIZAÇÃO DO HORROR</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RswNErlaV8I/AAAAAAAAAC4/5K1He5wu6N4/s1600-h/GULAG.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101466851974207426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RswNErlaV8I/AAAAAAAAAC4/5K1He5wu6N4/s320/GULAG.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RswM1LlaV7I/AAAAAAAAACw/rqOKa5rjv34/s1600-h/AUSHWITZ.1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101466585686235058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RswM1LlaV7I/AAAAAAAAACw/rqOKa5rjv34/s320/AUSHWITZ.1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ainda muito jovem quando comecei a tomar contacto com os relatos do que se passava nos campos de concentração organizados com todos os requintes permitidos pela tecnologia do tempo. E faziam-me tremer tais relatos.&lt;br /&gt;Um pouco mais tarde vieram as imagens: retratos de arquivo, em alguns casos, cenas de ficção noutros. E o horrror era maior: não percebia como era possível os homens fazerem tanto mal uns aos outros.&lt;br /&gt;Depois chegaram as descrições do que se passava nos campos de concentração soviéticos: a respeito do regime que os produzira ouvi um dia a certo realizador cinematográfico, que era a própria encarnação do mal. E quando lhe perguntei se tal encarnação não seria antes o nazismo, ele, que experimentara na carne os males dos dois, respondeu sem hesitar. Não: porque enquanto o nazismo se diazia abertamente assente no ódio a tudo o que não fossem os valores da raça, o marxismo sempre se apresentou como a ideologia da libertação do homem.&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio; mas fui dizendo a mim mesmo que não queria escolher entre nenhum desses sistemas: qualquer deles, ao negar a transcendência do nosso destino, abria a porta a todos os horrores que algum dia se revelassem úteis ao egoismo humano.&lt;br /&gt;Vêm-me à mente estas ideias, enquanto ouço ou leio o que se diz na grande comunicação social a propósito dos números relativos à prática do aborto em Portugal, no primeiro mês de vigência da nova lei.&lt;br /&gt;Parece que a maioria dos abortistas, autoridades sanitárias incluídas, ficaram preocupados com tão reduzido número de abortos. Até se apressaram a tranquilizar alguém que estivesse com reservas, temendo os efeitos negativos dos métodos mais praticados nas clínicas “autorizadas”: Que não, senhor! Aborto cirúrgico ou medicamenetoso, tem os mesmo riscos.&lt;br /&gt;Neste momento não venho comentar o que talvez nem sequer mereça comentários.&lt;br /&gt;Peço a palavra apenas para dizer que me causa náuseas esta linguagem: abortos provocados, com o meu dinheiro, um ou mil, tanto faz: sou criminoso na mesma.&lt;br /&gt;Mas, o que me parece mais grave, é que todo este discurso, quaisquer que sejam as máscaras atrás das quais se esconda, acaba necessariamente banalizando o horror.&lt;br /&gt;Aquele horror que, quando era mais novo, ma causavam as imagens dos campos de concentração, gulags nazis e soviéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7627915471130791578?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7627915471130791578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7627915471130791578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7627915471130791578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7627915471130791578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/banalizao-do-horror.html' title='A BANALIZAÇÃO DO HORROR'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RswNErlaV8I/AAAAAAAAAC4/5K1He5wu6N4/s72-c/GULAG.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-9203256688892283272</id><published>2007-08-02T00:09:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:11.426Z</updated><title type='text'>IDENTIDADE E DIÁLOGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RrETETO_FrI/AAAAAAAAACY/UoTOnrR9ceo/s1600-h/istambul.3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093873618136274610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RrETETO_FrI/AAAAAAAAACY/UoTOnrR9ceo/s320/istambul.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se cada vez mais claro que a perseguição aos cristãos nos países de maioria muçulmana, de um modo ou de outro, sempre viva, sobretudo nas zonas da parte oriental do Império Romano, donde quase fizeram desaparecer as comuniaddes cristãs, torna-se cada vez mais claro que esta perseguição se agravou de forma drástica após a última guerra, devido principalmente à protecção que no mundo ocidental conseguiram os sionistas.&lt;br /&gt;De vez em quando ouve-se falar das leis da reciprocidade – exigir aos muçulmanos que dêem aos cristãos a liberdade que reclamam para si - como se estivéssemos apenas perante uma questão de consensos a negociar.&lt;br /&gt;Afinal, o que tem faltado aos cristãos, não são as ideias nem os princípios, nem sequer, em certas circunstâncias, alguma coragem.&lt;br /&gt;Aos visitantes deste blogue ofereço o extracto seguinte de uma entrevista concedida pelo jornalista Zazucchi à agência Zenit, após uma viagem que realizou através de vários países muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zazucchi:&lt;br /&gt;Diz-se sempre que não se pode dialogar se não se tem uma identidade forte. É verdade. Recentemente, o bispo auxiliar caldeu de Bagdá, dom Shlemon Warduni, dizia-me que a primeira ajuda que os cristãos do Iraque pedem aos cristãos ocidentais é a de «ser verdadeiros cristãos, não escravos do relativismo». Este pedido, segundo o bispo, chega até mesmo antes que as manifestações de protesto contra a falta de liberdade nos paises de maioria muçulmana.&lt;br /&gt;Na verdade parece-me que para o cristão identidade e diálogo vão sempre de mãos dadas: quanto mais clara é a identidade dos cristãos (e, sobretudo, vivida), o diálogo pode avançar mais; e o diálogo é mais autêntico (e não se reduz a sincretismo, relativismo ou irenismo) e a identidade dos cristãos reforça-se mais. Isto é testemunhado pelos «cristãos nas terras do Alcorão». Os próximos anos serão duros, sem dúvida, porque as tensões políticas, sociais e económicas estão exasperadas. Mas esta presença, ainda exígua, dos cristãos é e será sempre fonte de esperança. Esperança cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zenit-16 de Julho de 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-9203256688892283272?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/9203256688892283272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=9203256688892283272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/9203256688892283272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/9203256688892283272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/08/identidade-e-dilogo.html' title='IDENTIDADE E DIÁLOGO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RrETETO_FrI/AAAAAAAAACY/UoTOnrR9ceo/s72-c/istambul.3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-8452836953490279554</id><published>2007-07-31T17:28:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:11.515Z</updated><title type='text'>PURIFICAÇÃO OU BRANQUEAMENTO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rq9j3jO_FoI/AAAAAAAAACA/naMZk201V-4/s1600-h/REGICÃDIO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093399509581371010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rq9j3jO_FoI/AAAAAAAAACA/naMZk201V-4/s320/REGIC%C3%8DDIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Purificação ou branqueamento da memória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos que precederam e seguiram imediatamente o Grande Jubileu do Ano 2000, falou-se muito, a torto e a direito de “purificação da memória”, à raiz de um texto do Papa João Paulo II, que, entre outras recomendações &lt;em&gt;ad intra&lt;/em&gt;, para os católicos, dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Porta Santa do Jubileu do 2000 deverá ser, simbolicamente, mais ampla do que nos jubileus precedentes, porque a humanidade, chegada àquela meta, deixará atrás de si não apenas um século, mas um milénio. Será bom que a Igreja entre por essa passagem com a consciência clara daquilo que viveu ao longo dos últimos dez séculos. Ela não pode transpor o limiar do novo milénio sem impelir os seus filhos a purificarem-se, pelo arrependimento, de erros, infidelidades, incoerências, retardamentos. Reconhecer as cedências de ontem é acto de lealdade e coragem que ajuda a reforçar a nossa fé, tornando-nos atentos e prontos para enfrentar as tentações e as dificuldades de hoje” (&lt;em&gt;Tertio Millenio&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Adveniente&lt;/em&gt;, 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram muitos os gestos realizados pelo Papa, em ordem a realizar essa purificação da memória, que ele apresentava como um dos objectivos do Grande Jubileu.&lt;br /&gt;Mas, tanto as características desses gestos, como as palavras acima citadas afirmam claramente que o que se pretende é que a Igreja entre no terceiro milénio “com a consciência clara daquilo que viveu ao longo dos últimos dez séculos” , pois “ela não pode transpor o limiar do novo milénio sem impelir os seus filhos a purificarem-se, pelo arrependimento, de erros, infidelidades, incoerências, retardamentos”.&lt;br /&gt;Quer dizer: &lt;strong&gt;purificar &lt;/strong&gt;a memória, não é &lt;strong&gt;apagar&lt;/strong&gt; da memória, nem muito menos manipular os factos, ocultando o seu real significado, quando é negativo.&lt;br /&gt;Isso seria, não purificar, mas &lt;strong&gt;branquear&lt;/strong&gt;, que é o que a cada passo procuram fazer as ideologias, tentando sobreviver assim ao juízo severo da História.&lt;br /&gt;A primeira década portuguesa deste terceiro milénio vai concluir-se com a recordação de uma data cuja importância corre o risco de ficar mais uma vez perdida na retórica dos discursos ideológicos – naturalmente uns a favor, outros contra – se não aceitamos o princípio de que as comemorações do passado só são úteis se nelas se realiza uma autêntica purificação da memória.&lt;br /&gt;Isso exige grande lucidez, para se não confundir purificação com branqueamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-8452836953490279554?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/8452836953490279554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=8452836953490279554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8452836953490279554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8452836953490279554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/07/purificao-ou-branqueamento.html' title='PURIFICAÇÃO OU BRANQUEAMENTO?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Rq9j3jO_FoI/AAAAAAAAACA/naMZk201V-4/s72-c/REGIC%C3%8DDIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-6345380082676881897</id><published>2007-07-09T19:42:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:11.750Z</updated><title type='text'>PARA A RECONCILAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RpKB1mVQliI/AAAAAAAAABw/1TTyDJPvfiE/s1600-h/ABRAÃO.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085269687077475874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RpKB1mVQliI/AAAAAAAAABw/1TTyDJPvfiE/s320/ABRA%C3%87O.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para facilitar a reconciliação dentro da Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao tema mais polémico dos últimos dias, no que se refere à vida interna da Igreja, a ver se oferece aos visitantes dos meus blogues uma erflexão mais serena, pelo menos assim o creio.&lt;br /&gt;Falo do Motu Proprio Summorum Pontificum, que se ocupa do uso do rito latino, na celebração ad Eucaristia, segundo o missal de 1962, publicado por João XXIII.&lt;br /&gt;E porque infelizmente, não temos em Portugal nenhuma agência noticiosa que tenha tido a honestidade de fazer uma síntese objectiva do referido documento, ponho aqui a de uma agência estrangeira, que, apesar de certas reticências, me parece fiel e diz o que era oportunio dizer, quando se fez tanto barulho sobre fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Papa acrescenta uso mais antigo do Missal buscando unidade eclesial:&lt;br /&gt;Publica o «Motu Proprio» sobre o uso do Missal Romano de 1962, dois usos do único rito romano, para reforçar a reconciliação dentro da Igreja: é o objectivo de Bento XVI com a promulgação, em 7 de Julho, da Carta Apostólica em forma de «Motu Proprio» «Summorum Pontificum» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970.&lt;br /&gt;Seguindo estas disposições, o Missal Romano promulgado por Paulo VI (procedendo à reforma litúrgica, em 1970) e reeditado duas vezes por João Paulo II é e permanece como forma ordinária da Liturgia Eucarística da Igreja católica de rito latino.&lt;br /&gt;Por sua vez, o Missal Romano promulgado por São Pio V e editado novamente pelo beato João XXIII (em 1962, quando a Missa era celebrada em latim) poderá ser utilizado como forma extraordinária da celebração litúrgica. Não são dois ritos, mas um duplo uso do mesmo e único rito, esclarece o Santo Padre.&lt;br /&gt;Numa carta que anexa ao Motu proprio e dirige a todos os bispos do mundo, o Papa centra o motivo da sua decisão na busca de «uma reconciliação interna no seio da Igreja».O Papa também esclarece que o documento não diminui o Concílio Vaticano II&lt;br /&gt;nem põe em dúvida sua reforma litúrgica.&lt;br /&gt;De facto, o Missal de 1962 foi sempre permitido. As novas disposições do Papa só mudam algumas condições para o uso desse Missal, já que com a introdução do novo Missal não foram estabelecidas normas para o possível uso do anterior. E muitos permaneciam fortemente ligados ao uso antigo do Rito romano.&lt;br /&gt;O Papa faz uma distinção, aludindo ao arcebispo Lefebvre e sua defesa do Misal antigo: « mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade». Com efeito, «muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia». O que resultou diso foi que em muitos lugares não se celebrou de uma maneira fiel ao novo Missal, levando a deformações da liturgia «ao limite do suportável», reconhece Bento XVI.&lt;br /&gt;O Papa ainda sublinha que as duas formas do uso do Rito romano podem enriquecer-se mutuamente, pois não existe contradição entre uma e outra edição.&lt;br /&gt;A Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei» será responsável por velar, em nome da Santa Sé, pela aplicação do Motu Próprio.&lt;br /&gt;Com o «Motu Proprio» o Papa considera «seu dever ajudar a todos os fiéis» a viver «a Eucaristia» da maneira «mais digna e consciente, reforça o porta-voz vaticano, o padre Federico Lombardi. &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Agência ZENIT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-6345380082676881897?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/6345380082676881897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=6345380082676881897' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6345380082676881897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/6345380082676881897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/07/para-reconcilao.html' title='PARA A RECONCILAÇÃO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RpKB1mVQliI/AAAAAAAAABw/1TTyDJPvfiE/s72-c/ABRA%C3%87O.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-7966337470867290005</id><published>2007-07-07T21:40:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:11.966Z</updated><title type='text'>SUMMORUM PONTIFICUM</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Ro_7A2VQlgI/AAAAAAAAABg/0z9Xy3AuHvo/s1600-h/PADRES.7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084558496327833090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Ro_7A2VQlgI/AAAAAAAAABg/0z9Xy3AuHvo/s320/PADRES.7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;br /&gt;Recusei-me a escrever sobre o tema enquanto não tive à mão o documento prometido e sobre o qual todos achavam que podiam exprimir a sua opinião, sobretudo quando se tratava de atacar o Papa.&lt;br /&gt;Ainda ecoa nos meus ouvidos a frase inquieta daquele jovem sacerdote: já sabemos o suficiente para ver que a Igreja está a recuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ele aí está!&lt;br /&gt;Começa assim, numa tradução porvisória: &lt;em&gt;O cuidado dos Sumos Pontífices, até hoje, foi sempre que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno “para o louvor e a glória do Seu nome” e “para a utilidade de toda a Sua santa Igreja”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curto, com uma clareza rara no latim da cúria, a testemunhar como a designação da Eucaristia por &lt;em&gt;Sacramnentum Caritatis&lt;/em&gt;, não foi um lugar comum, expressão sem sentido no coaraçã grande de Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a leitura, que fiz já ao fim da tarde, para além de um extraordiário conforto, não resisti ao apelo à acção de graças: porque Deus, depois de me ajudar a esperar com serenidade no meio do coro infernal que se lavantou por aí, me traz o conforto de um documento que, sem me exigir, a mim pessoalmente, qualquer alteração na prática, torna mais claro o rosto materno da Igreja; e quais são as verdadeiras dimensões da tolerância.&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de exprimir uma mágoa profunda, que me vem do modo como a comunicação social, sobretudo ligada à Igreja, alguma com grande responsabilidade, pela autoridade que muitos leitores lhe atribuem, tratou este assunto.&lt;br /&gt;Em certos casos, se não querem que os classifiqemos de má fé, podemos, pelo menos, falar de grande leviandade. O que é muito grave, num mundo como o nosso, onde o que abunda são as tribunas do erro e da má fé.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-7966337470867290005?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/7966337470867290005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=7966337470867290005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7966337470867290005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/7966337470867290005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/07/summorum-pontificum.html' title='SUMMORUM PONTIFICUM'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/Ro_7A2VQlgI/AAAAAAAAABg/0z9Xy3AuHvo/s72-c/PADRES.7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-743186209309615602</id><published>2007-06-21T20:52:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:12.451Z</updated><title type='text'>HUMOR OU IGNORÂNCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RnrYL-LUqEI/AAAAAAAAAA4/GiCp7Ihcp6o/s1600-h/Coimbra.unv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078609229994305602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RnrYL-LUqEI/AAAAAAAAAA4/GiCp7Ihcp6o/s320/Coimbra.unv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078608903576791090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RnrX4-LUqDI/AAAAAAAAAAw/vIfsm-8P55c/s320/Santo+A.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Tenho visto, porque aquele concurso aparece ali, sem se anunciar, sem pedir licença, também sem grande lógica, a desafiar não sei realmente que público, pois raramente as perguntas têm algum respeito pela categoria das pessoas, dos monumentos ou dos locais mostrados. E menos ainda pelos inquiridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ontem, aquilo foi demais: havia uma imagem de Coimbra, e perguntava-se com todo o desplante:&lt;br /&gt;Quem frequentou a Universidade de Coimbra?&lt;br /&gt;a) A Santinha da Ladeira?&lt;br /&gt;b) A Senhora de Fátima?&lt;br /&gt;c) ou Santo António?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que se tratasse de uma brincadeira, ainda que de mau gosto, com uma cilada a desafiar a cultura geral dos telespectaadores. Mas reparando melhor, quando a cena se apresentou de novo, fiquei com a impressão de que a apresentadora sugeria que respondessem Santo António.&lt;br /&gt;Isto será possivel?&lt;br /&gt;Mas os organizadores do concurso não sabem que Santo António morreu em 1231, enquanto a Universidade, fundada em Lisboa por D. Dinis, em 1290, só chegou a Coimbra em 1308?&lt;br /&gt;Sabem?&lt;br /&gt;Então é bom que se saiba que este concurso não é sério.&lt;br /&gt;Não sabem?&lt;br /&gt;Eu preferia a primeira hipótese. Má, mas menos vergonhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-743186209309615602?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/743186209309615602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=743186209309615602' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/743186209309615602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/743186209309615602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/06/humor-ou-ignorncia.html' title='HUMOR OU IGNORÂNCIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RnrYL-LUqEI/AAAAAAAAAA4/GiCp7Ihcp6o/s72-c/Coimbra.unv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-8635526858199594212</id><published>2007-05-28T00:41:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T06:02:12.732Z</updated><title type='text'>RADIO E CULTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RloYETljF7I/AAAAAAAAAAo/IotLX3HGzaY/s1600-h/LOYOLA.2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069390792815220658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RloYETljF7I/AAAAAAAAAAo/IotLX3HGzaY/s320/LOYOLA.2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RloX0zljF6I/AAAAAAAAAAg/Ofzy2r93JdU/s1600-h/LOYOLA.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069390526527248290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RloX0zljF6I/AAAAAAAAAAg/Ofzy2r93JdU/s320/LOYOLA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ignorância ou má fé?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando liguei o motor do carro, rádio ligado à antena dois, transmitia-se uma música que me chamou a atenção tanto pelo prazer estético que me causava, como pelo desejo que senti de saber mais sobre aquela belíssima peça: era, afinal – segundo pude concluir das informações atabalhoadas do apresentador do programa – o “Libera me”, da Missa de Requiem composta por Vitória para as exéquias da irmã de Filipe II, Maria de Áustria.&lt;br /&gt;Depois, aquele culto apresentador continuou as suas notas de ordem histórica. Escrevo procurando ser o mais fiel possível ao que ouvi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1490 nasceu em Guipuzcoa, província de Castela, Inácio de Loyola, fundador de uma ordem que em breve seria a mior defensora das idéias do catolicismo romano. Enviada para a América, aí torturou e perseguiu os povos daquele império, onde, segundo uma lenda antiga, o sol nunca se punha.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mudei de posto, porque senti nojo de tais disparates, tarnsmitidos por uma emissora estatal, que pretende realizar um serviço público de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guipuzcoa, província de Castela?!&lt;br /&gt;Qualquer dia, este senhor dirá que o Minho é uma província do Alentejo. No que, diga-se de passagem, não cometeria um erro tão grosseiro, seja qual for a perspectiva que se adopte, como o de meter uma região do País Basco nas planuras de Castela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o cúmulo da grosseria vem depois.&lt;br /&gt;Deixemos de lado o cliché da Companhia de Jesus como a maior defensora das ideias do catolicismo romano (costuma dizer-se que foi a maior força ao serviço da Contra-Reforma).&lt;br /&gt;O que é espantoso é que se afirme que na América “torturou e perseguiu” um povo, para defender o qual acabou por ter contra si as cortes europeias, que, com o nosso rei Dom José e o seu valido, o Marquês de Pombal, à frente, não descansaram enquanto não conseguiram a sua supressão.&lt;br /&gt;Com tais sábios, onde irão parar figuras como Bartolomeu de las Casas, Anchieta e António Vieira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a concluir, aquela do sol...&lt;br /&gt;Nos meus tempos de estudante ouvi dizer várias vezes que Filipe II, depois de ser aclamado rei de Portugal, afirmava, com razão, que nos seus domínios, o sol nunca se punha.&lt;br /&gt;Agora, a nossa rádio cultural, a propósito de supostas vítimas de tortura e perseguição, por parte da Companhia de Jesus, fala-nos de um império onde, “segundo uma lnda antiga, o sol nunca se punha”!&lt;br /&gt;Pasme-se da seriedade deste serviço público!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-8635526858199594212?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/8635526858199594212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=8635526858199594212' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8635526858199594212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8635526858199594212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/05/radio-e-cultura.html' title='RADIO E CULTURA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYvQV7KleZ4/RloYETljF7I/AAAAAAAAAAo/IotLX3HGzaY/s72-c/LOYOLA.2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-8169016450999071037</id><published>2007-05-06T00:53:00.000+01:00</published><updated>2007-05-06T00:57:01.553+01:00</updated><title type='text'>EUROPEU... QUE PARLAMENTO?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A Canonização do Insulto&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vem de longe o hábito de insultar quando se perdeu a razão, ou não se conseguem argumentos para convencer os outros da justeza dos nossos pontos de vista.&lt;br /&gt;Quando eu era mais jovem, dizia-se que isso acontecia sobretudo nas sociedades culturalmente atrasadas, sem hábitos de discussão de ideias. E assim se explicava que em Portugal se não soubesse discutir: apenas se lutava, com palavras mais ou menos obscenas, contra a dignidade uns dos outros; não havia ideias a comparar, mas adversários a abater.&lt;br /&gt;Cheguei a sonhar que, quando entrássemos no clube dos países democráticos, todos mais cultos de que nós, as coisas melhorassem: afinal, pioraram... porque, de facto, nesta Europa que recusa as suas raízes, ficámos sem valores objectivos, referências seguras, quadros éticos donde nos venham fronteiras que não sejam presídios, mas padrões de liberdade.&lt;br /&gt;Hoje falo apenas de um facto, mas que me parece tão grave, que só não fez estremecer os cidadãos esclarecidos, porque a anastesia das ideologias torna as mentes cada vez mais obtusas.&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que as fobias, qualquer que fosse o seu tipo, eram doenças que devíamos tratar como tais, com respeito e carinho pelas suas vítimas. E se eram doenças, seria desumano, tanto etiquetar os doentes, como atribuí-las a quem as não tinha.&lt;br /&gt;Pois agora - pasme-se diante do progresso a que chegámos! – há quem venha para a rua gritando contra esses doentes... e consegue-se que parlamentos, como o europeu, proibam estar doente...&lt;br /&gt;Parece uma brincadeira, mas não é.&lt;br /&gt;Há muitos anos que aprendi, em estudos de diversos níveis, que, do ponto de vista da sua orientação sexual, as pessoas se dividiam em heterossexuais – a maioria – e homossexuais... uma minoria que nos últimos anos, por razões que não vêm ao caso, tem vindo a crescer.&lt;br /&gt;Apesar do barulho e dos acidentes legislativos que provocou esta realidade, no campo do significado das palavras, nunca os termos hetero- e homossexual, tiveram qualquer conotação, negativa ou positiva.&lt;br /&gt;Dizer que alguém é hetero ou homossexual, não traz consigo mais do que uma informação, que, como qualquer outra, será recebida por quem a ouvir segundo o seu modo de estar na vida.&lt;br /&gt;Mas não acontece o mesmo, quando se diz de alguém que é homófobo. E foi por isso que um dos candidatos à Presidência da República Francesa, quando um dos seus ouvintes que se apresentava como homossexual, o acusou de ser homófobo, reagiu com violência, dizendo que não admitia que o insultassem pela sua orientação sexual, tal como ele não insultava os outros.&lt;br /&gt;Agora vem o Parlamento Europeu condenar a homofobia... só falta que se ocupe das outras fobias, como, por exemplo, a claustrofobia... a ver se consegue o que os psiquiatras não conseguem.&lt;br /&gt;Pessoalmente não tenho nada, nem nunca tive, contra os homosexuais... só gostaria que deixassem de chamar lésbicas às mulheres homosexuais, porque isso pode conter um erro muito grave em relação a uma grande artista da Antiguidade.&lt;br /&gt;Mas considero um insulto que me chamem homófobo, como se a minha orientação heterosexual resultasse de uma patologia em relação às pessoas do meu sexo; como se fosse uma doença, uma distorsão da personaliadde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-8169016450999071037?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/8169016450999071037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=8169016450999071037' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8169016450999071037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/8169016450999071037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/05/europeu-que-parlamento.html' title='EUROPEU... QUE PARLAMENTO?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117690954377202490</id><published>2007-04-18T16:03:00.000+01:00</published><updated>2007-04-18T16:19:03.783+01:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES PASCAIS.1</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/196112/C??RCERE.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/475073/C%3F%3FRCERE.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurdas de prisões vazias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta, mas, depois de a abrirmos, não encontrámos ninguém no interior.»&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Act&lt;/em&gt; 5, 23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gande equívoco dos poderosos, ou seja, os que detêm o poder; tanto o poder político, económico, cultural, ou religioso! Os que detêm o poder e o usam para servir os próprios interesses, dos quais nascem os medos que os armam contra a verdade.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Surgiu, então, o Sumo Sacerdote com todos os seus sequazes, isto é, o partido dos saduceus; encheram-se de inveja e deitaram as mãos aos Apóstolos, metendo-os na prisão pública&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Act&lt;/em&gt; 5, 17-18).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O partido dos saduceus&lt;/em&gt;, a classe mais culta de Israel, de um modo geral, os mais ricos; praticando um pragmatismo proverbial, procuravam entender-se com a autoriadde romana, que, embora não confiasse neles, os utilizava em momentos de crise, para manter em paz a população, sempre em estado  de revolta latente contra o dominador estrangeiro.&lt;br /&gt;Não acreditavam na ressurreição dos morttos nem na existência dos anjos. E a vida futura, para eles, era tão problemática, que preferiam lutar pelo bem-estar presente a perder tudo com sonhos de vida eterna.&lt;br /&gt;A pregação dos discípulos de Jesus, afirmando que Ele estava vivo e os encarregara de anunciar o arrependimento e o perdão dos pecados, contrariava todo o seu sistema de concordância com o materialismo vigente... ao mesmo tempo que mantinha viva a memória do absurdo que fora aquele processo iníquo em qaue se haviam envolvido até às orelhas.&lt;br /&gt;Por isso &lt;em&gt;encheram-se de inveja e deitaram as mãos aos Apóstolos, metendo-os na prisão pública&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Nada mais nada menos: a prisão pública, com os elementos de segurança que lhes permitissem estar descansados.&lt;br /&gt;Mas a verdade não pode encarcerar-se: &lt;em&gt;durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, depois de os ter conduzido para fora, disse-lhes: «Ide para o templo e anunciai ao povo a Palavra da Vida.» Obedientes a essas ordens, entraram no templo de manhã cedo e começaram a ensinar&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Act&lt;/em&gt; 5, 19-21).&lt;br /&gt;É assim mesmo: ao medo segue-se o ridículo dos guardas da prisão vazia... enquanto a verdade retoma a sua marcha irreversível.&lt;br /&gt;Os discípulos nem sequer perderam tempo a avisar as autoridades do mandato que os levava de novo ao templo, para anunciar a verdade que elas não queriam admitir.&lt;br /&gt;Esses senhores, de armas empunhadas, para defender o nada... são bem o símbolo de todos os que hoje, com uma teimosia que soa a obsessão cega, todos os anos, quando se aproxima a Páscoa, procuram antecipar-se ao anuncio  crente da ressurreição de Cristo, com narrativas espúrias que não convencem senão os ignorantes.&lt;br /&gt;O pior é que, de facto, a ignorância do nosso mundo ocidental, em tudo o que diz respeito à religião, é cada vez mis confrangedora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117690954377202490?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117690954377202490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117690954377202490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117690954377202490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117690954377202490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/04/reflexes-pascais1.html' title='REFLEXÕES PASCAIS.1'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117595571409282701</id><published>2007-04-07T15:14:00.000+01:00</published><updated>2007-04-07T15:21:54.103+01:00</updated><title type='text'>OPORTUNIDADE PERDIDA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/915641/Muro%20das%20lamenta????es.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/228398/Muro%20das%20lamenta%3F%3F%3F%3Fes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sagrado Concílio Ecuménico Vaticano II, tendo na devida conta o desejo expresso por muitos para dar à festa da Páscoa um domingo certo e adoptar um calendário fixo, depois de ter ponderado maduramente as consequências que poderão resultar da introdução do novo calendário, declara o seguinte:&lt;br /&gt;1. O sagrado Concílio não tem nada a opor à fixação da festa da Páscoa num domingo certo do calendário gregoriano, se obtiver o assentimento daqueles a quem interessa, especialmente dos irmãos separados da comunhão com a Sé Apostólica.&lt;br /&gt;2. Igualmente declara não se opor às iniciativas para introduzir um calendário perpétuo na sociedade civil.&lt;br /&gt;Contudo, entre os vários sistemas em estudo para fixar um calendário perpétuo e introduzi-lo na sociedade civil, a Igreja só não se opõe àqueles que conservem a semana de sete dias e com o respectivo domingo. A Igreja deseja também manter intacta a sucessão hebdomadária, sem inserção de dias fora da semana, a não ser que surjam razões gravíssimas sobre as quais deverá pronunciar-se a Sé Apostólica.&lt;br /&gt;Roma, 4 de Dezembro de 1963&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Está a fazer quarenta e quatro anos esta declaração, apensa a um dos documentos conciliares mais marcantes da história da Igreja na segunda metade do século XX.&lt;br /&gt;Sabemos que, na primeira coincidência de datas, logo a seguir ao Concílio, se propôs às igrejas ortodoxas que se aproveitasse esse ano para fixar a data da Páscoa: assim nenhuma dos ritos teria de renuncia ao seu critério em favor do dos outros.&lt;br /&gt;Infelizmente, tal desiderato não se realizou.&lt;br /&gt;Este ano, os meios de comunicação social, dados os interesses da propaganda sionista, fizeram um ruído especial com o facto de todos, Judeus, Cristãos Católicos e Cristãos Ortodoxos, celebrarem ao mesmo tempo e pacificamente a festa da Páscoa (Pessach, dos Judeus).&lt;br /&gt;Pelo meio foram aparecendo algumas referências, quase sempre extremamente superficais, à diferença entre o ocidente e o oriente.&lt;br /&gt;Foi pena que não se tivesse aproveitado a oportunidade para propor mais uam vez às igrejas interessadas, incluindo os hebreus, a fixação da data da Páscoa, que cada um celebraria segundo o seu rito e a sua fé, mas todos no mesmo dia.&lt;br /&gt;Apesar do serviço que tal medida constituiria, não só para os crentes, mas para toda a comunidade humana, não consta que alguma voz se tenha erguido neste sentido.&lt;br /&gt;E é pena. Porque foi mais uma oportunidade perdida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117595571409282701?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117595571409282701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117595571409282701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117595571409282701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117595571409282701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/04/oportunidade-perdida.html' title='OPORTUNIDADE PERDIDA?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117536525914429937</id><published>2007-03-31T20:14:00.000+01:00</published><updated>2007-03-31T20:20:59.156+01:00</updated><title type='text'>E O DIVÓRCIO II</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/625773/Familia-feliz.png"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/143909/Familia-feliz.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Levei demasioado tempo a retomar as reflexões sobre a Exortação Apsotólica &lt;em&gt;Sacramentum Caritatis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apesar de, como exortação apostólica, não ter a força magisterial que tem, por exemplo uma encíclica, temos de concordar que ela ficará como um dos documentos mais importantes do pontificado de Bento XVI: pelo enquadramento teológico que dá às principais popostas dos Padres Sinodais  e pela mestria com que reune num todo único, fé contemplativa, ânsia pastoral e beleza expressiva.&lt;br /&gt;Pode bem dizer-se que o Papa, neste documento, dirigido principalmente aos crentes – que não se pode dizer que abundem nos meios de comunicação social – além do mais, nos deixa um exemplo preciooso do que tem vindo a dizer, em diversos meios e variados tons: que é necessário provocar o reencontro da fé com a razão, do fogo da paixão por Deus com a emocionada contemplação da beleza do Universo.&lt;br /&gt;A vida não me permite continuar com o ritmo devido as minhas tentativas de ajudar a leitura deste texto, aliás bem mis simples do que se poderia esperar de um teólogo tão profundo como o Papa Ratzinger.&lt;br /&gt;E os temas podem ir perdendo actualidade.&lt;br /&gt;Foi meu desejo desfazer alguns dos equívocos em que, nuns casos por leitura apressada, noutros por manifesta má fé, se entretiveram os meios de comunicação social.&lt;br /&gt;Da mentira sempre fica alguma coisa; mas é de crer que muita gente acabou lendo o texto; o que terá sido um bom fruto dessa campanha de difamação de um Papa que já deu suficientes provas de não ter medo de denunciar os venenos com que determinadas ideologias minam o nosso futuro.&lt;br /&gt;Gostaria de terminar convidando os visitantse deste blogue a ler, se ainda o não fizeram, a Exortação Apostólica, na sua edição integral, incluindo as notas, elemento importantíssimo de qualquer documento do Magistério da Igreja.&lt;br /&gt;Para quem queira ler de um fôlego o que diz o Papa sobre a Eucaristia e o drama dos casamentos fracassados, deixo qui o nº 29, mas sem as notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;29. Se a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja, compreende-se por que motivo a mesma implique, relativamente ao sacramento do Matrimónio, aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar. Por isso, é mais que justificada a atenção pastoral que o Sínodo reservou às dolorosas situações em que se encontram não poucos fiéis que, depois de ter celebrado o sacramento do Matrimónio, se divorciaram e contraíram novas núpcias. Trata-se dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos. Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados. O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos em que surjam legitimamente dúvidas sobre a validade do Matrimónio sacramental contraído, deve fazer-se tudo o que for necessário para verificar o fundamento das mesmas. Há que assegurar, pois, no pleno respeito do direito canónico, a presença no território dos tribunais eclesiásticos, o seu carácter pastoral, a sua actividade correcta e pressurosa;  é necessário haver, em cada diocese, um número suficiente de pessoas preparadas para o solícito funcionamento dos tribunais eclesiásticos. Recordo que « é uma obrigação grave tornar a actuação institucional da Igreja nos tribunais cada vez mais acessível aos fiéis ». No entanto, é preciso evitar que a preocupação pastoral seja vista como se estivesse em contraposição com o direito; ao contrário, deve-se partir do pressuposto que o ponto fundamental de encontro entre direito e pastoral é o amor pela verdade: com efeito, esta nunca é abstracta, mas « integra-se no itinerário humano e cristão de cada fiel ». Enfim, caso não seja reconhecida a nulidade do vínculo matrimonial e se verifiquem condições objectivas que tornam realmente irreversível a convivência, a Igreja encoraja estes fiéis a esforçarem-se por viver a sua relação segundo as exigências da lei de Deus, como amigos, como irmão e irmã; deste modo poderão novamente abeirar-se da mesa eucarística, com os cuidados previstos por uma comprovada prática eclesial. Para que tal caminho se torne possível e dê frutos, deve ser apoiado pela ajuda dos pastores e por adequadas iniciativas eclesiais, evitando, em todo o caso, de abençoar estas relações para que não surjam entre os fiéis confusões acerca do valor do matrimónio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vista a complexidade do contexto cultural em que vive a Igreja em muitos países, o Sínodo recomendou ainda que se tivesse o máximo cuidado pastoral com a formação dos nubentes e a verificação prévia das suas convicções sobre os compromissos irrenunciáveis para a validade do sacramento do Matrimónio. Um sério discernimento a tal respeito poderá evitar que impulsos emotivos ou razões superficiais induzam os dois jovens a assumir responsabilidades que depois não poderão honrar. Demasiado grande é o bem que a Igreja e a sociedade inteira esperam do Matrimónio e da família fundada sobre o mesmo para não nos comprometermos a fundo neste âmbito pastoral específico; Matrimónio e família são instituições cuja verdade deve ser promovida e defendida de qualquer equívoco, porque todo o dano a elas causado é realmente uma ferida que se inflige à convivência humana como tal.&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117536525914429937?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117536525914429937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117536525914429937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117536525914429937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117536525914429937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/e-o-divrcio-ii.html' title='E O DIVÓRCIO II'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117492696600722345</id><published>2007-03-26T18:25:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T18:36:06.016+01:00</updated><title type='text'>E O DIVÓRCIO? I</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos tentar uma vista de olhos, tanto quanto possível abrangente, do número 29 da &lt;em&gt;Sacramentum caritatis&lt;/em&gt;. Número que foi um dos que a comunicação social manipulou, a fim de semear a confusão nos fiéis e denegrir a imagem do Papa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bento XVI começa por fazer uma das afirmações mais belas deste documento: que &lt;em&gt;a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não é o momento de tirar desta afirmação todas as consequências, de inapreciável valor, que dela têm de tirar os crentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;A irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;É perante verdades como esta que não podemos explicar a facilidade com que hoje a maioria dos cristãos - sim, bem feitas as contas, podemos dizer que é a maioria - abandona a Eucaristia, celebração e sacramento. Porque, de facto, ela é a afirmação mais forte, indiscutível, de que Deus nos ama com um amor no qual não há lugar para o arrependimento; um amor de tal modo irreversível, que nem sequer a morte lhe põe limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é a propósito deste significado da Eucaristia que o Papa, retomando a doutrina do &lt;em&gt;Catecismo da Igreja Católica&lt;/em&gt; (nº 1640), e recordando as recomendações dos Padres Sinodais, fala da relação entre Eucaristia e indissolubilidade do Matrimónio:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Se a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja, compreende-se por que motivo a mesma implique, relativamente ao sacramento do Matrimónio, aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Primeiro: haverá aí algum par de noivos, ligados por um amor verdadeiro e profundo, que não desejem sinceramente, com ânsias de que isso se realize, que o seu amor seja como o de Deus por nós? Total e para sempre... sem arrependimento.&lt;br /&gt;Talvez haja: Sempre os homens foram capazes de corromper as coisas mais belas que lhes vêm ter às mãos.&lt;br /&gt;Mas é preciso que saibam que, em tal caso, o seu casamento corre sérios riscos de ser nulo. A cerimónia que vão realizar na igreja, por muitas flores e música que tenha, pode não passar de uma farsa, e, o que é pior, de um sacrilégio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Segundo: terá algum sentido abeirar-se da comunhão – o ponto mais alto dessa afirmação de irreversibilidade do amor de Deus – quando se negou publicamente o carácter irrversível do vínculo conjugal, recorrendo ao casamento civil, após o divórcio?&lt;br /&gt;Esta é a doutrina recordada pelo Papa, que,  no entanto, não se fica por aqui, falando só de exigências e proibições:&lt;br /&gt;A parte mais extensa deste número da Exortação Apostólica dedica-se a indicar caminhos de acolhimento e ajuda pastoral, não só para que os cristãos nesta situação não se sintam abndonados pela Igreja, mas também para prevenir tais situações e até remediar o que for remediável.&lt;br /&gt;É o que veremos no próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117492696600722345?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117492696600722345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117492696600722345' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117492696600722345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117492696600722345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/e-o-divrcio-i.html' title='E O DIVÓRCIO? I'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117477427400579812</id><published>2007-03-24T23:05:00.000Z</published><updated>2007-03-24T23:11:14.006Z</updated><title type='text'>SEMEADORES DE TEMPESTADES.V</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Divórcio e Eucaristia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vinha curvada, mais com a angústia que há dfias a assaltara do que com o peso dos anos, que eram muitos e cheios de trabalhos. E desabafou a sua história:&lt;br /&gt;Ainda jovem, vira-se a braços com a irresponsabilidade do marido, que, apesar dos filhos, ainda crianças, não vinha a casa senão para endividar a família.&lt;br /&gt;Os advogados não lhe ensinaram outra via senão a do divórcio, a que acabara recorrendo para evitar a ruina financeira, que poria em risco a educação dos filhos, aos quais queria dedicar-se totalmente.&lt;br /&gt;Divorciada, sentindo que algo marcava negativamente a sua condição cristã, apesar de disposta a respeitar as exigências do vínculo que, quando existe verdadeiramente o divórcio civil não pode desfazer, mantivera-se durante muito tempo afastada dos sacramentos.&lt;br /&gt;Até que, bem aconselhada, soube que, mantendo-se como se mantinha, podia perfeitamente aproximar-se dos sacramentos – confissão e comunhão – nos quais um grande auxílio para a sua missão de mãe divorciada, primeiro, viúva, depois.&lt;br /&gt;E agora, o jornal que lia habitualmente trazia-lhe a notícia de que o Papa dissera que os divorciados ão podiam receber os sacramentos.&lt;br /&gt;Foi difícil convencê-la de que o jornal mentia, até porque, dizia ela, a elevisão também dissera.&lt;br /&gt;Depois da conversa, reconfortados ambos: ela, porque aceitara as minhas explicações; eu, porque vira nos seus olhos o sol que se escondera por acção da desonestidade informativa da nossa comunicação social.&lt;br /&gt;Como penso que muita gente terá sofrido o mesmo que esta leitora, deixo aqui o etxto do Papa, que procuarrei comentar no próximo “post”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja, compreende-se por que motivo a mesma implique, relativamente ao sacramento do Matrimónio, aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar. Por isso, é mais que justificada a atenção pastoral que o Sínodo reservou às dolorosas situações em que se encontram não poucos fiéis que, depois de ter celebrado o sacramento do Matrimónio, se divorciaram e contraíram novas núpcias. Trata-se dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos. Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados. O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos&lt;/em&gt; (“Sacramentum caritatis”, 29) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117477427400579812?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117477427400579812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117477427400579812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117477427400579812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117477427400579812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/semeadores-de-tempestadesv_24.html' title='SEMEADORES DE TEMPESTADES.V'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117426373690153948</id><published>2007-03-19T01:12:00.000Z</published><updated>2007-03-19T01:22:16.913Z</updated><title type='text'>SEMEADORES DE TEMPESTADES.IV</title><content type='html'>O FANTASMA DO LATIM E DO GERGORIANO&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/946789/ORQUESTRA.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/560303/ORQUESTRA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo à noite, depois de ter escutado comentários ansiosos de pessoas que ainda pensam que os telejornais são programas inocentes: porque ouviram dizer que o Papa queria o regresso do latim e do canto gregoriano, em vez das línguas e das músicas modernas. E que iam desaparecer das igrejas violas, guitarras, flautas, etc. etc.&lt;br /&gt;E houve também aquela reportagem, com imagens escolhbidas adrede, e as pessoas a responderem a perguntas formuladas de modo claramente enganador... Enfim, a municação social ao serviço da confusão das ideias, da mentira, da intolerância, do ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situemos as palavras do Papa no seu contexto:&lt;br /&gt;Já quase no fim da segunda parte, onde, com a profundidade teológica que lhe conhecemos, desenvolve o tema da “Eucaristia, Mistério Celebrado”, aborda a questão das grandes concelebrações, alertando para a necessidade de criar espaços que ajudem a evitar os perigos da dispersão, tornando assim mais difícil a experiência de unidade que deve viver-se em cada celebração eucarística (§ 61).&lt;br /&gt;E é depois desta referência às grandes concelebarções que surge a questão das concentrações multitudinárias de pessoas de várias nações e culturas.&lt;br /&gt;E que diz o Papa a esse respeito?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Penso neste momento, em particular, nas celebrações que têm lugar durante encontros internacionais, cada vez mais frequentes hoje, e que devem justamente ser valorizadas. &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ou seja: em primeiro lugar, que essas concentrações &lt;em&gt;devem justamente ser valorizadas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Valorizadas pelo que têm em si de válido; valorizadas, procurando que se desenvolvam e delas se tire o melhor partido possível.&lt;br /&gt;E, como é da Euacristia que se trata, o Papa, na esteira das propostas dos Padres sinodais, faz algumas recomendações:&lt;br /&gt;Recomendações que, por muito sábias e empenhativas que sejam, não passam de recomendações:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II:&lt;/em&gt; (Vaticano II:&lt;em&gt; SC &lt;/em&gt;36.54) &lt;em&gt;exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas&lt;/em&gt; (Sínodo dos Bispos: &lt;em&gt;Propositio&lt;/em&gt; 36) &lt;em&gt;da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse oportuno recordar aos jornalistas portugueses que este número da Sacramentum Caritatis é quase uma descrição do que se faz há muitos anos, por exemplo, nas peregrinações internacionais a Fátima.&lt;br /&gt;É incrível que, a partir de um texto como este se faça o alarido que se está a fazer: confrange ver tanta ignorância e má fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terminar, o Papa, como exige a coerência com as recomendações anteriores, faz um pedido, repare-se, um pedido, aos ministros e candidatos a minsitros da Eucaristia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117426373690153948?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117426373690153948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117426373690153948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117426373690153948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117426373690153948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/semeadores-de-tempestadesiv.html' title='SEMEADORES DE TEMPESTADES.IV'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117423625193844282</id><published>2007-03-18T17:36:00.000Z</published><updated>2007-03-18T17:44:11.956Z</updated><title type='text'>SEMEADORES DE TEMPESTADES.III</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/410298/ALCOBA??A.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/222459/ALCOBA%3F%3FA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O fantasma do latim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo por aqui, porque foi  a propósito disto que o tal jornalista da Antena 2 – já agora, não vale a pena estar a ser discreto em relação a quem, utilizando o seu estatuto de serviço público, procura fazer mal aos seus ouvintes – porque foi a propósito disto que o tal jornalista acusou o Papa de se opor frontalmente ao Vaticano II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o Papa diz é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;62. O que acabo de afirmar não deve, porém, ofuscar o valor destas grandes liturgias; penso neste momento, em particular, nas celebrações que se realizam durante encontros internacionais, cada vez mais frequentes hoje, e que devem justamente ser valorizadas. A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II (182): exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas (183) da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia(184).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Bento XVI, como é fácil de verificar, apoia-se no Concílio, seguindo os padres sinodais, cujas &lt;em&gt;Propositiones &lt;/em&gt;estão na base da Exortação.&lt;br /&gt;Por isso é oportuno o comentário do Cardeal Ângelo Scola, que se transcreve de Zenit:&lt;br /&gt;Zenit entrevistou o purpurado italiano, que foi o relator&lt;br /&gt;geral do Sínodo da Eucaristia. Na exortação apostólica, publicada em&lt;br /&gt;13 de Março, Bento XVI recolhe as conclusões daquela assembléia,&lt;br /&gt;que se celebrou em Outubro de 2005, no Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;strong&gt;ZENIT:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;V.sa Eminência não acha que há uma leve contradição na exortação pós-sinodal entre o impulso a um maior aprofundamento da acção litúrgica encaminhada a uma mais activa e frutífera participação dos fiéis, e o recurso, por outro lado, ao uso do latim nas celebrações internacionais ou a uma adequada valorização do canto gregoriano, pondo quase na sombra expressões mais próximas do sentir religioso das pessoas (penso, por exemplo, nas danças e nos cantos africanos nas celebrações eucarísticas)?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;--&lt;strong&gt;Cardeal Scola&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Deve-se entender a lógica que está implícita em toda a exortação. O Santo Padre pretende que se dêem todos os elementos concretos para que a Eucaristia seja a única Eucaristia-acção de Deus em Jesus Cristo, que abrange todos os fiéis, seja ela celebrada em Sidney, em Milão, em Buenos Aires ou em Kampala. Mas depois dá as indicações para que quem está no lugar proceda à encarnação desse único rito.&lt;br /&gt;Pois bem, o facto de que haja um parágrafo muito importante sobre a inculturação e se diga que as conferências episcopais junto com os dicastérios encarregados sigam nesta obra, responde exactamente à sua pergunta.&lt;br /&gt;Está claro que a tarefa de uma exortação pós-sinodal é a de centrar-se em tudo o que une, porque seria uma presunção se o Papa dissesse como deve ser a inculturação na África ou na Índia. O Santo Padre recomenda que os bispos que estão lá, em união com os dicastérios da Cúria Romana, façam isso. Na minha opinião, não se dá a contradição a que alude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117423625193844282?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117423625193844282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117423625193844282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117423625193844282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117423625193844282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/semeadores-de-tempestadesiii.html' title='SEMEADORES DE TEMPESTADES.III'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117391581965673232</id><published>2007-03-15T00:05:00.000Z</published><updated>2007-03-15T00:43:39.666Z</updated><title type='text'>SEMEADORES DE TEMPESTADES.II</title><content type='html'>Voltando ao tema.&lt;br /&gt;Antes de escrever o meu primeiro texto sobre o último documento magisterial do Papa, queria dizer duas coisas:&lt;br /&gt;Primeiro, agradecer à Filomena o seu comentário: pelo conforto da sua presença e porque me dá pistas para alargar a temática.&lt;br /&gt;Segundo, irei devagar, consoante as disponibilidades e os desenvolvimentos da temática, mas o que nestes dois últimos dias apareceu na comunicação social, porque me confirma na ideia da existência de um complot, a nível da Europa Ocidental, exige muita presença de espírito para nos não dispersarmos.&lt;br /&gt;Não podemos eprder tempo com polémicas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora queria apenas recordar que este documento de Bento XVI é uma exortação apostólica pos-sinodal; ou seja, o documento em que os papas, desde Paulo VI, seguindo as "propositiones" dos padres sinodais, dão corpo assumindo-a, à doutrina desenvolvida no sínodo precedente.&lt;br /&gt;Neste caso, trata-se do Sínodo sobre a Eucaristia, que havia sido convocado por João Paulo II, mas decorreu já no pontificado de Bento XVI.&lt;br /&gt;Quem acompanhou esse sínodo, lendo os comunicados que enviava para a imprensa, não vê qualquer novidade na Exortação Apostólica &lt;em&gt;Sacramentum Caritatis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Relativamente ao comentário que ouvi ontem e que me lançou nesta batalha, acrescentarei apenas que é muito difícil não ver má fé em coment+ariso desse género.&lt;br /&gt;Quem ler os textos citados sem má vontade, vê claramente que as sugestões do documento posntifício estão perfeitamenet de acordo com as do Concílio. A não ser que as queiramos considerar mais revolucionárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117391581965673232?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117391581965673232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117391581965673232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117391581965673232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117391581965673232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/semeadores-de-tempestadesii.html' title='SEMEADORES DE TEMPESTADES.II'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117382507246867859</id><published>2007-03-13T23:22:00.000Z</published><updated>2007-03-13T23:31:12.480Z</updated><title type='text'>SEMEADORES DE TEMPSemeadores de tempestadesESTADES</title><content type='html'>Vejam lá se não tenho razão para me indignar!&lt;br /&gt;Esta manhã, quando pus em andamento o carro, a caminho do local de trabalho, fui surpreendido por uma voz que, em vez de me anunciar a música que buscava como subsídio para a oração matinal, recordava aos ouvintes que hoje seria publicado um documento do Papa sobre a Eucaristia que contrariava muitas tendências actuais da liturgia. E apontava como parte &lt;em&gt;mais polémica&lt;/em&gt;, a insistência no uso do latim, &lt;em&gt;afrontando directamente o Vaticano II, que decidiu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;o uso das línguas vernáculas na liturgia católica&lt;/em&gt; (em itálico as palavras do referido locutor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de comentar, o que farei no próximo “post”, ofereço a algum visitante interessado, a parte documental a que se referiu o ilustrado locutor da nossa – porque eles dizem que é de todos nós – Rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, do Papa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. Na arte da celebração, ocupa lugar de destaque o canto litúrgico.(126) Com razão afirma Santo Agostinho, num famoso sermão: « O homem novo conhece o cântico novo. O cântico é uma manifestação de alegria e, se considerarmos melhor, um sinal de amor ».(127) O povo de Deus, reunido para a celebração, canta os louvores de Deus. Na sua história bimilenária, a Igreja criou, e continua a criar, música e cânticos que constituem um património de fé e amor que não se deve perder. Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; a propósito, é necessário evitar a improvisação genérica ou a introdução de géneros musicais que não respeitem o sentido da liturgia. Enquanto elemento litúrgico, o canto deve integrar-se na forma própria da celebração; (128) consequentemente, tudo — no texto, na melodia, na execução — deve corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos.(129) Enfim, embora tendo em conta as distintas orientações e as diferentes e amplamente louváveis tradições, desejo — como foi pedido pelos padres sinodais — que se valorize adequadamente o canto gregoriano,(130) como canto próprio da liturgia romana.(131)&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;62. O que acabo de afirmar não deve, porém, ofuscar o valor destas grandes liturgias; penso neste momento, em particular, às celebrações que têm lugar durante encontros internacionais, cada vez mais frequentes hoje, e que devem justamente ser valorizadas. A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II: (182) exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas (183) da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia.(184)&lt;br /&gt;(Bento XVI: &lt;em&gt;Sacramentum caritatis&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, do Concílio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.&lt;br /&gt;§ 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.&lt;br /&gt;§ 3. Observando estas normas, pertence à competente autoridade eclesiástica territorial, a que se refere o artigo 22 § 2, consultados, se for o caso, os Bispos das regiões limítrofes da mesma língua, decidir acerca do uso e extensão da língua vernácula. Tais decisões deverão ser aprovadas ou confirmadas pela Sé Apostólica.&lt;br /&gt;§ 4. A tradução do texto latino em língua vulgar para uso na Liturgia, deve ser aprovada pela autoridade eclesiástica territorial competente, acima mencionada.&lt;br /&gt;(Vaticano II: &lt;em&gt;Sacrosanctum concilium&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117382507246867859?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117382507246867859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117382507246867859' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117382507246867859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117382507246867859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/03/semeadores-de-tempsemeadores-de.html' title='SEMEADORES DE TEMPSemeadores de tempestadesESTADES'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117242826880837791</id><published>2007-02-25T18:23:00.000Z</published><updated>2007-02-25T18:31:08.820Z</updated><title type='text'>CRITÉRIOS DE CREDIBILIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/659752/CALV??RIO.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/843622/CALV%3F%3FRIO.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/143123/PIN??CULO.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/862807/PIN%3F%3FCULO.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão-de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.» Tendo esgotado toda a espécie de tentação, o diabo retirou-se de junto dele, até um certo tempo&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Lc&lt;/em&gt; 4, 9-13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, uma jovem recém-formada em Engenharia Química, numa conversa em que se falava do Papa, frisou a sua admiração por João Paulo II, cujo pontificado, afinal, já tinha começado quando ela nasceu, procurando pôr em realce os deméritos de Bento XVI, cujo pontificado não leva ainda dois anos.&lt;br /&gt;Chamaram-me a atenção as referências negativas a propósito do “discurso” de Ratisbona, que era, aliás, a única coisa importante do pontificado de Bento XVI de que tinha ouvido falar.&lt;br /&gt;Mas o que de modo especial me espantou foi que alguém acabado de sair da Universidade, com tantas responsabilidades no amanhã da sociedade portuguesa, sobre uma questão tão séria como a necessidade e as raízes do diálogo entre crenças e culturas, que foi o tema do referido discurso – afinal, mais prelecção académica do que discurso – se tenha contentado com as reportagens sensacionalistas do mercado jornalístico.&lt;br /&gt;Assim, já não me espanta a sua conclusão, que, aliás, encontrei noutras cabeças bem pensantes da nossa praça:&lt;br /&gt;- Quando a gente sabe, dizia a referida jovem engenheira, que certas coisas podem ferir sensibilidades, é melhor não as dizer.&lt;br /&gt;Assim mesmo.&lt;br /&gt;Os demagogos e manipuladores da palavra, os blasfemos e podem ofender os crentes… todos podem agredir a seu belo prazer.&lt;br /&gt;Só os defensores da verdade têm de estar calados.&lt;br /&gt;Ou então, repetir os discursos demagógicos dos que usam a palavra, não para servir mas para se servir, não para transmitir a verdade, mas para colher aplausos.&lt;br /&gt;Jesus Cristo também experimentou a tentação de ir por atalhos que Lhe facilitassem as coisas: O atalho das obras materiais, dos compromissos que são sempre cedências a quem não tem direito a elas, dos gestos espectaculares, que dispensem as incompreensões, os ódios, as humilhações, o calvário, a morte infamante numa cruz.&lt;br /&gt;Como Cristo é a Igreja, são as famílias cristãs, é cada um do crentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117242826880837791?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117242826880837791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117242826880837791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117242826880837791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117242826880837791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/02/critrios-de-credibilidade.html' title='CRITÉRIOS DE CREDIBILIDADE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117175286987665354</id><published>2007-02-17T22:50:00.000Z</published><updated>2007-02-17T22:54:29.886Z</updated><title type='text'>IR POR LÃ E FICAR TOSQUIADO</title><content type='html'>É evidente que o diabo, apesar da sua idade, não sabe tudo:&lt;br /&gt;A tradição evangélica pinta-o numa incrível ginástica à volta de Jesus, do qual supeitava mais do que sabia; e, conjugando a denúncia de uma táctia com as sugestões do contra-ataque, a mesma tradição conforta-nos com a certeza de que ele ignora o principal. Por isso, se não nos dexarmos intimidar, acabará sempre fazendo subir a nossa escala.&lt;br /&gt;Quem, nos últimos meses, procurou estar atento às intervenções dos grupos de pressão na comunicação social, na Europa e fora dela, não teve qualquer dificuldade em perceber como o saldo final da virulência anti-católica se traduziu no crescimento quase em flecha da fama e do prestígio de algumas das principais figuras da Igreja.&lt;br /&gt;Em Portugal, como se esperava há muito, tivemos o referendo sobre o aborto e a campanha de antes e depois.&lt;br /&gt;Logo que o Presidente da República fixou  a data da consulta popular, os bispos portugueses fizeram questão de frisar que, por se tratar de um tema não especificamente religioso, deixavam aos fiéis a iniciativa de se organizarem com quem entendessem e da maneira que achassem mais conveniente na luta pela vida, que estava seriamente ameaçada.&lt;br /&gt;Salvo raríssimas excepções – eu não conehço nenhuma, do lado dos defensores do NÃO – os cristãos entenderam muito bem esta indicação do Episcopado.&lt;br /&gt;O pior foi que os defensores do SIM, além de fazerem disso uma espécie de adesivo para fechar a boca aos defensores do Não, negando-lhes o direito de exprimirem livremente a sua opinião, não pararam de citar bispos, teólogos e até textos bíblicos, naturalmente, como faz qualquer mixordeiro, descontextualizando-os para mais facilmente os maipularem.&lt;br /&gt;Seria interessante que alguém fizesse uma estatística que nos elucidasse sobre quem, durante a campanha do referendo, mais largo uso fez de textos relacionados com a fé dos portugueses: estou em crer que os defensores do SIM levariam uma larga vantagem.&lt;br /&gt;Após o referendo, alguns dirigentes partidários apressaram-se a dar uma mão à Igreja para a ajuadrem a tirar as conclusões que achavam que devia tirar da dos resultados.&lt;br /&gt;Além disso, como se tivessem descoberto que o Episcoapdo não dispunha de meios necessários para fazer chegar a sua voz ao comum dos portuguses, ainda antes de a sua mensagem chegar aos meios de comunicação social da Igreja, já todas as tribunas que tinham lutado peli SIM andavam com ela em bolandas.&lt;br /&gt;Claro, mais uam vez, tentando semear a confusão.&lt;br /&gt;Mas não podemos deixar de nosalegrar-nos com duas coisas, pelo menos:&lt;br /&gt;Primeiro, é evidente que eles têm medo. Tanto, que procuram antecipar-se, condicionando a leitura dos documentos oificiais do Magistério.&lt;br /&gt;Segundo, assim, ainda que engnando os menos prevenidos, acabam transformando-se em portavozes desse Magistério.&lt;br /&gt;Não serrá isto ir por lã e ficar tosquiado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117175286987665354?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117175286987665354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117175286987665354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117175286987665354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117175286987665354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/02/ir-por-l-e-ficar-tosquiado.html' title='IR POR LÃ E FICAR TOSQUIADO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117069660841925946</id><published>2007-02-05T17:27:00.000Z</published><updated>2007-02-05T17:32:18.620Z</updated><title type='text'>IMPRECISÕES DE LINGUAGEM</title><content type='html'>&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/881654/L%3F%3FGRIMAS.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a afirmação é da rseponsabilidade dos defensores do NÃO, ou se apenas se trata de mais um fruto da superficilidade dos jornalistas:&lt;br /&gt;Disse-se, a propósito das declarações de Sócrates, que ele não aceitava nenhuma proposta de solução intermédia para a questão do aborto.&lt;br /&gt;Pensando bem, não se pode falar de soluções intermédias quando o que está em jogo é a vida humana: a vida da criança e a vida da mulher, que a sociedade tem o dever de ajudar a ultrapassar as dificulades que encontra na realização de um dos seus mais belos sonhos, que é o de ser mãe.&lt;br /&gt;O que os defensores do NÃO querem é uma solução global, que abranja todos os aspectos da questão, incluindo o das pressões e chantagens para que uma vitória do SIM atirará um número incontávl de mulheres, que assim continuarão a ser as grandes vítimas do egoismo humano.&lt;br /&gt;Chega a ser tremendamente chocante que as ideologias que se assumem como defensoras dos valores tradicionalmente caros à esquerda, não se dêem conta do mal que fazem às mulheres com a liberalização do aborto, dispensando o Estado de cumprir o seu dever de salvar precisamente o que é mais fraco, o que está desamparado, sem voz... E repare-se que não me refiro apenas à vida recém-gerada.&lt;br /&gt;Diria que me refiro em primeiro lugar àquela em cujo ventre essa vida foi gerada: e que fica tantas vezes sozinha, à mercê dos maus conselheiros e dos abutres que tiram sempre proveito da desgraça alheia.&lt;br /&gt;Perante isto não há soluções intermédias.&lt;br /&gt;A não ser que se chame intermédia a uma solução provisória, que dê tempo a que se tomem as medidas necessárias e que precisam de grande reflexão, para não se cometerem erros irreparáveis.&lt;br /&gt;E esse seria o caso da vitória do SIM á pergunta que os políticos prepararam para o próximo referendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117069660841925946?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117069660841925946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117069660841925946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117069660841925946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117069660841925946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/02/imprecises-de-linguagem.html' title='IMPRECISÕES DE LINGUAGEM'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117063436870575583</id><published>2007-02-05T00:09:00.000Z</published><updated>2007-02-05T00:46:07.706Z</updated><title type='text'>CHANTAGEM ANTIDEMOCRÁTICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/758034/S??CRATES.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/780232/S%3F%3FCRATES.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui e ali, têm aparecido sinais de que os defensores do SIM no referendo do próximo domingo, se não estão com medo, andam pelo menos demasiado nervosos: sempre prontos a gritar, às vezes de forma violenta, contra tudo o que da parte dos defensores do NÃO lhes pareça menos correcto, insistem de forma obsessiva no perigo que coprrem as mulheres portuguesas, como se os defensores do NÃO fossem todos uns misóginos sedentos de sangue feminino.&lt;br /&gt;Agora vem o Primeiro Ministro - bem pode ele dizer que está na campanha como simples cidadão, Secretário Geral de um partido que se assumiu como promotor do SIM; isso é pura hipocrisia, pois ele sabe que todos o vêem como o Chefe do Governo da Nação -, agora vem o Primeiro Ministro afirmar, alto e bom som, que, se ganhar o NÃO, a lei actual sobre o aborto ficará como está.&lt;br /&gt;Ora ele também sabe que não é isso o que pretendem os defensores do NÃO, que reclamam uma política séria de apoio à família e à maternidade; apoio que vai muito mais longe do que criar condições para que as mulheres abortem, querem tenham problemas quer não.&lt;br /&gt;A maior parte dos movimentos pró-vida nasceu para amparo das mulheres grávidas com dificuldades, independentemente da natureza dessas dificuldades; e têm uma experiência que lhes permite propor leis justas, capazes de proteger todos os valores em jogo.&lt;br /&gt;Agora o Primeiro Ministro pretende desmobilizar esses movimentos ameaçando que se perder este referendo, não haverá modificaçãoo da lei.&lt;br /&gt;Ameaça que, para quem queira ver, é uma verdadeira chantagem.&lt;br /&gt;Será isto democracia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117063436870575583?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117063436870575583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117063436870575583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117063436870575583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117063436870575583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/02/chantagem-antidemocrtica.html' title='CHANTAGEM ANTIDEMOCRÁTICA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-117026121628577909</id><published>2007-01-31T16:16:00.000Z</published><updated>2007-01-31T16:33:36.866Z</updated><title type='text'>O EQUÍVOCO DAS PALAVRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/842252/GRECIA.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/59974/GRECIA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Todos os mestres que tivemos, todos os livros que lemos e todos os mitos que descodificámos, todos, sem excepção, nos ensinaram que a Grécia foi o berço da democracia.&lt;br /&gt;Há dias, num blog que encontrei quando procurava outra coisa, li que tudo ali começou, inclusivamente  a celebração do Dia da Mãe.&lt;br /&gt;E foi esta leitura dos ritos da fecundidade, a partir de uma linda imagem de Reia, com uma das filhas, provavelmente Deméter – referência a cultos que, vindos do Oiente, tinham muito pouco da ternura maternal – que me levou a trazer para aqui alguns fragmentos de uma reflexão que vem de longe e que diz respeito a essa teimosia de considerar a Grécia Antiga como criadora da democracia.&lt;br /&gt;Certo, a palavra, que nos chegou sob a forma latina de &lt;em&gt;democratia,&lt;/em&gt; é de origem grega, e, olhando apenas aos elementos que a compõem, poderíamos dizer que significa o poder do povo. Alguns dizem governo do povo, pondo o povo como sujeito desse governo. Mas, de facto, não é tal o significado original da palavra.&lt;br /&gt;Dizer, porém, que os Gregos são os criadores do regime democrático apenas porque, a dado momento da história das suas instituições, Atenas criou uma forma de autoridade a que deu o nome de &lt;em&gt;democracia&lt;/em&gt;, só é possível se, com este termo, em vez de nos referirmos às instituições atenienses, estivermos a pôr na Grécia do século V a. C. ideias e realidades europeias dos séculos mais recentes.&lt;br /&gt;Porque a chamada democracia grega, não tinha nada, ou quase nada de comum com a democracia, tal como a entendemos hoje.&lt;br /&gt;Claro que se trata de um regime que surge para corrigir os abusos do poder cometidos pelo governo de um só: a &lt;em&gt;tirania&lt;/em&gt; - mais uma palavra que nos pode enganar se a tratamos como a palavra &lt;em&gt;democracia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Pondo de lado a extrema complexidade dos sistemas de governo nas cidades gregas dos séculos sexto e quinto, digamos que, num certo sentido, a democracia, nesse contexto, significava de algum modo um recuo, pois situava-se entre a &lt;em&gt;aristocracia&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;tirania&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Isto é, tendo em conta a etimologia, ao poder dos melhores – &lt;em&gt;aristocracia&lt;/em&gt; -, que tanto encantava Platão, opunha-se agora o poder do &lt;em&gt;demos&lt;/em&gt;, que não era propriamente o povo, mas um determinado grupo de cidadãos.&lt;br /&gt;E aqui temos outra palavra equívoca: porque &lt;em&gt;cidadão – polites&lt;/em&gt;, habitante da &lt;em&gt;polis&lt;/em&gt; – na Grécia do século V, não era todo aquele que vivia na cidade – &lt;em&gt;asty,&lt;/em&gt; lat. &lt;em&gt;urbs&lt;/em&gt; – mas o homem livre, que pertencia a uma minoria de gente rica. E eram só estes que tinham direito ao nome de &lt;em&gt;politai&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;cidadãos&lt;/em&gt;. E só eles podiam participar na assembleia – &lt;em&gt;boulê&lt;/em&gt; - que deliberava sobre o regimento da cidade.&lt;br /&gt;De modo que não vejo como se pode falar de democracia, pelo menos como a entendemos hoje, a respeito da Grécia Antiga.&lt;br /&gt;Ou talvez saiba:&lt;br /&gt;A constante e cada vez mais vasta identificação das nossas instituições com realidades semelhantes do passado, nomeadamente do mundo greco-romano, nasce da perda progressiva dos conteúdos superiores com que vinte séculos de cristianismo enriqueceram o nome dessas instituições: enriquecimento de tal ordem, que de muitas delas não ficou senão o nome.&lt;br /&gt;Será por isso que se cometem tantas tropelias em nome da democracia? Que se multiplicam os fracassos da plítica ocidental nas campanhas em prol da democratização de povos que não têm nada a ver com a nossa cultura?&lt;br /&gt;De facto, as modernas democracias europeias, apesar de tantas imperfeições, assentam num princípio impossível de encontrar fora do cristianismo: a igualdade radical de todos os seres, unidos pela sua origem e funcionalidade ao serviço da felicidade do homem, o únco que é capaz de ser verdadeiramente feliz.&lt;br /&gt;O homem, a pessoa humana, que é anterior ao cidadão.&lt;br /&gt;Aliás, quando se começa a falar de iguldade dos cidadãos perante a lei, regressando mais uma vez à Grécia, corre-se o risco de estar a destruir o que é essencial na democracia: o respeito sagrado pelo que nos introduz na cidade dos homens, ou seja a vida.&lt;br /&gt;A vida humana, claro!&lt;br /&gt;Vida que é um processo único, apesar de complexo, sem soluções de continuidade, contendo, desde o primeiro instante da sua existência, um projecto divino que faz dela um dom e uma tarefa: o dom é de Deus e dos corações que a acolhem, a tarefa é de todos, incluindo o Estado, a polis, não a grega, que deixava de lado a maioria das pessoas, mas a cristã, que não conhece senão uma raça, a dos filhos de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-117026121628577909?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/117026121628577909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=117026121628577909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117026121628577909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/117026121628577909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/01/o-equvoco-das-palavras.html' title='O EQUÍVOCO DAS PALAVRAS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116942942112485500</id><published>2007-01-22T01:25:00.000Z</published><updated>2007-01-22T01:30:21.136Z</updated><title type='text'>DIÁLOGO DE SURDOS III</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/102012/DISCUSS??O.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/949995/DISCUSS%3F%3FO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DIÁLOGO DE SURDOS III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumamos falar de diálogo de surdos quando os que discutem – pessoas ou instituições – partem para a discussão, não para se entenderem, mas para imporem os seus pontos de vista, cada qual com o intuito de vencer o outro.&lt;br /&gt;Assim que para nós, quando dizemos que alguém entra num diálogo de surdos, a pessoa ou entidade em questão já está classificada: consciente ou inconscientemente, rotulamo-la de intolerante, para não dizer hipócrita.&lt;br /&gt;Mas há outro conceito de diálogo de surdos que seria bom não esquecer, até porquer qualquer de nós, com a melhor das intenções, pode entrar em tal quadro e perder, não só o diálogo, mas, com os fundamentos dele, o entendimento que ele poderia gerar.&lt;br /&gt;Repare-se que falo de entendimento, condição essencial para a paz e a convivência, não falo de acordo, que, de facto, só é necessário quando queremos empreender algo em comum.&lt;br /&gt;Quando, por exemplo, duas pessoas discutem sobre determinado tema empregando termos que dependem de mundos culturais diferentes, se não têm em conta esse facto, correm o risco de não se entenderem na defesa do mesmo ponto de vista.&lt;br /&gt;A história cultural do ocidente está recheada de exemplos, que seria bom não esquecer para não se repetirem os erros do passado, nomeadamente no diálogo entre as igrejas.&lt;br /&gt;Outro exemplo: quem já pensou que falar de democracia, como a entendemos hoje, sobretudo numa cultura de raiz cristã, não tem qualquer sentido para milhões de habitantes do globo?&lt;br /&gt;E há ainda outra deficiência que pode transformar as nossas discussões públicas em diálogos de surdos:&lt;br /&gt; Quando, perante um problema que pode ser encarado sobre diferentes perspectivas, cada um adopta a sua, não se dando conta de como isso relativiza os argumentos que uiliza contra o seu interlocutor.&lt;br /&gt;O ideal seria que se começasse por identificar a perspectiva e que serenamente se chegasse a acordo sobre qual é a mais abrangente... e só depois se discutiriam as soluções propostas.&lt;br /&gt;Veja-se, por exemplo, o que acontece com as discussões sobre o aborto (chamo-lhe aborto, porque uma das mais graves violações das regars do diálogo está precisamen nas alterações da linguagem destinadas a alterar subreticiamente o quadro psicológico do racicínio do nosso interlocutor):&lt;br /&gt;Como podem entender-se duas pessoas que discutem sobre o aborto, uma irredutivelmente situada do lado de quem quer, não importa a razão, acabar com uma gravidez, enquanto a outra não vê senão a vida que o aborto destrói?&lt;br /&gt;Seria tão mais fecunda uma discussão que começasse por analisar a vida humana como aquilo que ela é!..&lt;br /&gt;Não se trata de chegar a acordo: mas de travar uma discussão civilizada, em que as pessoas se entendem, ainda que fique cada qual na sua posição; sem amargura nem agressõse recíprocas, porque cada qual pode dizer o que pensava.&lt;br /&gt;Claro, isto pode aprecer uma utopia.&lt;br /&gt;Mas não vejo outro modo de esclarecer a verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116942942112485500?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116942942112485500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116942942112485500' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116942942112485500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116942942112485500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/01/dilogo-de-surdos-iii.html' title='DIÁLOGO DE SURDOS III'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116804106192566456</id><published>2007-01-05T23:35:00.000Z</published><updated>2007-01-05T23:51:01.936Z</updated><title type='text'>DIÁLOGO DE SUJRDO II</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/690850/FAMILIA.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/163893/FAMILIA.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais preocupados com o comércio da notícia do que com a informação correcta dos seus leitores (no caso dos jornais), dos seus ouvintes (no caso dos emissores de rádio), dos seus espectadores (no caso da televisão), os meios de comunicação social decidiram desta vez procurar elementos de polémica nas intervenções doutrinais da hierarquia católica.&lt;br /&gt;Claro que assim essas intervenções acabam por ter um impacto que não teriam se os pescadores de águas turvas que abundam por aí não se ocupassem tanto de semear a confusão; mesmo que os pastores tivessem cumprido, como no geral cumpriram, o seu dever de iluminar com a recta doutrina o pensamento dos fiéis.&lt;br /&gt;Mas não deixa de ser um triste sintoma que os jornais tenham reduzido, ou tentado reduzir, a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz e as homilias dos bispos portugueses do primeiro dia do ano ao que disseram sobre o aborto.&lt;br /&gt;No caso da mensagem do Papa, atendo-nos aos dois parágrafos transcritos no post anterior, no vasto elenco de atentados contra a paz denunciados com tanta clareza, se tenha visto apenas o aborto e as pesquisas sobre os embriões; com a agravante de isso se referir em tom de rejeição, manipulando o texto de modo a dizer-se que o Papa compara o aborto com o terrorismo.&lt;br /&gt;E, para insistir, pergunta-se aos leitores, desta vez às leitoras, se estão de acordo com tal comparação.&lt;br /&gt;Li num jornal de grande circulação no país a resposta de duas senhoras: uma que defende o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, no próximo referendo, outra que defende o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;não&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Tenho pena que ambas as senhoras hajam respondido como se de facto o Papa tivesse feito tal comparação e que, ao menos a segunda, antes de responder que está de acordo, não tivesse feito uma análise correcta do texto.&lt;br /&gt;A primeira, responde ironicamente que sim, que há terrorismo numa lei que castiga a mulher que aborta: por isso defende o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Faltou-lhe apenas dizer três coisas que todos os defensores do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; escondem sistematicamente: primeiro, que há trinta anos que em Portugal nenhuma mulher é levada à prisão por ter abortado. Segundo, que o próximo referendo não pede um sim para acabar com os castigos, mas para tornar legal a destruição, com o dinheiro dos cidadãos, de vidas humanas indefesas, sem que para tal se exija qualquer causa justificativa.&lt;br /&gt;Finalmente, ainda que o Papa não tenha dito isso, nem sequer de modo indirecto, que há terrorismo no aborto é claro para quem conseguir analisá-lo com um mínimo de serenidade. Terrorismo, sim: em primeiro lugar, contra a mulher, que, em mais de noventa por cento dos casos, não abortaria se a ajudassem, como precisa e tem direito; contra a mulher, que será a maior vítima do aborto realizado nela, mesmo quando plenamente consentido. E, mas isto já todos sabem, contra um ser indefeso, violando o mais sagrado e radical dos direitos, que é o dreito de viver, quando se recebeu o dom da vida, e o dador, que é Deus, quer que esse dom se desenvolva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116804106192566456?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116804106192566456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116804106192566456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116804106192566456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116804106192566456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/01/dilogo-de-sujrdo-ii.html' title='DIÁLOGO DE SUJRDO II'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116795502930041528</id><published>2007-01-04T23:47:00.000Z</published><updated>2007-01-04T23:57:09.316Z</updated><title type='text'>DIÁLOGO DE SURDOS-I</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/446505/POMBA%20DA%20PAZ.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/177110/POMBA%20DA%20PAZ.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diálogo de surdos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer aumentar o coro de vozes que se erguem por toda a parte contra aquilo que já alguém classificou de prostituição da comunicação social, desejava partilhar com os visitantes deste blogue parte das reflexões que, com imensa dificuldade, sobretudo nos últimos meses, tenho conseguido erguer por entre gritos de revolta, quando me dou conta do péssimo serviço... melhor, do mal que a escravatura idelógica dos meios de comunicação social faz aos seus utentes.&lt;br /&gt;Falemos da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz:&lt;br /&gt;Lado bom: como já aconteceu com o discurso de despedida da cátedra de Ratisbona, primeiro, depois com a sua viagem à Turquia e respectivos discursos, nunca um texto pontifício foi tão discutido.&lt;br /&gt;Lado mau: talvez como resultado do mesmo – leituras ideológicas são sempre leituras parciais -, oitenta por cento, pelo menos, do que se disse, ocupou-se de uma parte mínima, que, apesar da sua importância, fora do seu contexto pode se manipulada em todos os sentidos.&lt;br /&gt;Aliás, em Portugal, os jornais fizeram o mesmo às homilias dos bispos que no dia um de Janeiro se referiram ao tema do aborto, integrando-o no texto pontifício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O Papa, que quer falar da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pessoa humana, coração da paz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, diz a certa altura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;4. O dever de respeitar a dignidade de cada ser humano, em cuja natureza se reflecte a imagem do Criador, tem como consequência que não se possa dispor da pessoa arbitrariamente. Quem detém maior poder político, tecnológico, económico, não pode aproveitar disso para violar os direitos dos outros menos favorecidos. &lt;strong&gt;De facto, é sobre o respeito dos direitos de todos que se baseia a paz&lt;/strong&gt;. Ciente disso, a Igreja faz-se paladina dos direitos fundamentais de cada pessoa. De modo particular, ela reivindica o respeito da vida e da liberdade religiosa de cada um. O respeito do direito à vida em todas as suas fases estabelece um ponto firme de importância decisiva: a vida é um dom de que o sujeito não tem completa disponibilidade. Igualmente, a afirmação do direito à liberdade religiosa põe o ser humano em relação com um Princípio transcendente que o furta ao arbítrio do homem. O direito à vida e à livre expressão da própria fé em Deus não está nas mãos do homem. A paz necessita que se estabeleça uma clara fronteira entre o que é disponível e o que não o é: assim se evitarão intromissões inaceitáveis naquele património de valores que é próprio do homem enquanto tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Quanto ao direito à vida, cabe denunciar o destroço de que é objecto na nossa sociedade: junto às vítimas dos conflitos armados, do terrorismo e das mais diversas formas de violência, temos as mortes silenciosas provocadas pela fome, pelo aborto, pelas pesquisas sobre os embriões e pela eutanásia. Como não ver nisto tudo um atentado à paz? O aborto e as pesquisas sobre os embriões constituem a negação directa da atitude de acolhimento do outro que é indispensável para se estabelecerem relações de paz estáveis. Mais: no que diz respeito à livre manifestação da própria fé, outro sintoma preocupante de ausência de paz no mundo é representado pelas dificuldades que frequentemente tanto os cristãos como os adeptos de outras religiões encontram para professar pública e livremente as próprias convicções religiosas. No caso particular dos cristãos, devo ressaltar com tristeza que por vezes não se limitam a criar-lhes impedimentos; em alguns Estados são mesmo perseguidos, tendo-se registado ainda recentemente episódios de atroz violência. Existem regimes que impõem a todos uma única religião, enquanto regimes indiferentes alimentam, não uma perseguição violenta, mas um sistemático desprezo cultural quanto às crenças religiosas. Em todo o caso, não se respeita um direito humano fundamental, com graves repercussões sobre a convivência pacífica, o que não deixa de promover uma mentalidade e uma cultura negativas para a paz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não quero alongar demasiado este post, nem agravar, com comentários parciais, o facto de ter retirado o texto do seu contexto.&lt;br /&gt;Mas gostaria de convidar os meus visitantes a ler estes dois números, que estão no centro da mensagem do Papa, como um todo, não se fixando em partes isoladas, porque é no conjunto que adquirem todo o signifcado.&lt;br /&gt;Tome-se como frase síntese o segundo período da primeira parte: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;De facto, é sobre o respeito dos direitso de todos qu se baseia a paz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116795502930041528?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116795502930041528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116795502930041528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116795502930041528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116795502930041528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2007/01/dilogo-de-surdos-i.html' title='DIÁLOGO DE SURDOS-I'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116752525825224180</id><published>2006-12-31T00:30:00.000Z</published><updated>2006-12-31T00:34:18.266Z</updated><title type='text'>DIREITO À INDIGNAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/644040/MATERNIDADE.AN.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/143399/MATERNIDADE.AN.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Peço desculpa aos visitantes deste blogue de terminar o ano com uma reflexão amarga, dolorosa, quase à beira da revolta: Com imprecações, raios coriscos e tudo...&lt;br /&gt;Vou tentar ser moderado, não para ceder às hipocrisias que andam por aí a recomendar moderação, para poderem enganar impunemente todos os incautos, que são também muitos, uns por preguiça, outros por real incapacidade de raciocínio; não, não quero entrar na lista dos ingénuos que se estão a armar de moderação, enquanto os outros – os filhos das trevas, que são sempre mais espertos do que os filhos da luz (cf. Lc. 16,8) – avançam no seu cambate, conquistando cada vez mais terreno.&lt;br /&gt;Vou procurar ser moderado porque me respeito.&lt;br /&gt;Quero apenas manifestar a minha indignação: porque isso sim, é um direito que todos temos, e todos, pelo menos até certo ponto, nos reconhecem.&lt;br /&gt;E a minha indignação, neste momento, ainda que isso pareça presunção da minha parte, quer ser a indignação de todos os portugueses que não se dão conta da mentira em que os envolveram os que, há pouco mais de um ano lhes bateram á porta a pedir um voto, em nome da verdade e da transparência.&lt;br /&gt;Madre Teresa de Calcutá, quando veio à Europa, para receber o Prémio Nobel da Paz, interrogada pelos jornalistas sobre o que considerava os grandes atentados contra a paz no mundo contemporâneo, respondeu sem hesitar:  a desobediência dentro da Igreja e a legislação abortista da maioria dos países ocidentais.&lt;br /&gt;Vem aí um referendo que nos envergonha, até pela mentira que o envolve.&lt;br /&gt;Apetece-me gritar:&lt;br /&gt;É necessário esclarecer e esclarecer-se.&lt;br /&gt;A população portuguesa está a ser vítima de uma burla inqualificável: pergunta-se-lhe algo de forma que entenda outra coisa, e, o que é mais grave, ob o pretexto de que se trata de uma questão de consciência, fechou-se aos defensores do NÃO o livre acesso aos meios de comunicação social, enquanto os defensores do SIM estão permanentemente em campo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116752525825224180?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116752525825224180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116752525825224180' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116752525825224180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116752525825224180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/12/direito-indignao.html' title='DIREITO À INDIGNAÇÃO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116657416795656265</id><published>2006-12-20T00:13:00.000Z</published><updated>2006-12-20T00:22:47.983Z</updated><title type='text'>SERÁ APENAS UMA QUESTÃO DE PALVRAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/676785/C??O.POSE"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/514468/C%3F%3FO.POSE%20DE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o telejornal... precisamente o programa televisivo que, em qualquer dos canais, me parece menos respeitador da inteligência dos telespectadores: pela descarada confusão entre serviço informativo e propaganda ideológica, pelo desmedido tempo que gasta, ainda por cima semeado de iscos para manter as audiências, pelos erros de linguagem, por tudo...&lt;br /&gt;Era o telejornal, que seguia por acaso, e, mais uma vez, com a infelicidade dos maus encontros:&lt;br /&gt;Apareceu uma reportagem sobre polícias e cães... Cães que andam a ser preparados para a descoberta de droga aqui e acolá... hoje era no metropolitano. E, dizia o jornalista, estavam ainda a ser “formados”.&lt;br /&gt;Cães em fase de formação?!&lt;br /&gt;No português corrente, pelo menos aquele que eu aprendi, havia três palavras da área da promoção do crescimento, digamos assim, dos indivíduos: quando se tratava de pessoas, dizia-se, por ordem crescente de riqueza de conteúdo: educar e formar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Educar&lt;/em&gt;: pela própria etimologia, a palavra significa, ou significava então, conduzir os mais novos, puxar por eles, para que não crescessem apenas como seres biológicos, mas como pessoas capazes de tomarem decisões livres, num determinado contexto civil e religioso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Formar&lt;/em&gt;: ainda que não seja fácil separá-los, o conceito de “formação” acrescentava ao de “educação” a ideia de construção da personalidade. Por isso, enquanto todos diziam de um jovem ainda não adulto que estava em fase de formação, ninguém dizia, por exemplo, que o elefante bébé do circo ia com a mãe porque ainda estava ser formado.&lt;br /&gt;No caso dos animais, sempre ouvi falar de treino; e quando se falava de feras, usava-se a palavra domar. Nunca ouvi dizer que os animais tivessem “educadores” ou “formadores”, mas “treinadores” e “domadores”.&lt;br /&gt;Agora a televisão vem falar-me de cães polícias em fase de formação!&lt;br /&gt;Será apenas uma questão de palavras? Todos sabemos que as alterações da linguagem nunca foram inocentes; também o não são hoje.&lt;br /&gt;Em meu entender as pessoas é que se fomam; os animais treinam-se ou domam-se.&lt;br /&gt;E, como ninguém pensou nunca em considerar pessoa um animal, se usa para ele os termos que se referem a pessoas, é certamente porque perdeu a noção do que significa verdadeiramente ser pessoa: educar, formar e treinar ou domar, é a mesma coisa.&lt;br /&gt;Será influência do futebol?&lt;br /&gt;Realmente, às vezes, ao ver o que se passa no mundo do desporto profissional, somos tentados a pensar que tudo se desumanizou de tal modo, que assim como falamos em treinadores de futebol, também podemos falar de formadores de animais.&lt;br /&gt;O pior é que, no meio disto tudo, quem perde são as pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116657416795656265?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116657416795656265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116657416795656265' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116657416795656265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116657416795656265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/12/ser-apenas-uma-questo-de-palvras.html' title='SERÁ APENAS UMA QUESTÃO DE PALVRAS?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116519458415798244</id><published>2006-12-04T01:07:00.000Z</published><updated>2006-12-04T01:09:44.166Z</updated><title type='text'>AS MALHAS DA HIPOCRISIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/498050/discursar.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/615002/discursar.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Repare-se que não falo de hipócritas mas de hipocrisia: não me refiro às ciladas dos que conscientemente usam os instrumentos de comunicação para esconderem o que realmente são e pensam, mas ao ambiente geral, à prática dos discursos que se encerram numa tal manipulação.&lt;br /&gt;Falar das malhas da hipocrisia não é, por conseguinte, falar daqueles que se deixam enredar nelas: destes há os que conscientemente manipulam factos, sentimentos e discursos – são os hipócritas – e há os que, sem se darem conta, lhes prestam o mais eficaz dos serviços.&lt;br /&gt;Na comunicação em que anuncia ao país a promulgação da lei do referendo sobre o aborto, Cavaco Silva insiste na necssidade de tempo para que as pessoas sejam devidadmente esclarecidas e diz esperar que o debate “decorra com dignidade e elevação”.&lt;br /&gt;Mas é caso para perguntar? (E note-se que não pergunto apenas ao Presidente da República, porque antes dele, outras pessoas com grande responsabilidade na formação da opinião pública utilizaram o mesmo tipo de discurso)&lt;br /&gt;A quem se recomenda esta “dignidade e elevação”? A todos ou apenas aos que estão de um lado da barricada?&lt;br /&gt;A todos?&lt;br /&gt;Mas então, como se explica que a cada momento deparemos com discursos, artigos de jornal, debates e programas televisivos, utilizando as mais variadas agressões, de que as mais graves são sempre de ordem cultural, para levar os elitores a dizer sim no tal referendo?&lt;br /&gt;Sinceramente, as recomendações de “dignidade e elevação”, repetidas com tanta insistência por parte dos defensores do sim, soam a hipocrisia, porque pode muito bem estar aí uma arma contra a universalidade do direito de falar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116519458415798244?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116519458415798244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116519458415798244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116519458415798244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116519458415798244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/12/as-malhas-da-hipocrisia.html' title='AS MALHAS DA HIPOCRISIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116424200057391203</id><published>2006-11-23T00:24:00.000Z</published><updated>2006-11-23T00:33:23.053Z</updated><title type='text'>PEGUNTAR NÃO OFENDE II</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/1600/169724/EMBRI??O.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1530/976/320/59725/EMBRI%3F%3FO.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É só perguntar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resisti algum tempo ao desejo de afazer ao Senhor Dr. Airoso e aos que bateram palmas às suas afirmações, mas como ninguém pergunta, mesmo sabendo que ele não vai responder, ponho-as aqui, a ver se alguém faz a caridade de em ajudar: porque vem aí a célebre pergunta dos senhores deputados, que querem uma resposta em consciência, e eu, ainda que eles pensem que não, sou um homem de consciência... e como se pode responder em consciência sem os devidos esclarecimentos?&lt;br /&gt;Ora, o Senhor Dr. Airoso disse, no tom solene de quem ensina do alto da sua cátedra, que não há nenhuma base científica para dizer quando é que a vida do embrião é vida humana.&lt;br /&gt;Repare-se que ele disse &lt;em&gt;vida humana&lt;/em&gt;. Já se abandonou a expressão &lt;em&gt;ser humano&lt;/em&gt;, criada para evitar a referência à pessoa, que feria demasiado a semsibilidade daqueles a quem se queria aliciar para a prática do aborto.&lt;br /&gt;Aqui vão as minhas perguntas:&lt;br /&gt;Então, se a nova vida gerada no ventre da mulher – ou pelo encontro do elemento masculino com o feminino – não é vida humana, o que é?&lt;br /&gt;Não se omite um adjectivo tão importante sem dizer porquê e qual o seu substituto, quando se trata de classificar algo que está na origem de todos os dreiitos da pessoa humana.&lt;br /&gt;Mas declarações tão peremptórias deixam-me cheio de dúvidas, mais do que as que tinha já, sobre a legitimidade do aborto, seja qual for o tempo de gestação que se considere:&lt;br /&gt;Pois, se a ciência não pode dizer em que momento a vida do embrião é verdadeiramente vida humana, segue-se que também não pode negar a afirmação daqueles que dizem que a vida humana começa no momento da concepção.&lt;br /&gt;Onde vai então o Estado buscar a legitimidade para estabelecer que até às dez semanas após a concepção, as pessoas – não nos venham com essa hipocrisia das mães que livremente, etc... – têm direito a exigir dos cidadãos que paguem – porque o dinheiro do Estado saiu do bolso de todos nós – a destruição de uma vida que pode muito bem ser uma vida humana?&lt;br /&gt;É só perguntar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116424200057391203?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116424200057391203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116424200057391203' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116424200057391203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116424200057391203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/11/peguntar-no-ofende-ii.html' title='PEGUNTAR NÃO OFENDE II'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116419807071966919</id><published>2006-11-22T12:15:00.000Z</published><updated>2006-11-22T12:21:10.736Z</updated><title type='text'>Alavancas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/Sonhos%20afogados.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/Sonhos%20afogados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É um pequeno grande livro, como o seu autor, que sempre conheci como um pequeno grande homem.&lt;br /&gt;Dele transcrevo a página seguinte, pela sua actualidade e porque nos dá o tom de toda a obra:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Judas arremessou pelas lajes do templo as 30 moedas por que vendeu o seu Mestre. Escaldavam-lhe as mãos.&lt;br /&gt;Se a justiça mas não exigir, guardarei estas três moedas com que Maria vendeu a sua dignidade.&lt;br /&gt;Pesam-me. Esmagam-me. Queimam-me. Por isso mesmo. Para que não adormeça. Para que não tenha descanso. Enquanto houver no mundo uma irmã minha que para comer tenha de vender corpo, alma e honra.&lt;br /&gt;Enquanto a claridade desta minha Terra estiver eclipsada por vergonhas como esta. Enquanto as quinas da minha Pátria e as velas da Nau Portuguesa andarem emporcalhadas com a lama destas infâmias.&lt;br /&gt;Infâmias. Que a prostituição é a mais repelente, a mais infame das escravaturas.&lt;br /&gt;Permite-me a transcrição. Recorta-a. Rasga-a, se quiseres. Mas não te atrevas a dizer que a Igreja é contra o homem.&lt;br /&gt;«Além disso, são infames as seguintes cosias: tudo o que se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências, tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, com as condições de vida infra-humana, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis.&lt;br /&gt;Todas estas coisas e outras semelhantes, ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, dos os que as padecem injustamente, e ofendem gravemente a honra devida ao Criador.» (Vaticano II: A Igreja e o mundo actual, nº 27)&lt;br /&gt;Se há HOMENS nesta minha Terra. Se há MULHERES nesta minha Pátria, que apreçam. Onde se encontrar uma Maria-Escrava. A serrar grades. A exigir amnistia. Que toda a Maria-Escrava, tenha caído uma, tenha caído milhões de vezes, conserva inalienável o direito de ser livre. A ser Mulher.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(P. Francisco Fonseca Antunes: Alavancas. Gráfica de Coimbra. s/d. pg. 46-48)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116419807071966919?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116419807071966919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116419807071966919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116419807071966919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116419807071966919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/11/alavancas.html' title='Alavancas'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116143037292525207</id><published>2006-10-21T12:28:00.000+01:00</published><updated>2006-10-21T12:45:12.843+01:00</updated><title type='text'>PERGUNTAR NÃO OFENDE</title><content type='html'>&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/Camaradeputados.BR.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Já que os deputados que dizem interessar-se pela dignidade da pessoa humana não querem fazer leis que defendam a vida e promovam essa dignidade, peço licença para fazer a todos, a esses e aos outros, algumas perguntas pertinentes.&lt;br /&gt;Bem, pertinentes creio eu, sobretudo agora, que acabam de fazer-nos uma pergunta para respondermos daqui a meses… depois de eles se mobilizarem a dizer-nos como devemos responder, “em consciência”, dizem.&lt;br /&gt;Não tenho muita esperança de que me esclareçam, mas são dúvidas reais, que a manterem-se impedirão o voto que nos pedem no referendo sobre o aborto, consciente e em consciência.&lt;br /&gt;Aí vão elas:&lt;br /&gt;Fala-se de “interrupção voluntária da gravidez”:&lt;br /&gt;Primeira pergunta, que pode parecer absurda, mas não é.&lt;br /&gt;Todos sabemos que em bom português, só pode ser interrompido um processo que tem hipóteses de ser retomado e continuado; caso contrário, não se fala de interrupção, mas de liquidação do processo.&lt;br /&gt;Será que a gravidez é um processo passível de interrupção?&lt;br /&gt;A pergunta parece absurda, porque tratando-se de um processo vital, uma vez iniciado, ou se deixa seguir o dinamismo que lhe é próprio, ou pura e simplesmente se destrói. Ou seja: o ser gerado, ou o deixamos viver, ou o matamos; não há outra hipótese. Se não queremos empregar a palavra morte, que seria a mais exacta, nem aborto, que é, já de si um eufemismo, mas que se aplica a todos os seres vivos mortos antes de nascer, invente-se outra, mas que não engane os cidadãos.&lt;br /&gt;Segunda pergunta:&lt;br /&gt;Será que todos os casos de aborto provocado provêm de uma decisão verdadeiramente livre da mulher? Qual mulher? A mãe ou outra?&lt;br /&gt;Todos sabemos que por cada aborto que se realiza, clandestinamente ou não, as cumplicidades são tantas, que qualquer de nós teria grande dificuldade em tomar uma decisão verdadeiramente livre. Será que os abortistas garantiram já, para regulamentação da lei os serviços necessários para ajudar a mulher grávida, inclusivamente a desistir do aborto, caso venha a verificar que essa é a melhor decisão?&lt;br /&gt;E não nos esqueçamos de que não se pode chamar livre a decisão que se toma ignorando todas consequências dessa mesma decisão.&lt;br /&gt;Perguntam-me se estou de acordo com o aborto, qualquer que seja a sua motivação, desde que pedido pela mulher grávida, dentro das dez primeiras semanas:&lt;br /&gt;Pergunto, com toda a legitimidade, porque querem fazer cair sobre mim a responsabilidade moral da decisão:&lt;br /&gt;Porquê dez semanas e não vinte, ou mais? Qual é o critério da opção?&lt;br /&gt;Se eu considero o aborto a destruição de uma vida que, iniciando-se no ventre de uma mulher, não pode ser senão humana, quais são os meios postos à minha disposição para que o meu dinheiro de contribuinte que paga honestamente os seus impostos não seja gasto nesse acto que a minha consciência rejeita?&lt;br /&gt;Só mais uma pergunta da minha consciência atormentada:&lt;br /&gt;Está provado que em todos em países que, com referendo ou sem ele, se liberalizou o aborto, o chamado aborto clandestino, com todas as consequências que, segundo os abortistas portugueses, se pretendem eliminar, não só não diminuiu, como subiu em flecha. E só quem quer ser cego é que não vê porquê.&lt;br /&gt;Como é que em Portugal isso se vai evitar?&lt;br /&gt;Querem que eu vote em consciência? Por favor, ajudem-me a esclarecê-la!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116143037292525207?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116143037292525207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116143037292525207' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116143037292525207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116143037292525207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/10/perguntar-no-ofende.html' title='PERGUNTAR NÃO OFENDE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116113054524815000</id><published>2006-10-18T01:02:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T01:15:45.263+01:00</updated><title type='text'>CRUZADAS E GUERRA SANTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/JIHAD.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/JIHAD.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/CRUZADAS.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/CRUZADAS.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; Quem não distingue confunde; e como a confusão é o pior inimigo da verdade, quem não distingue corre pelo menos o risco de ser mentiroso.&lt;br /&gt;Este princípio aplica-se a todas as realidades da vida humana: primeiro porque tudo no homem pode ter várias leituras; segundo porque, dependentes como somos do tempo e do espaço, a deslocação de qualquer coordenada, por reduzida que seja, altera o significado dos nossos gestos.&lt;br /&gt;Bastaria a lembrança destas realidades para termos muito cuidado quando nos sentimos tentados a comparar factos separados entre si, não apenas por milhares de queilómetros, mas ainda por muitos séculos de distância.&lt;br /&gt;Nos últimos meses, por razões que não abonam muito a favor da nossa maturidade cultural, apareceu em várias instâncias a tentativa de pôr no mesmo plano as Cruzadas da Iadde Média e a actual Jihad, ou Guerra Santa islâmica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de prosseguir, gostaria de exprimir a minha recusa a aceitar a legitimidade da guerra, seja ela de que tipo for; aliás, já passarm algumas dezenas de anos que um canonista muito conhecido e insuspeito – sempre foi tido como extremamente conservador – dizia e escrevia que actualmente não é possível justificar, nem sequer a guerra defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao nosso tema:&lt;br /&gt;Em meu entender, bastaria a distância do tempo a que nos encontramos, para se tornar evidente que não falamos da mesma coisa.&lt;br /&gt;Mas a diferença não é criada apenas pelas coordenadas do tempo:&lt;br /&gt;Situemo-nos na Idade Média, mais precisamente nos finais do século XI, pontificado de Urbano II, que, em Clermont-Ferrand, numa hábil conjugação de pressões e interesses, entre os quais se encontravam os dos muçulmanos da Palestina, perseguidos como os cristãos pelos turcos seljúcidas, mobiliza os príncipes cristãos da Europa para uma campanha que culmina na conquista – eles chamaram-lhe libertação – de Jerusalém.&lt;br /&gt;Comecemos por reparar nisto: O cristianismo, que, mesmo assim, não se mobiliza senão na Europa, conta quase mil anos, na altura desta primeira “guerra santa”... chamamos-lhe assim, por comodidade.&lt;br /&gt;Ora, os muçulmanos – agora todos, não apenas os turcos – viviam em guerra santa desde Maomé.&lt;br /&gt;Toda a sua expansão, a partir dos inícios do século VII, se faz em nome de Deus, contra a “impiedade”... desde a Arábia até à Gália (Poitiers, 750).&lt;br /&gt;Jihad Islâmica, neste periodo, era sinónimo de conquista, de guerra aos outros, os “ímpios”, que eram todos os que não aceitavam a fé islâmica.&lt;br /&gt;As Cruzadas, nas quais podemos incluir a luta dos príncipes cristãos pela reconquista da Península Ibérica, constituíam, ao contrário, pelo menos na mente dos seus promotores, uma guerra de libertação.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116113054524815000?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116113054524815000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116113054524815000' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116113054524815000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116113054524815000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/10/cruzadas-e-guerra-santa.html' title='CRUZADAS E GUERRA SANTA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116095990575195800</id><published>2006-10-16T01:42:00.000+01:00</published><updated>2006-10-16T01:51:46.773+01:00</updated><title type='text'>A INTELIGÊNCIAD DOS BURROS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/burros.5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/burros.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chamaram-me burro de carga.&lt;br /&gt;Confesso que não gostei; tive até um movimento interior de revolta que sustive a custo, sobretudo porque me sentia rebaixado com tal metáfora.&lt;br /&gt;Depois, pensando melhor, achei que ficava muito aquém desse animal, teimoso, forte, leal ao dono, apesar dos maus tratos, aguentando intempéries e caminhos tortuosos, com gestos de revolta, raros, e algum humor – pode um burro ter sentido de humor?- pelo meio.&lt;br /&gt;Por isso não resisto à tentação de recontar a história que ouvi há muitos anos, acrescentando à versão original apenas dois ou três pormenores que essa versão permite imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um homem que tinha um burro...&lt;br /&gt;Não. Era uma vez um burro irrequieto que pertencia a um homem rico, mas distraído. Tão distraído que não se deu conta da enorme armadilha que constituía para o seu burro irrequieto o poço largo e fundo, sem tampa nem água, felizmente que sem água, do arneiro onde o animal iludia a fome com ervas secas e alguns pinotes: pinotes de burro, claro, porque de imitações estava o animal farto.&lt;br /&gt;E aconteceu que, num destes pinotes, sem quê nem para quê, o bichinho irrequieto, só não deu com os focinhos no fundo porque, graças ao diâmetro do poço, ele pôde, não se sabe bem como, talvez utilizando o contra-peso das orelhas, puxadas sobre o dorso, erguer a cabeça desorientada.&lt;br /&gt;Mas não conseguiu evitar a tragédia de chegar lá abaixo e se sentir encurralado, sem nenhuma hipótese de libertação.&lt;br /&gt;É claro que o burro não conhecia a linguagem adequada aos pedidos de socorro a donos distraídos como era o seu.&lt;br /&gt;Foi pelo instinto. E o instinto era zurrar, zurrar... até que alguém fosse ver o que se passava.&lt;br /&gt;Aparecu o dono; mas só porque aquele zurrar desesperado o incomodava.&lt;br /&gt;Por isso tratou de fazer calar o animal. E, já que não lhe parecia economicamente viável tirá-lo do fundo do poço, decidiu enterrá-lo. Assim, dizia para consigo, com um pau mato dois coelhos: cala-se o burro e esconde-se poço.&lt;br /&gt;A operação de transportar terra para o buraco começou rápida, porque o burro não parava de zurrar. Veio terra, muita terra... À medida que as pazadas caíam no fundo do poço, fazia-se menos premente o zurro do animal.&lt;br /&gt;Até que ficou tudo em silêncio, e o dono, felicitando-se pela excelente ideia que tivera, correu a ver se ainda faltava muito para encher o buraco.&lt;br /&gt;Qual não foi o seu espanto quando se deu conta de que o burro, o seu burro irrequieto, o mirava com os olhos enormes e, sacudindo a terra das orelhas, também enormes, saltava para foa do poço e corria, aos coices e aos guinchos, arneiro abaxo.&lt;br /&gt;Chegaste para mim – disse o proprietário, mirando o fracasso parcial da operação. Devia ter atirado uns pedregulhos primeiro, para tu morreres debaixo deles.&lt;br /&gt; Inteligência de burro ou ineficácia patronal?&lt;br /&gt;Pensando bem, hoje seria mais difícil a um burro que zurrasse no fundo do poço salvar-se como se salvou o burro irrequieto do nosso proprietário distraido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116095990575195800?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116095990575195800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116095990575195800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116095990575195800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116095990575195800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/10/intelignciad-dos-burros.html' title='A INTELIGÊNCIAD DOS BURROS'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-116086623723349751</id><published>2006-10-14T23:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-14T23:50:37.846+01:00</updated><title type='text'>CORRECÇÃO POLÍTICA OU COBARDIA GERAL?</title><content type='html'>Falar contra a violência em nome da religião, quem com mais autoridade do que o Papa?&lt;br /&gt;E Bento XVI, escolhendo um contexto que, além de não ser especificamente religioso, era o mais adequado, do ponto de vista científico, teve a coragem de afirmar claramente que a violência religiosa só pode ser fruto de uma imagem errada de Deus.&lt;br /&gt;Donde a necessidade do diálogo entre a fé e a razão, bem como o dever de a Universidade recriar o ambiente em que ambas, em permanente e fecunda tensão, produziram a enorme riqueza do pensamento ocidental.&lt;br /&gt;E não se trata de defender este pensamento contra outro qualquer: trata-se de dizer com clareza o que é preciso fazer para salvar valores que, como a liberdade, a paz e a tolerância, todos consideramos universais.&lt;br /&gt;Sejamos sinceros: O Papa não fez mais do que utilizar um discurso académico para dizer o que anda na mente dos políticos ocidentais – e até alguns orientais, digamos mesmo muçulmanos – mas que não dizem por falta de coragem.&lt;br /&gt;Pessoa insuspeita, mas inteligente, escreveu já que Bento XVI, com o seu discurso de Ratisbona, prestou à Europa e ao Islamismo o melhor serviço que lhe podia ter prestado.&lt;br /&gt;O trágico, no meio disto tudo, é que os políticos de uma e de outra banda são todos oportunistas e, como tais, sacrificam sempre a verdade ao pliticamente correcto.&lt;br /&gt;E os mesmos que, há uns meses, em nome da liberdade de expressão, se apressaram em defender certos agressores - que, esses sim, ofenderam realmente a fé muçulmana -, agora, ou se calaram, que foi o que fez a maioria, ou falaram fora de tempo, quando já não se corria qualquer risco na defesa da verdade.&lt;br /&gt;É evidente que as consequências desta cobardia colectiva não poderão ser boas.&lt;br /&gt;E já temos alguns alertas bem significativos, como é o caso daquele professor de filosfia de Toulouse, quase em prisão domiciliária, pelas ameças de morte que recebeu, devido a um artigo de opinião que publicou num dos mais pestigiados jornais franceses.&lt;br /&gt;E que dizer da vergonhosa censura interna de que acaba de ser vítima Mozar na própria Alemanha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-116086623723349751?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/116086623723349751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=116086623723349751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116086623723349751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/116086623723349751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/10/correco-poltica-ou-cobardia-geral.html' title='CORRECÇÃO POLÍTICA OU COBARDIA GERAL?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-115952102332992709</id><published>2006-09-29T09:58:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T10:10:23.366+01:00</updated><title type='text'>DE RATISBONA A CASTELGANDOLFO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/RATISBONA.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/RATISBONA.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Afinal, tudo isto não passou de uma tempestade num copo de água, dizia-se há dias, em tom professoral, num dos nossos meios de comunicação, a propósito da agitação criada a pretexto de um curtíssimo passo da aula-conferência proferida por Bento XVI na universidade de que fora Vice-Reitor.&lt;br /&gt;Claro que a minha reacção teve de ser, que me perdoem os bons profissionais dessa área de actividade:&lt;br /&gt;- Superficialidade jornalística de jornalistas pouco atentos.&lt;br /&gt;Como pode chamar-se tempestade num copo de água ao que em todos os continentes se disse e se fez contra a liberdade de expressão, que neste caso nem sequer se utilizara para ofender, contrariamente ao que aconteceu, ainda há menos de um ano, noutras instâncias?&lt;br /&gt;Só a ignorância ou a má fé, nesta Europa sem alma, vendida à ideologia alienante do economicismo e dos jogos geo-estratégicos, não deixou ver a quem precisava de manter a lucidez para defender valores inalienáveis da nossa cultura, que o que estava em jogo não era o diálogo inter-religioso, mas a convivência entre os povos, a tolerância, a verdadeira liberdade, que se afunda sempre que a razão não aceita a iluminação da fé, e esta se nega a si mesma, abandonado os ditames da recta razão.&lt;br /&gt;Afinal, o ex-Professor de Ratisbona, sem renunciar à sua condição de bispo de Roma e como tal cabeça da Igreja Universal, quis simplesmente alertar a universidade europeia para a necessidade de restituir à Teologia o lugar que lhe pertence no seio da comunidade científica, de restaurar o diálogo entre a fé e a razão, sem o qual surge necessariamente a violência.&lt;br /&gt;Mas a Europa dos intelectuais não entende ou não quer entender a mensagem do Papa; manipula o seu discurso e, com a colaboração de alguns muçulmanos radicais, feridos de anti-ocidentalismo, agita contra ele o mundo islâmico.&lt;br /&gt;Felizmente que Bento XVI, fazendo jus à inteligência de que o dotou a natureza e ao sentido pastoral que lhe vem de Deus, acabou repetindo aos crentes de Maomé a doutrina que, afinal, eles parecem ter percebido melhor do que os cristãos da Europa.&lt;br /&gt;Tempestade num copo de água?&lt;br /&gt;Claro que não.&lt;br /&gt;Foi, antes, momento privilegiado de fidelidade da Igreja à sua missão, que, por isto ou por aquilo, não acontece sem mártires.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-115952102332992709?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/115952102332992709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=115952102332992709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115952102332992709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115952102332992709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/09/de-ratisbona-castelgandolfo.html' title='DE RATISBONA A CASTELGANDOLFO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-115841735874394410</id><published>2006-09-16T15:28:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T15:35:58.760+01:00</updated><title type='text'>QUESTÕES DE CONSCIÊNCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/AS.REP.(S.Bento).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/AS.REP.%28S.Bento%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ser muito versado na história dos povos e das ideias que regem o seu modo de estar no concerto das nações, para perceber que uma cultura, que é o que dá a cada povo a respectiva identidade, só se altera de um momento para o outro, quando intervém a violência e consequente destruição desse povo.&lt;br /&gt;Não é preciso ser muito versado em história; mas é um facto que, sobretudo nas últimas décadas, no Ocidente (Europa e América do norte), os políticos e grande parte dos homens de cultura, não só quando se trata de julgar as nações que não comungam da mesma tradição cultural, mas também no modo de encarar internamente certos valores.&lt;br /&gt;Marcados pela dinâmica da recusa, pensam e agem ainda de forma maniqueia: tomam sistematicamente palavras como &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;laicidade&lt;/em&gt; (repare-se que não digo &lt;em&gt;laicismo&lt;/em&gt;), &lt;em&gt;pluralismo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;tolerância&lt;/em&gt;, etc., em sentido polémico; ou seja, utilizam-nas quase sempre como arma para atacar quem não pensa como eles.&lt;br /&gt;Não é, pois de admirar que os partidos políticos, mesmo aqueles que se apoiam em ideologias laicistas e ateias, numa incoerência formal de que se envergonhariam se reflectissem um pouco, façam muitas vezes apelo à consciência dos cidadãos.&lt;br /&gt;Inclusivamente para lhes pedirem que, segundo ois ditames da própria consciência, lhes forneçam um quadro jurídico para legislarem, não segundo a consciência dos cidadãos, mas segundo a própria ideologia.&lt;br /&gt;É o que se passa, por exemplo, com questões como o aborto, que eles afirmam a sete pés ser uma questão de consciência, mas sobre a qual querem legislar como se de matéria anódina se tratasse.&lt;br /&gt;Se é um problema de consciência, que não pode ser resolvido senão no foro da consciência, como pode um órgão legislativo pedir aos cidadãos um parecer através do voto, que, além de ser condicionado pela consciência, acabará sempre por provocar a manipulação das consciências?&lt;br /&gt;Não estou a tomar posição nem a dar indicações de voto, embora tenha toda a legitimidade para o fazer, o que, segundo penso, nesta matéria, não é o caso dos partidos e organizações políticas.&lt;br /&gt;Estou só a lamentar, como cidadão europeu do século XXI,  que as nossas democracias estejam ainda tão longe da maturidade que, como espero, levará um dia os detentores do poder político a não se ocuparem senão da promoção do bem comum, que é o espaço humano em que cada pessoa pode ser cada vez mais pessoa.&lt;br /&gt;Respeitando as minorias claro; mas nunca transformando as maiorias em minorias marginalizadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-115841735874394410?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/115841735874394410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=115841735874394410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115841735874394410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115841735874394410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/09/questes-de-conscincia.html' title='QUESTÕES DE CONSCIÊNCIA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-115784605504344382</id><published>2006-09-10T00:44:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T00:54:15.056+01:00</updated><title type='text'>A TRAGÉDIA DE NATASCHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/CLAUSTRO%20ROM??NICO.png"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/CLAUSTRO%20ROM%3F%3FNICO.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A meio da tarde, um pouco para matar o tempo e também para respirar ar fresco, deambulo pelo claustro de D. Pedro de Castilho, um espaço agradável, onde o belo casamento do antigo com o moderno pode servir-nos de símbolo e sugestão.&lt;br /&gt;De repente, qual bando de avezinhas soltas para voarem livremente num espaço que lhes sabem destinado, correndo, gritando, quase guinchando, irrompem no pátio as crinças do ATL.&lt;br /&gt;Fico por momentos  a contemplar o espectáculo, a deixar-me penetrar da alegria, da vida esfusiante que jorra por todos os cantos.&lt;br /&gt;Depois, quando retomo os textos litúrgicos para continuar a minha oração, que não costuma ser incomodada pelo chilreio das crianças, assalta-me a lembrança da tagédia de Natascha... Pobre Natascha Campusch, a quem roubaram a segunda infância, a adolescência... e agora está ameaçada de perder a juventude!&lt;br /&gt;Já se começara em casa, com a família a desmoronar-se, a perder aceleradamente os espaços necessários a um desenvolvimento adequado do ser pessoal.&lt;br /&gt;Agora é a venalidade da comunicação social, ao seviço da necrofilia de uma cultura sem valores, num mundo que a ironia da história enche de máscaras para que os tabus contunuem a alienar pessoas e grupos.&lt;br /&gt;Será mesmo um mundo cão, este em que vivemos?&lt;br /&gt;Nunca se falou tanto de respeito pelos direitos da pessoa... em nome da dignidade e do respeito pelo homem, dizem os promotores de medidas contra o terrorismo, ainda antes de chegarem a acordo sobre o que é o terrorismo...&lt;br /&gt;Esmaga-se a pessoa no que tem de mais sagrado, com a agravante de se cultivar permanentemente a desresponsabilização:&lt;br /&gt;Ninguém duvida de que uma entrevista como a que divulgou a televisão austríaca, e que, segundo os especialistas, pode desenvolver uma dinâmica de vedetismo com graves consequências para a necessária integração de Natascha num quadro de normalidade humana, é fruto da desenfreada busca de audiências. E por toda a parte se verificou a corrida para diante do ecrã, cada qual a braços com a respectiva curiosidade, mas ninguém pensando na desumanidade em que estava a colaborar.&lt;br /&gt;O crime não é menor pelo facto de se anunciar hipocritamente que as receitas da exclusividade da referida entrevista se destinam à criação de uma bolsa, etc., etc...&lt;br /&gt;Se esmago alguém, directa ou indirectamente, será que sou menos criminoso pelo facto de não guardar para mim os lucros de tal crime?&lt;br /&gt;Como não sentir uma profunda inquietação num mundo assim perdido?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-115784605504344382?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/115784605504344382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=115784605504344382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115784605504344382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115784605504344382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/09/tragdia-de-natascha.html' title='A TRAGÉDIA DE NATASCHA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-115377589842676733</id><published>2006-07-24T22:03:00.000+01:00</published><updated>2006-07-24T22:18:18.456+01:00</updated><title type='text'>INSTRUMENTOS DE DOMÍNIO I</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/MTERNIDADE.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/MTERNIDADE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A questão (da PMA) abre a porta a tantas dúvidas… Sempre que damos um pontapé na natureza, ela responde-nos de maneira brutal. Não me esqueço que isto pode ser um instrumento de domínio. Mas é evidente que prefiro que haja alguma regulação que não exista nenhuma. Mas é muito difícil referendar uma matéria destas. Não vejo sequer como formular uma pergunta&lt;/em&gt; (Paula Teixeira da Cruz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o programa “Diga lá excelência”, que a RN transmite em colaboração com o jornal PÚBLICO e a 2. De um modo geral, a minha actividade dominical não me permite ouvir senão parte deste programa, que aprecio muito, sobretudo pela categoria das pessoas entrevistadas, que me parecem bem escolhidas e que gosto de ouvir, mesmo quando não partilho das suas ideias, o que acontece com grande frequência.&lt;br /&gt;Também não costumo falar dos temas abordados e do seu tratamento, senão em reduzido círculo de amigos.&lt;br /&gt;Desta vez, porém, decidi-me a pedir a palavra: pela sorte que tive de poder seguir o programa na sua globalidade, pelo tom das respostas, de alguém da oposição que, como a certa altura deu a entender, percebe que, em democracia, quem não sabe assumir uma derrota também não administra bem uma vitória; por tudo isto, mas principalmente pelo modo como respondeu às duas últimas questões, que, como não podia deixar de ser, abordaram o problema da fecundação artificial – que a má consciência dos seus promotores designa por Procriação Medicamente Assistida – e as uniões de homossexuais, que alguns querem resolver por meio de uma instituição que só alterada nas suas componentes essenciais lhes poderá ser aplicada.&lt;br /&gt;Gostaria de dizer a D.ra Paula da Cruz que senti um encanto especial ao ouvir uma Senhora dizer com toda a clareza, a propósito da Lei sobre a PMA, primeiro, que teme que essa matéria se transforme num instrumento de domínio; e é pena que o texto escrito da sua entrevista não inclua algumas frases onde, muito ao de leve, mas de modo igualmente claro, aludiu a factos históricos que nos horrorizam e que parecem esquecidos pelos actuais legisladores. E estou absolutamente de acordo em que é difícil, para não dizer impossível, referendar uma lei deste tipo.&lt;br /&gt;Mas gostaria de deixar aqui uma pergunta que tenho feito muitas vezes em conversa com os amigos e para a qual sou encorajado por outra afirmação de Paula da Cruz, que diz e, em meu entender, muito bem, que é preferível “que haja alguma regulação do que não exista nenhuma”.&lt;br /&gt;A pergunta é esta: Não deveriam os deputados que têm um verdadeiro sentido do que se pode arriscar em leis deste tipo, antecipar-se em iniciativas legislativas que promovessem uma regulação a favor do bem comum, sem abrir a porta a violações da dignidade humana?&lt;br /&gt;Esta pergunta pode fazer-se também em relação a outros temas quentes, como o da homossexualidade, que foi abordado nesta entrevista.&lt;br /&gt;Fica para o próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-115377589842676733?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/115377589842676733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=115377589842676733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115377589842676733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/115377589842676733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/07/instrumentos-de-domnio-i.html' title='INSTRUMENTOS DE DOMÍNIO I'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-114664907717369012</id><published>2006-05-03T10:34:00.000+01:00</published><updated>2006-05-03T10:37:57.183+01:00</updated><title type='text'>Equívocos... de novo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/ADVENTO.2.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/ADVENTO.2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Padre Eustáquio ou o terceiro Padre Jerónimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao tema, não pela importância do areópago, mas pela imagem que nele se pretende dar de uma fé que, afinal, por muito que pareça a da Igreja, para quem tem as ideias arrumadas, não passa de uma grosseira caricatura dela.&lt;br /&gt;O Padre Jerónimo e os parentes, ou seja toda a família de Joana e Rodrigo, para defender as aparências, continuam a enredar-se numa série de mentiras, que, só não conduzirão a tragédias maiores se o autor do guião inventar mais algum &lt;em&gt;deus ex machina&lt;/em&gt;, como é hábito no mundo das telenovelas.&lt;br /&gt;Mas o mais grave é que nos estão a querer dizer que a teoria da dupla verdade, tão fascinante para os escolásticos da linha aristotélico-islâmica, não só é verdadeira, como será a única saída para determinados conflitos de consciência, onde a razão se oporia de tal modo à fé, que teríamos de escolher entre as duas… naturalmente com detrimento da fé. Isto é: teríamos dois padres Jerónimo em conflito insanável: o tio e o crente; como se a fé não tivesse capacidade para acompanhar o tio até ao fim dos seus sentimentos, sem dramos de consciência.&lt;br /&gt;Seria preciso inventar um outro padre Jerónimo, que, obviamente não interessa ao público consumidor da maioria dos programas das nossas televisões, nem às ideologias anti-cristãs que abundam por aí.&lt;br /&gt;Foi por isso que me decidi a resumir, para quem queira tomar dela conhecimento, a dolorosíssima experiência por que passou um sacerdote meu amigo, que autorizou a falar dela, ainda que usando um nome fictício. Alguns poderão achar que as diferenças entre um caso e outro permitem pensar que a situação do padre Jerónimo é mais complicada: talvez tenham razão. No entanto, se nos queremos manter no quadro da pretensa incompatibilidade entre duas verdades, parece-me precisamente o contrário.&lt;br /&gt;Naquele ano, em plenas festas natalícias, procurando na sua fé a força necessária para acompanhar os parentes num drama que, no seu caso, ia muito para além do quadro familiar, o Padre Eustáquio, que a sobrinha teimou em ter junto dos pais naquele momento, ouviu da médica assistente a informação de que ela estava grávida e queria abortar. De acordo com a lei, apesar de a grávida ser já de idade maior, uma vez que estava sob custódia dos pais, exigia-se que pelo menos não se opusessem.&lt;br /&gt;Não interessa o resto do discurso.&lt;br /&gt;Informa-se apenas que os pais aceitaram a decisão da filha, guardando para o momento em que se encontraram sozinhos a explosão das lágrimas e da revolta contra o que reputavam de crime horrível – palavras da mãe -, interpretando o silêncio do parente sacerdote como afirmação de que podiam contar com a sua solidariedade: E perceberam também que ele sofria talvez mais do que eles, mas que, ao contrário do que havia sido insinuado à filha, antes da revelação do terrível segredo, encontrava na sua fé algo mais do que a palavra pecado, para enfrentar situações como esta.&lt;br /&gt;Dois dias depois, padre Eustáquio, à sobrinha que se despede pedindo que não lhe levasse mal o que ia fazer, responde com um beijo demorado na testa: ele queria que ela percebesse que não estava de acordo, mas que não lhe competia julgar fosse quem fosse; e que, mais do que qualquer outra pessoa, em circunstâncias idênticas, uma sobrinha, não podia deixar de ter um lugar especial nas suas orações.&lt;br /&gt;Não se falou mais no assunto.&lt;br /&gt;Para o padre Eustáquio teia sido mais reconfortante ajudar a sobrinha a manter a gravidez até ao fim, mesmo que a família estivesse toda em desacordo, que não era o caso.&lt;br /&gt;Quanto ao padre Jerónimo, da nossa telenovela, não se vê onde está o conflito de consciência. Ele devia saber que há direitos inalienáveis: o primeiro de todos é o de viver, quando se recebeu o dom da vida, quaisquer que tenham sido as circunstâncias da sua transmissão; e a seguir, o direito – que, como, aliás no primeiro caso, corresponde a um dever – de qualquer mulher levar até ao fim, com a ajuda de todos, a sua gravidez. &lt;br /&gt;Só uma enorme deformação cultural pode levar a pensar que o incesto é um pecado maior do que o aborto. Aliás, em boa moral, não se comparam, em termos de maior ou menor, pecados e males de ordem diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-114664907717369012?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/114664907717369012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=114664907717369012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114664907717369012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114664907717369012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/05/equvocos-de-novo.html' title='Equívocos... de novo.'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-114626388170949880</id><published>2006-04-28T23:28:00.000+01:00</published><updated>2006-04-28T23:38:01.736+01:00</updated><title type='text'>TOLERÂNCIA OU CINISMO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/SANTO%20AGOSTINHO%201.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/SANTO%20AGOSTINHO%201.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Para relançar o debate acerca da Europa, sobre a qual uma certa classe política teima em lançar os destroços de um tratado constitucional abortado, pareceu-me útil transcrever um passo do discurso pronunciado pelo ainda cardeal J. Ratzinger, no Subiaco, a 1 de Abril de 2005;&lt;br /&gt;A afirmação de que a menção das raízes cristãs da Europa ferem os sentimentos dos muitos não-cristãos que existem na Europa, é pouco convincente, visto que se trata, antes de mais, de um facto histórico que ninguém pode seriamente negar. Naturalmente, esta indicação histórica contém também uma referência ao presente, dado que, ao mencionar as raízes, também se indicam as fontes de orientação moral, ou seja, um factor de identidade desta formação que é a Europa.&lt;br /&gt;Quem seriam os ofendidos? Que identidade seria ameaçada? Os muçulmanos, que a este respeito costumam ser frequentemente citados, não se sentem ameaçados pelos nossos fundamentos morais cristãos, mas pelo cinismo de uma cultura secularizada, que também lhes nega os fundamentos religiosos.&lt;br /&gt;E os concidadãos judeus também não se sentem ofendidos com a referência às raízes cristãs da Europa, visto que estas raízes mergulham no monte Sinai: trazem a marca da voz que se fez ouvir no monte de Deus e unem-se nas grandes orientações fundamentais que o Decálogo proporcionou à humanidade.&lt;br /&gt;O mesmo vale para a referência a Deus: não é a menção de Deus que ofende os membros de outras religiões, mas sim a tentativa de construir a comunidade humana absolutamente sem Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-114626388170949880?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/114626388170949880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=114626388170949880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114626388170949880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114626388170949880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/04/tolerncia-ou-cinismo.html' title='TOLERÂNCIA OU CINISMO?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-114575234646811518</id><published>2006-04-23T01:24:00.000+01:00</published><updated>2006-04-23T01:32:27.056+01:00</updated><title type='text'>OS EQUÍVOCOS DO PADRE JERÓNIMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/beneditapereira-joana.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/beneditapereira-joana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;A inflação das telenovelas, constitui um sintoma infalível do baixo nível cultural de toda uma nação; e ainda do despudor com que se manipulam as massas, ao serviço da ambição de lucro das grandes empresas.&lt;br /&gt;Mas, por isso mesmo, seria extremamente perigoso ignorar essa realidade: Ignorar sobretudo a persistência com que se tenta lavar o cérebro às pessoas esquematizando problemas complexos, às vezes extremamente graves, propondo soluções simplistas.&lt;br /&gt;Há que estar atentos, não naturalmente para inventar mecanismos de censura; não para impedir seja o que for, mas para saber por onde vai a descaracterização da nossa cultura, pondo assim em risco a sobrevivência da nação (a gens, dos romanos).&lt;br /&gt;É por isso que às vezes desperdiço alguns minutos a acompanhar esses subprodutos das culturas em decadência… que é o que acontece com as culturas ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dei-te quase tudo, abordam-se entre outras, a questão das sequelas de amores mal vividos, ou instrumentalizados, ao serviço de causas inconfessáveis… e por esse portal entram ódios fratricidas, incestos, assassínios, a burla como vingança.&lt;br /&gt;Tenho andado a ver em que param as danças e contra-danças do incesto de Joana e Rodrigo, que o guionista retrata bem como vítimas de uma enorme quantidade de erros acumulados, incluindo os que brotam da sua própria falta de senso.&lt;br /&gt;E os parentes desfazem-se em iniciativas que possam afastar os dois jovens um do outro, quase com a obsessão de um fantasma que se transforma no protagonista principal, relegando as pessoas para um nível de presença na memória colectiva que facilite a sua rápida eliminação… tal como acontece com Gergory, o homem-barata da Metamorfose.&lt;br /&gt;E é neste universo familiar que surge o Padre Jerónimo, o tio sacerdote ao qual recorre a pobre Joana, que acaba de descobrir que está grávida do próprio irmão.&lt;br /&gt;Não sei se é intencional ou não; mas pode dizer-se que os autores do guião conseguiram criar, nesta figura de padre de mente dualista, dançando entre o pelagianismo e o predestinacionismo, um belo exemplo da tal má consciência.que tanto escandalizava Sartre.&lt;br /&gt;Escrevo estas linhas influenciado pelas intervenções do Padre Jerónimo nos dois últimos episódios de Dei-te quase tudo…&lt;br /&gt;Como pode um tio prescindir da sua condição de sacerdote, quando se trata de ajudar uma sobrinha que recorre a ele precisamente porque é sacerdote?&lt;br /&gt;Será coerente invocar o dever do segredo quando se anda continuamente a violá-lo? Todas as conversas do Padre Jerónimo, após a revelação da sobrinha, levam as pessoas a suspeitar do segredo e do seu conteúdo.&lt;br /&gt;E como se pode invocar a pecaminosidade do incesto para justificar um pecado muitíssimo mais grave?&lt;br /&gt;E será teologicamente correcto afirmar que alguém é filho do pecado? Pode o pecado gerar a vida? Saberá este padre que o pecado é uma noção teológica, isto é, diz respeito às nossas relações com Deus?&lt;br /&gt;Francamente. Padre Jerónimo parece ter andado a ler os teólogos nominalistas onde Lutero foi buscar as estruturas mentais que o impediram de equacionar correctamente o mistério da colaboração da liberdade do homem com a graça de Deus.&lt;br /&gt;E causa-me muita pena que seja precisamente um padre o primeiro personagem deste drama a apontar uma porta de saída que não tem em conta os direitos e o futuro das duas pessoas mais implicadas no drama: a mãe e o filho: é evidente que Padre Jerónimo, ao recomendar o aborto à sobrinha, está empenhado em defender a pele de muita gente, de todos, provavelmente… de todos, menos da sobrinha e do filho que ela traz no ventre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-114575234646811518?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/114575234646811518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=114575234646811518' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114575234646811518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114575234646811518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/04/os-equvocos-do-padre-jernimo.html' title='OS EQUÍVOCOS DO PADRE JERÓNIMO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-114341507253742413</id><published>2006-03-27T00:04:00.000+01:00</published><updated>2006-03-27T00:17:52.550+01:00</updated><title type='text'>MÁSCARAS DA DISCRIMINAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/MULHER.SORRISO%20CONTIDO.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/MULHER.SORRISO%20CONTIDO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/MULHER.AMPARADA%20QUE%20AMPARA.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/MULHER.AMPARADA%20QUE%20AMPARA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reservas de um ignorante&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tinha de ser: ao complexo de país culturalmente dependente juntou-se o complexo de esquerda, que, como todos os complexos – se fosse de direita seria igualmente patológico – conduz irremediavelmente a decisões acríticas. O que importa é que estejam coloridas de esquerda, mesmo que contradigam os grandes objectivos por que sempre lutou a esquerda europeia.&lt;br /&gt;No dia internacional da mulher foram divulgadas estatísticas que demonstravam que Portugal era o país da União Europeia que tinha maior percentagem de mulheres a desempenhar cargos públicos… o que me deu muita alegria, não só pelo que isso significava de avanço de uma democracia real – os Portugueses, de um modo geral, sabiam respeitar os talentos, e não criavam dificuldades à sua emergência, viessem donde viessem – mas também pela certeza de que, mais tarde ou mais cedo, isso se reflectiria em inegáveis benefícios para o nosso viver colectivo.&lt;br /&gt;Foi por isso que me surpreendeu a notícia de que, muito em breve iria ser presente na Assembleia da República um projecto de lei sobre as famigeradas cotas, ou regras de paridade…&lt;br /&gt;Hoje não digo mais sobre o assunto.&lt;br /&gt;Gostaria apenas de deixar aqui a pergunta a quem saiba mais de direitos e garantias:&lt;br /&gt;Uma lei desse tipo estará de acordo com os preceitos constitucionais? Eu não consigo ver como cabe na norma seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 13.º (Princípio da igualdade)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1&lt;em&gt;. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.&lt;br /&gt;2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-114341507253742413?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/114341507253742413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=114341507253742413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114341507253742413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114341507253742413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/03/mscaras-da-discriminao.html' title='MÁSCARAS DA DISCRIMINAÇÃO'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-114157470474383897</id><published>2006-03-05T15:39:00.000Z</published><updated>2006-03-05T16:05:05.980Z</updated><title type='text'>ENTRE A INTOLERÂNCIA E A IRRESPONSABILIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/CARICATURA.5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/CARICATURA.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/BINLADEN.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/BINLADEN.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este é um “post” que já esteve na gaveta dos impublicáveis, depois de esperar inutilmente por um ambiente sereno, em que pudéssemos emitir a nossa opinião sem sermos imediatamente conotados com qualquer das ideologias em confronto, atirados para algum dos extremos, que só aparentemente se excluem.&lt;br /&gt;De facto, num mundo superficial como o nosso, dominado pelos &lt;em&gt;mass mdia&lt;/em&gt;, onde a força do discurso nasce precisamente do vazio de ideias, num abismo de maniqueismo político e cultural, não se aceitam matizes, e não coincidir totalmente com o opensamento de um grupo é correr sério risco de nos identificarem com o outro.&lt;br /&gt;Estava, pois, na gaveta, o “post” que aqui vai, um pouco mutilado por influência dos últimos acontecimentos e dos discursos que sobre eles nos vêm de todos os quadrantes; não tem qualquer pretensão de novidade, e o seu autor não ficaria espantado se aparecessem a acusá-lo, com a mesma violência, uns de intolerante, inimigo da liberdade de expressão, outros de agressor irresponável, demolidor dos sentimentos e das crenças.&lt;br /&gt;Como terá acontecido com milhões de cidadãos do globo, só soube das caricaturas dinamarquesas pelos noticiários, que relatavam com incrível avidez a violência que se lhes seguiu em alguns países muçulmanos. Friso o &lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt;, porque, de facto, a maioria desses países não se manifestou, e, mesmo nos primeiros, para tantos milhões de crentes, foram demasiado poucos os que se deixaram manipular por agitadores que, em meu entender, até podiam ser amigos dos autores das famigeradas caricaturas.&lt;br /&gt;Acompanhei os debates, sempre marcados pela violência com que as ideologias, mascaradas ou dando a cara, procuraram aproveitar a ocasião para vender o seu produto. E fiquei triste.&lt;br /&gt;Por isso retirei o “post” da gaveta e fiz dele um desabafo de ciadadão desencantado: desencantado com os detentores do poder dito democrático, mas mais ainda com os nossos intelectuais, que deviam ser as pessoas mais lúcidas, não só para analisarem os factos com objectividade, mas sobretudo para ajudarem o cidadão comum a titrar deles as lições que contêm em ordem ao futuro.&lt;br /&gt;Foi uma pena que se tenha erguido tão alto a voz para atacar, não importa agora quem, nem o quê, sempre em nome de valores abstractos, e não se tenha dispendido o menor esforço numa autêntica pedagogia da liberdade.&lt;br /&gt;Liberdade, que não pode assentar no erro, nem numa verdade puramente abstracta, sem referências concretas ao ser e ao agir humanos… e que não existe apenas pela ausência de amarras, já que o homem só é verdadeiramente livre em função do que desperta a sua capacidade de amar.&lt;br /&gt;É por isso que não basta abolir as leis repressivas para criar uma sociedade livre.&lt;br /&gt;E foi também por isso que reduzir a questão das caricaturas a um problema de liberdades democráticas, de leis mais ou menos permissivas… de encontro ou desencontro de civilizações, me pareceu, no mínmo, uma cegueira imperdoável, que fez com que quem devia aproveitar os factos para abrir os horizontes a um pensamento mais amplo e, como tal mais humanista, se tenha entretido a atiçar novas fogueiras, mesmo quando falava contra elas.&lt;br /&gt;Porque não se pode condenar a intolerância apoiando a irresponsabilidade, nem condenar esta apoiando aquela.&lt;br /&gt;Foi triste. Muito triste mesmo, esta divisão do mundo em dois, levada cabo, não pelos factos em si, mas por quem os mostrou e se meteu a comentá-los, sem se defender devidamente do espírito que lhes estava subjacente, agravando assim o abismo que nos separa uns dos outros, com prejuízo para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-114157470474383897?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/114157470474383897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=114157470474383897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114157470474383897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/114157470474383897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/03/entre-intolerncia-e-irresponsabilidade.html' title='ENTRE A INTOLERÂNCIA E A IRRESPONSABILIDADE'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113957193297041021</id><published>2006-02-10T11:23:00.000Z</published><updated>2006-02-10T12:10:12.463Z</updated><title type='text'>O MEU PONTO DE VISTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/SENHORA%20DAS%20CANDEIAS.1.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/SENHORA%20DAS%20CANDEIAS.1.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/CANDEL??RIA.Br.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/CANDEL%3F%3FRIA.Br.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, peço licença ao autor para transcrever de Notícias Lepanto, 10.002.2006, o texto seguinte.&lt;br /&gt;Guardo as particularidades do português do Brasil, pelo respeito que merece a grande nação irmã, bem como o autor do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O ciclo natalino se encerra com a Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora, no dia 2 de fevereiro. A piedade cristã, tendo em vista ressaltar tal solenidade, foi-lhe acrescentando nomes evocativos como Festa de Nossa Senhora das Candeias, da Luz, dos Navegantes, da Candelária, do Bom Sucesso e do Bom Parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser apresentado no Templo, o santo e venerável Simeão, ao receber o Menino Deus em seus braços, cheio de alegria, voltou-se para Maria Santíssima e afirmou que aquele Menino foi posto para ruína e salvação de muitos em Israel, que seria alvo de contradição, e uma espada de dor transpassaria o coração da Mãe, para que se revelasse o segredo dos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos começaram a chamar a festa de Ipapante, que quer dizer o Encontro do Senhor. Na verdade, os primeiros vestígios de sua celebração remontam ao século IV, sendo comemorada com grande pompa – comparando-se à celebração da Páscoa –, com procissão, sermão, Missa e a bênção das velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as cerimônias da grande festa, são bentas as velas com paramentos roxos, e distribuídas aos fiéis para o acompanhamento da procissão, que significa a viagem de Maria e de São José ao Templo, levando o Menino Jesus. A Missa do dia contempla dois grandes mistérios, a obediência à Lei de Moisés, que mandava levar a criança ao Templo 40 dias após o nascimento, e o Rito da Purificação, para que a mãe voltasse a freqüentar o Templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino Jesus foi apresentado no Templo de Jerusalém e resgatado com a oferta de cinco siclos**, e a Mãe, para cumprir o Rito da Purificação, ofereceu dois pombos, exatamente a oferta dos pobres. Com efeito, Maria não necessitava cumprir o ritual mosaico, porque Ela concebeu por obra do Espírito Santo, mas quis sujeitar-se a ele para nos servir de modelo de humildade e de obediência.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;P. David Francisquini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora peço licença para esclarecer alguns pontos e discordar de outros.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quanto aos nomes dados a esta festa pela piedade popular, que, talvez por este mistério do Senhor nunca ter sido devidamente explicado ao povo cristão, acabou por lhe dar um sentido eminentemente mariano: &lt;strong&gt;Nossa Senhora da Apresentação&lt;/strong&gt; será o nome mais de acordo com o mistério que se celebra: a apresentação do Menino no Templo, “como prescrevia a Lei”… De facto, na Lei não havia tal prescrição: o que dizia a Lei, como pode ler-se em &lt;em&gt;Lev&lt;/em&gt; 12, 6-8, era que toda a mulher que dava à luz um filho varão, quarenta dias após o parto, devia apresentar-se no templo e oferecer, como sacrifício de purificação, um cordeiro ou duas rolas ou duas pombas, segundo as suas posses.&lt;br /&gt;É a isto que se refere &lt;em&gt;São Lucas&lt;/em&gt; em 2,24; em 2, 23 refere-se à Lei dos primogénitos (&lt;em&gt;Ex &lt;/em&gt;34, 20; &lt;em&gt;Num&lt;/em&gt; 18, 15-22), segundo a qual, em memória da protecção concedida aos primogénitos dos Hebreus, por ocasião da matança dos primogénitos dos egípcios, todo o primogénito pertencia ao Senhor; o pai, ou o dono, no caso dos animais, devia resgatá-lo mediante o pagamento de cinco siclos, durante o mês a seguir ao nascimento.&lt;br /&gt;São Lucas, ao não diz nada sobre o resgate – que devia ser feito pago pelo pai biológico – depois de citar a Lei, parece insinuar duas coisas muito importantes para nós: primeiro, que José não é, de facto, o pai biológico de Jesus. Segundo, que o Menino não foi resgatado.&lt;br /&gt;Segundo alguns teólogos contemporâneos, a importância destas duas insinuações é maior do que poderia parecer: não só pela concepção virginal de Cristo, mas sobretudo porque não teria sentido que aquele de quem o cordeiro pascal – que recordava o cordeiro cujo sangue evitara a morte dos primogénitos hebreus -, era a figura, que estava posto para resgate da humanidade, fosse, por sua vez, resgatado por cinco moedas.&lt;br /&gt;Por outro lado, há autores que ligam ao facto de Jesus não ter sido resgatado o episódio de &lt;em&gt;Lc&lt;/em&gt; 2, 41-52 (perda e encontro no Templo).&lt;br /&gt;Nossa &lt;strong&gt;Senhora da Purificação&lt;/strong&gt;, é outro nome dado pela piedade cristã à festa de dois de Fevereiro.&lt;br /&gt;Isso é claro: Maria vai ao templo, porque toda a mulher, depois de dar à luz – 40 dias, se era um menino, 60, se uma menina – devia ir ao templo, realizar o rito da purificação. Porquê? Donde lhe vinha a impureza?&lt;br /&gt;É aqui que discordo em absoluto o P. Francisquini, que, como, aliás muitos pregadores que não se dão conta da contradição que pode encerrar o seu modo de ler o texto, dizem que Maria não precisava deste rito porque Jesus tinha sido concebido virginalmente.&lt;br /&gt;Ora, a impureza da parturiente, impureza puramente legal, não tinha nada ver com o modo como ela ficara grávida. E parece-me grave que demos a uma celebração como esta um colorido, ainda que muito diluído, a insinuar menosprezo pelas relações sexuais.&lt;br /&gt;A impureza da parturiente tinha a ver com a ideia profundamente arreigada nos povos nómadas, que o sangue era o símbolo da vida; esta ideia, como aconteceu com outros costumes, é introduzida na Lei com um novo significado: Deus é o Senhor absoluto da vida, particularmente da vida humana, de modo que a sua transmissão tem o seu quê de divino; e o derramamento de sangue, que no parto e na menstruação, segundo a concepção dos povos nómadas, implicava uma especial relação com a vida, por isso mesmo e não por qualquer razão de ordem moral, tornava a mulher sujeito de uma impureza de que devia limpar-se oferecendo, no caso dos Hebreus, um cordeiro ou duas rolas (duas pombinhas).&lt;br /&gt;Tendo isto presente, já não podemos dizer que Maria estava dispensada de ir purificar-se no templo, ainda que a piedade cristã, no geral, considere que a virgindade no parto implica ausência de derramamento de sangue.&lt;br /&gt;O que, num certo sentido, põe mais em realce a obediência de Maria, que está na linha da obediência com que Jesus vem salvar a humanidade.&lt;br /&gt;Dos outros nomes dados à festa da Apresentação do Menino, gostaria de recordar: &lt;strong&gt;Senhora da Luz, Senhora das Candeias, Candelária&lt;/strong&gt;: Fundamentalmente, estes nomes vêm do facto de nesta celebração se realizar muitas vezes a bênção e procissão das velas – latim, &lt;em&gt;candelae&lt;/em&gt; – rito inspirado nas palavras do velho Simeão: &lt;em&gt;Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória do Israel teu povo&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Lc&lt;/em&gt; 2, 29-32)&lt;br /&gt;Nada do que fica dito pretende deslustrar a importância da festa da Apresentação do Senhor, simultâneamente cristológica e mariana.&lt;br /&gt;Creio até que os pormenores para que me atrevi a chamar a tenção podem ajudar a aprofundar o respectivo sentido, sem equívocos de ordem teológica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113957193297041021?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113957193297041021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113957193297041021' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113957193297041021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113957193297041021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/02/o-meu-ponto-de-vista.html' title='O MEU PONTO DE VISTA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113896744123120031</id><published>2006-02-03T11:42:00.000Z</published><updated>2006-02-03T11:50:41.246Z</updated><title type='text'>NA GUERRA, A VERDADE DA PAZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/GUERRA%20E%20PAZ.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/GUERRA%20E%20PAZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Absalão, montado numa mula, encontrou-se, de repente, em frente dos homens de David. A mula passou sob a ramagem espessa de um grande carvalho, e a cabeça de Absalão ficou presa nos ramos da árvore, de modo que ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que ia montado seguia em frente.&lt;br /&gt;Alguém viu e avisou Joab: «Vi agora Absalão suspenso de um carvalho».&lt;br /&gt;Joab respondeu: «Não tenho tempo a perder contigo.» Tomou, pois, três dardos e cravou-os no coração de Absalão. &lt;br /&gt;David estava sentado entre duas portas. (…)&lt;br /&gt;Entretanto chegou um mensageiro etíope e disse: «Saiba o rei, meu senhor, a boa notícia: o Senhor fez hoje justiça a teu favor, contra todos os que se revoltaram contra ti.»  &lt;br /&gt;O rei perguntou ao etíope: «Está bem o jovem Absalão?» E o etíope respondeu: «Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer mal!» &lt;br /&gt;Então, o rei, muito triste, subiu ao quarto que estava por cima da porta e pôs-se a chorar. E dizia, caminhando de um lado para o outro: «Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Porque não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!»  &lt;br /&gt;Disseram a Joab: «O rei chora e lamenta-se por causa de Absalão.»  &lt;br /&gt;E naquele dia a vitória converteu-se em luto para todo o exército, porque o povo soube que o rei estava acabrunhado de dor por causa do filho.&lt;/em&gt; (II Sam 18, 9 sgs.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A verdade da paz deve valer, e fazer valer o seu resplendor benéfico de luz, mesmo quando nos encontramos na trágica situação duma guerra. Os Padres do Concílio Ecuménico Vaticano II, na constituição pastoral Gaudium et spes, ressaltam que, «uma vez começada lamentavelmente a guerra, nem tudo se torna lícito entre as partes beligerantes». [7] A Comunidade Internacional dotou-se de um direito internacional humanitário para limitar ao máximo, sobretudo nas populações civis, as consequências devastadoras da guerra. Em numerosas circunstâncias e com diversas modalidades, a Santa Sé manifestou o seu apoio a este direito humanitário, encorajando o seu respeito e pronta actuação, convencida de que existe, mesmo na guerra, a verdade da paz.&lt;/em&gt; (Bento XVI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na raiz da cultura greco-romana – quem duvidar pode ler o que nos resta do grande teatro trágico - cómico, de Ésquilo a Eurípedes, passando por Sófocles e Aristófanes – que a violência gera a violência, num crescendo em espiral, só remediável quando à vingança pessoal se sobrepõe uma norma transcendente aos interesses directos dos contendores.&lt;br /&gt;A esta intuição dos grandes pensadores gregos vem juntar-se a luz da Revelação, que põe acima dos particularismos de cada indivíduo e de cada povo, a verdade universal do homem, criatura e imagem de Deus.&lt;br /&gt;É aí que radica a tristeza que, no relato das lutas de David com os seus adversários, se abate sobre o exército vencedor, depois de ter tratado cruelmente o inimigo vencido.&lt;br /&gt;É aí que vai também lançar as suas raízes a doutrina expressa pelo papa Bento XVI na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz, que ele faz depender da verdade: porque onde reina a mentira germina a guerra: E esta só pode desembocar na paz, se respeitar a respectiva verdade.&lt;br /&gt;Será que entendem isto os responsáveis pela vida das comunidades, que, na sua altíssima maioria, se reportam à revelação bíblica?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113896744123120031?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113896744123120031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113896744123120031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113896744123120031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113896744123120031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/02/na-guerra-verdade-da-paz.html' title='NA GUERRA, A VERDADE DA PAZ'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113797947892673628</id><published>2006-01-23T00:59:00.000Z</published><updated>2006-01-23T01:42:10.920Z</updated><title type='text'>DIREITO À VIDA?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/5??"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/5%3F%3F%20dia%20Castelgandolfo%20%2810%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A escolha do nome para este &lt;em&gt;blogue&lt;/em&gt; obedeceu a um objectivo que, por sua vez, assentava numa filosofia, ou, para sermos mais exactos, numa metodologia:&lt;br /&gt;Era seu objectivo comunicar, entrar em comunhão verbal com os inúmeros navegantes que se cruzam na &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt;, para partilhar ideias sobre todo o tipo de assuntos que, de um modo ou de outro, pertencessem à actualidade das nossas praças e das nossas tertúlias desportivas, políticas, filosóficas ou teológicas.&lt;br /&gt;Para entrar a falar de assuntos que estavam já em discussão, era lógico que se pedisse licença; que se pedisse a palavra, evitando todo o tipo de intromissão magisterial… apenas para dar uma achega, caso quisessem aceitá-la. E esta era a metodologia: Com licença, posso?...&lt;br /&gt;Recordo isto, porque estou mesmo a pedir a palavra para entrar a falar de um tema cuja importância só tem rival na extrema variedade de discursos que sobre ele se têm proferido. Toda agente pensa que tem autoridade para falar da vida, e, como a emoção domina grande parte dos discursos proferidos, é compreensível que muito daquilo que se diz peque por excessiva superficialidade.&lt;br /&gt;Não pretendo, nem ser mais profundo, nem menos emotivo do que os outros. Como também não venho exibir competências que não tenho. Gostaria apenas de oferecer a quem queira reparar nisso o resultado das minhas próprias reflexões, que, como é evidente, procuro conferir com a doutrina da Igreja, ou seja, a comunidade crente.&lt;br /&gt;E hoje, para não ser demasiado longo, vou procurar responder a uma questão que, segundo deduzo de um aceno inquieto deixado na zona dos comentários do meu último “post”, surgiu no espírito de algumas pessoas presentes na primeira tertúlia sobre o dom da vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Afinal, a vida é um dom ou um direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sou médico, nem jurista, nem filósofo, nem teólogo: sou apenas um crente que procura cultivar serenamente o diálogo da fé com a cultura, servindo-se, como é óbvio, de todos os subsídios que uma e outra lhe oferecem para que esse diálogo seja levado até ao fim, com o máximo respeito por ambas, de modo a enriquecerem-se mutuamente. E também de modo a não criar entre ambas conflitos artificiais, falsas questões.&lt;br /&gt;Pergunta-se, no referido aceno, se ainda antes da fecundação haveria direito a “ser”:&lt;br /&gt;Se nós dizemos que a vida é puro dom, se ninguém existe por ter querido existir, como é que se pode dizer que se tem direito a ser, antes de ser concebido?&lt;br /&gt;Parece-me que aqui se confunde o direito à vida com o direito a viver: isto é, o direito a receber o dom – que ninguém pode ter, pois então deixaria de ser dom – com o direito que tem o donatário, uma vez recebido o dom, a que esse mesmo dom se desenvolva segundo o seu próprio dinamismo, tanto quanto possível, até à plenitude que para ele quis o Criador, fonte e termo de todo o ser.&lt;br /&gt;É por isso que a Igreja distingue claramente – note-se, falo da Igreja, no seu ensino oficial, não das afirmações de muitos dos que dentro dela abordam estas matérias – distingue claramente as questões relativas ao aborto, das que dizem respeito à contracepção propriamente dita. E não se trata de uma distinção artificial, porque, de facto, enquanto as primeiras pertencem à área do direito à vida, as segundas estão relacionadas com a verdade intrínseca do acto sexual; verdade que certas formas de contracepção destroem totalmente. Depois, é preciso não esquecer que certos métodos de contracepção são, de facto, abortivos.&lt;br /&gt;Em conclusão, não temos propriamente direito à vida: temos, sim, &lt;strong&gt;direito a viver&lt;/strong&gt;. Mais, uma vez recebido o dom da vida, recebemos com ele o direito a ter os meios adequados a uma existência com um mínimo de qualidade; direito a exigir, primeiro dos pais, depois da família e da sociedade, protecção e ajuda.&lt;br /&gt;Quanto à questão da possibilidade de cada um ter os filhos que Deus lhe desse, “como diria a minha avó”, escreve a interlocutora do meu “post”, eu diria que o problema nasce precisamente no sentido que se dá a essa suposta frase da sua avó; pois, se não me engano, trata-se de atribuir a Deus, ou à generosidade Deus, o que pode muitas vezes ser pura irresponsabilidade dos homens.&lt;br /&gt;Aquilo que a Igreja sempre ensinou, introduzindo-o inclusivamente num documento tão solene como uma constituição conciliar, ainda que puramente pastoral (cf. &lt;em&gt;Gaudium et Spes&lt;/em&gt;), foi a paternidade (e maternidade, naturalmente) livre e responsável.&lt;br /&gt;No seio da qual há lugar para a generosidade de qualquer casal, como, aliás também diz o referido documento do Concílio.&lt;br /&gt;Ficamos por aqui.&lt;br /&gt;Vai demasiado longo este post, mas como vou ficar em silêncio pelo menos mais uma semana…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113797947892673628?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113797947892673628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113797947892673628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113797947892673628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113797947892673628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/01/direito-vida.html' title='DIREITO À VIDA?'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113781158985752273</id><published>2006-01-21T02:26:00.000Z</published><updated>2006-01-21T04:19:45.500Z</updated><title type='text'>O DOM DA VIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/SANTA%20IN??S.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/SANTA%20IN%3F%3FS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vai uma representação de Santa Inês, com três imagens de São Sebastião.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/S??O"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/S%3F%3FO%20SEBASTI%3F%3FO%20%28DE%20LA%20TOUR%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/S??O"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/S%3F%3FO%20SEBASTI%3F%3FO%20%28GEORGETTI%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/S??O"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/S%3F%3FO%20SEBASTI%3F%3FO%20%28%20A.B.%20SEC.XV%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Santa Inês, uma adolescente de nobre família romana, do início do século IV, que, segundo o testemunho de Santo Ambrósio, bispo de Milão, em finais do mesmo século, teria dado a vida para defender a sua liberdade de amar a Deus, que Se lhe revelara em Jesus Cristo como o Amor capaz de satisfazer plenamente todos os anseios do seu coração.&lt;br /&gt;Dar a vida por amor… que, neste caso não era apenas um grande amor, mas o Amor, sem qualificativos, porque identificado com o próprio Deus.&lt;br /&gt;Celebra-se esta efeméride a seguir à memória litúrgica de outros dos mártires romanos: São Fabião, papa (236-250), e São Sebastião, funcionário imperial (a tradição apresenta-o como o chefe da Guarda Pretoriana), martirizado nos finais do século IV, pouco depois de Santa Inês.&lt;br /&gt;Madrugada de 21 de Janeiro, ao procurar enquadrar tudo aquilo que, durante o dia me falou da vida: dos seus encantos, das suas contradições, de tudo o que nela pesa e nos fascina… como tão bem o soube dizer um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ai, a vida!&lt;br /&gt;Como dói ser vivida,&lt;br /&gt;E como a própria dor a quer e agradece!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Miguel Torga, Diário, XIII.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida humana, que em si mesma considerada é puro dom, até no sentido em que traz consigo o carácter inalienável do direito a desenvolver-se segundo um ritmo que não pode ser negociado com ninguém.&lt;br /&gt;Vida que, ao contrário do que pensam alguns jovens do grupo que, a princípio da tarde discutiam a existência ou não de limites para o avanço tecnológico, nenhum poder deste mundo, científico, político ou ideológico, pode reclamar em nome do progresso.&lt;br /&gt;Regresso da primeira das três tertúlias programadas pela pastoral da Vigaria de Leiria, com o fim de se reflectir precisamente sobre este carácter da vida como dom absolutamente, que ninguém pode reclamar nem recusar; e, quanto ao pô-lo em risco, só por valores que lhe sejam objectivamente superiores.&lt;br /&gt;Não quero agora falar desta primeira tertúlia.&lt;br /&gt;Gostaria mais de aproveitar a coincidência da memória de três membros da mesma comunidade que deram a vida pela fé, para frisar duas ou três coisas:&lt;br /&gt;Primeiro, como o martírio cristão se distingue de certos suicídios dos nossos dias, praticados por fanatismo, num quadro de sementeira da morte para, com o terror, conseguir aquilo para o qual não se têm armas eficazes: Ou seja, onde se morre para matar.&lt;br /&gt;O mártir cristão, ao contrário, morre para não matar; ou sujeita-se à morte temporal, para evitar a morte eterna.&lt;br /&gt;Sem ter que ver propriamente com o dom da vida: note-se como para a Igreja não têm em conta a condição, nem política, nem social, nem de sexo, nem de função no seio da comunidade, na glorificação dos seus membros.&lt;br /&gt;Temos de facto, reunidos nestas comemorações, um bispo (Fabião, bispo de Roma) e dois leigos: (uma adolescente – segundo a tradição contava apenas treze anos; e um chefe militar, casa imperial).&lt;br /&gt;Por hoje, paramos aqui.&lt;br /&gt;É possível que voltemos ainda a estas questões, sobretudo vale a pena tomar a sério as dificuladde da Igeraj autralidna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113781158985752273?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113781158985752273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113781158985752273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113781158985752273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113781158985752273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2006/01/o-dom-da-vida.html' title='O DOM DA VIDA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113599898128994883</id><published>2005-12-31T01:52:00.000Z</published><updated>2005-12-31T03:16:21.300Z</updated><title type='text'>O CAMAURO E O PAI NATAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/BXVI_caumaro.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/BXVI_caumaro.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/JohnXXIII_camauro.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/JohnXXIII_camauro.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada do último dia do ano, sem tempo para buscar uma imagem do saudoso Papa João - o XXIII (1958-1963), não o XXII, que também era citado assim pelos seus contemporâneos (1316-1334),  - sem tempo para buscar uma imagem mais visível da figura do bispo de Roma, que, nos domingos da Quaresma de 1961 e 1962, acompanhávamos na visita pastoral que à tarde fazia às paróquias da sua diocese. Essas visitas reatavam uma tradição interrompida há mais de um século e que havia de ser seguida pelos seus sucessores imediatos: O papa João XXIII, que sistematicamente quebrava as ergras do protocolo, para estar mais perto dos seus diocesanos, havia também retomado o costume de usar, nos dias frios do inverno romano, o barretinho protector que pertencera à indumentária da grande maioria dos papas, desde a segunda metade do XII até finais do século XVIII, com Clemente XIV(1769-1774). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Constituíu assim, para a minha memória de antigo residente na Ciadde Eterna, um reconfortante suplemento emocional, o aparecimento de Bento XVI, nesta quadra natalícia, envergando sem complexos um protector contra o frio que me traz inevitavelmente à memória o sorriso de João XXIII. O pior foi quando a comunicação social começou a dizer que o Papa aparecera vestido de Pai Natal. Não porque fosse mau que tivesse acontecido. Não. Isso, apesar de estranho, sobretudo tendo em vista que Bento XVI vem do mundo onde a maçonaria do século XIX foi buscar a figura do Pai Natal, para evitar as referências ao Menino Deus, que era quem dava a São Nicoalu os mimos que distribuía pelas crianças; estranho ainda, porque dias antes o próprio Bento XVI falara do valor pedagógico do Presépio; isso,  apesar de estranho, não teria, em meu entender, mal nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desgosto que me assaltou veio da verificação de quão fundo se cavou já o abismo que separa os europeus das suas raizes culturais: A mesma ideologia que transformou São Nicolau, no Pai Natal - e que, perdida também essa refrência, inventou há pouco a "Mãe Natal" - esqueceu por completo a tradição romana do CAMAURO, afinal importado da Grécia, com o respectivo nome (&lt;em&gt;Kamelauchion&lt;/em&gt;&lt;&lt;em&gt;camelaucum&lt;/em&gt;), esquecendo que talvez não seja um mero acaso, Bento XVI, cujas preocupações ecuménicas são conhecidas, retomar o costume de João XXIII.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma pena, que nos tornemos cada vez menos capazes de perceber a nossa própria identidade!.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113599898128994883?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113599898128994883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113599898128994883' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113599898128994883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113599898128994883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2005/12/o-camauro-e-o-pai-natal_31.html' title='O CAMAURO E O PAI NATAL'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20268713.post-113590673596485586</id><published>2005-12-30T00:43:00.000Z</published><updated>2005-12-30T01:38:55.976Z</updated><title type='text'>ABERTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/1600/leiria.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1530/976/320/leiria.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de editorial:&lt;br /&gt;Um novo blog? Sim e não: Peço a palavra é, de ordinário, fórmula delicada, quiçá a tender para o tímido, de entrar numa discussão. (Do ponto de vista do seu étimo, &lt;em&gt;discussão&lt;/em&gt;, antes de significar polémica, exprimia quase o mesmo que &lt;em&gt;análise&lt;/em&gt;, distriça e comparação de ideias ou palavras...)&lt;br /&gt;Olho o horizante aproveitando a generosidade dos arcos em ogiva com que o arquitecto quis encher de luz a grande sala do palácio medieval: a cidade fica em baixo, contorcendo-se na estreiteza dos terrenos conquistados ao Lis, na tristeza do urbanismo selvagem dos últimos dois séculos.  Memórias da Rainha Santa e do Rei Poeta, uma outro brilhante ilustração de como é possível conseguir, para o bem da grei, óptimos frutos do enlace amoroso quer da santidade quer da poesia, com o do exercício do poder político.&lt;br /&gt;Este blog, que, graças às habilidades do Zé, se meteu na pista do primeiro "peço a palavra", bloqueado por não sei que espécie de amuo, estará  habitualmente mais voltado para o exterior, os longes do horizonte que a vista abarca e fazem estremecer a alma do cidadão.&lt;br /&gt;Deixa-se  para RESISTÊNCIA o que possa ser desejo  de partilha: a contemplação do mundo, não já através dos janelões da sala, mas afastando as cortinas que escondem tantas vezes os horiozontes da alma.Não é minha intenção cultivar a polémica, embora reconheça que, em abono do sangue portugês que me corre nasd veias, ela me tenta com certa frequência.&lt;br /&gt;Mas é mais gratificante dispender energias, procurando enriquecer os confrontos verbais puxando pela vrdade que frequentemente se perde no calor das discussões. Tenho, evidentemente bons mestres nas margens do Lis.&lt;br /&gt;Quem sabe se não nos ocuparemos de alguns deles... como quem quer fornecer aos mais novos, algum material.&lt;br /&gt;Um grande abraço para todos os que me visitarem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20268713-113590673596485586?l=pecoapalavra2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/feeds/113590673596485586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20268713&amp;postID=113590673596485586' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113590673596485586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20268713/posts/default/113590673596485586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecoapalavra2.blogspot.com/2005/12/abertura.html' title='ABERTURA'/><author><name>Augusto Ascenso Pascoal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04097565021989724009</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
