ECOS DE UM REFERENDO

Europa contra os europeus?
Os Irlandeses disseram NÃO ao chamado Tratado de Lisboa. Isso mesmo! Não foi à Europa que eles disseram NÃO; foi a um tratado que, se é essencial à Europa como a quiseram os seus fundadores, ninguém os convenceu disso. Como ninguém me convenceu a mim... e serei eu uma excepção?
Quando foi do chamado Tratado Constitucional – outra designação hipócrita, para não chocar sensibilidades -, rejeitado em referendo pela maioria dos países que utilizaram essa via de ratificação, eu e muitos amigos meus, europeistas como eu – não falo dos outros, porque esses dizem não a tudo – preparávamo-nos para dizer NÃO, logo que ele fosse referendado em Portugal.
De facto, nem esse nem este, apesar das promessas eleitorais do partido do governo, foi sujeito a referendo: seguiu-se a táctica comum, de uma Europa que se diz democrática, mas em que os eleitos do povo não se coibem de aprovar leis que temem venham a ser rejeitadas por esse mesmo povo.
Foi a cobardia geral.
Muitos chamram-lhe prudência.
Talvez tenham razão; mas ninguém me tira da cabeça que isso prestou um péssimo serviço à democracia; até pela generalização da desconfinaça com que a maioria dos europeus encara esta construção da nova Europa; a qual, de facto, pouco ou nada tem a ver com a ideia dos signatários do Tratado de Roma.
Gostaria de terminar recomendando, mais uma vez em nome da democracia, à D.ra Ana Gomes que, quando quiser tirar significado a uma votação, seja mais objectiva, atendo-se aos factos e não se deixando conduzir pela supeição ideológica.
Depois, não é sério acusar os cidadãos de um país, a quem foi dada a oportunidade de se pronunciarem livremente, de estarem contra o resto da Europa, que de facto não se pode pronunciar do mesmo modo.
Os Irlandeses disseram NÃO ao chamado Tratado de Lisboa. Isso mesmo! Não foi à Europa que eles disseram NÃO; foi a um tratado que, se é essencial à Europa como a quiseram os seus fundadores, ninguém os convenceu disso. Como ninguém me convenceu a mim... e serei eu uma excepção?
Quando foi do chamado Tratado Constitucional – outra designação hipócrita, para não chocar sensibilidades -, rejeitado em referendo pela maioria dos países que utilizaram essa via de ratificação, eu e muitos amigos meus, europeistas como eu – não falo dos outros, porque esses dizem não a tudo – preparávamo-nos para dizer NÃO, logo que ele fosse referendado em Portugal.
De facto, nem esse nem este, apesar das promessas eleitorais do partido do governo, foi sujeito a referendo: seguiu-se a táctica comum, de uma Europa que se diz democrática, mas em que os eleitos do povo não se coibem de aprovar leis que temem venham a ser rejeitadas por esse mesmo povo.
Foi a cobardia geral.
Muitos chamram-lhe prudência.
Talvez tenham razão; mas ninguém me tira da cabeça que isso prestou um péssimo serviço à democracia; até pela generalização da desconfinaça com que a maioria dos europeus encara esta construção da nova Europa; a qual, de facto, pouco ou nada tem a ver com a ideia dos signatários do Tratado de Roma.
Gostaria de terminar recomendando, mais uma vez em nome da democracia, à D.ra Ana Gomes que, quando quiser tirar significado a uma votação, seja mais objectiva, atendo-se aos factos e não se deixando conduzir pela supeição ideológica.
Depois, não é sério acusar os cidadãos de um país, a quem foi dada a oportunidade de se pronunciarem livremente, de estarem contra o resto da Europa, que de facto não se pode pronunciar do mesmo modo.